Maria Casadevall defende Dilma e critica golpe em entrevista à TV 247

Acho que o ideal seria que tudo isso pudesse ser desfeito
Casadevall expressa seu desejo de que Dilma pudesse passar a faixa presidencial para Lula em um eventual terceiro mandato.
Mark

Quando ela diz que Dilma "tinha o direito de permanecer na presidência", ela está falando de um direito legal ou de um direito moral?

Mimi

Acho que é os dois. Ela vê o golpe como tendo violado tanto a lei quanto a justiça. Para ela, Dilma foi eleita legitimamente e deveria ter completado seu mandato.

Luke

Mas a fonte não detalha qual era a base jurídica dessa afirmação. Casadevall chama de "golpe institucional, político, midiático, jurídico", mas não explica o que significa cada uma dessas camadas.

Mark

E quanto ao que ela espera de um governo Lula? É esperança ou é uma exigência?

Mimi

Parece ser esperança, mas esperança com uma lista de tarefas. Ela quer que a educação continue sendo prioridade, que a segurança pública ganhe a mesma atenção, e que a cultura seja financiada novamente.

Luke

A fonte não diz se Lula ou seu grupo respondeu a essas demandas específicas. Estamos vendo o que Casadevall quer, não necessariamente o que está sendo prometido.

Mark

Ela menciona que a resistência política vem de mulheres negras, trans e da comunidade LGBTQIA+. Isso é uma observação ou uma reivindicação?

Mimi

É uma observação dela sobre quem está nas ruas. E ela conecta isso às políticas de inclusão dos governos PT, sugerindo que essas políticas criaram as condições para que essas pessoas se organizassem.

Luke

Mas a fonte não oferece dados sobre quem lidera esses movimentos ou como as políticas de inclusão se traduziram em mobilização. É uma interpretação dela, não uma análise verificada.

  • Casadevall chega ao programa com urgência simbólica: quer estar em Brasília para ver Lula subir a rampa do Palácio do Planalto em 2022.
  • Ela classifica a queda de Dilma como um golpe de múltiplas faces — institucional, político, midiático e jurídico — que lançou o Brasil em um 'desvio político mórbido'.
  • O gesto que ela deseja ver — Dilma passando a faixa a Lula — condensa sua visão de que uma dignidade foi roubada e precisa ser simbolicamente devolvida.
  • Elogia as políticas de inclusão e educação dos governos PT, mas cobra atenção à segurança pública e à retomada do financiamento à cultura e ao audiovisual nacional.
  • Ao lado de uma percussionista, uma vereadora-atriz e uma advogada ativista, Casadevall reforça que sua política não é abstração: é o lugar onde cultura, educação e dignidade se encontram.

Em um estúdio de televisão, a atriz Maria Casadevall transformou sua trajetória pessoal em testemunho político: para ela, o Brasil de 2016 não apenas mudou de governo, mas desviou de um caminho de dignidade que ainda precisa ser retomado. Sua voz, formada entre o jornalismo, as ciências sociais e as artes cênicas, ecoa a de muitos que veem na cultura e na inclusão social não privilégios, mas fundamentos de uma nação. O desejo que ela carrega — de ver Dilma passar a faixa a Lula — é menos uma preferência eleitoral do que uma metáfora de justiça histórica.

Na última quinta-feira, a atriz Maria Casadevall sentou-se diante das câmeras da TV 247 e resumiu seu desejo mais imediato com uma frase direta: queria estar em Brasília vendo Lula subir a rampa do Palácio do Planalto em um eventual terceiro mandato em 2022. Protagonista da série "Coisa mais linda", ela chegou ao programa não apenas como artista, mas como alguém que acompanhou cada momento decisivo da política brasileira desde 2010, quando Dilma Rousseff foi eleita.

Para Casadevall, o que aconteceu em 2016 foi um golpe — institucional, político, midiático e jurídico — que desviou o Brasil de seu caminho. Ela descreveu Dilma como uma mulher "tão maravilhosa, tão firme, guerreira", que tinha o direito de permanecer na presidência. Seu desejo mais simbólico era que tudo pudesse ser desfeito: que Dilma passasse a faixa a Lula, restaurando uma dignidade que, na sua visão, foi roubada.

Ao falar dos governos do PT, elogiou as políticas de inclusão social e educação, enxergando nelas a raiz da resistência política que via emergir nas ruas — liderada por mulheres, especialmente negras e trans, e pela comunidade LGBTQIA+. Mas também apontou lacunas: pediu mais atenção à segurança pública e a retomada do financiamento à cultura, ao audiovisual e à produção independente nacional.

No estúdio, ela dividiu o espaço com a percussionista Larissa Mares, a vereadora e atriz Maria Marighella e a advogada Luna Zarattini. Casadevall também falou de sua própria trajetória — do jornalismo às ciências sociais, até encontrar nas artes cênicas seu lugar no mundo. Sua fala deixou claro que, para ela, política nunca foi abstração: é o terreno onde a cultura, a educação e a dignidade das pessoas se encontram e se disputam.

A atriz Maria Casadevall sentou-se à frente das câmeras da TV 247 na última quinta-feira para falar sobre política, cultura e o que espera do Brasil nos próximos anos. Protagonista da série "Coisa mais linda" na Netflix, ela chegou ao programa com uma frase que resumia seu desejo mais imediato: "Primeiro eu espero estar lá em Brasília vendo esse homem subir a rampa do Palácio do Planalto", disse, referindo-se ao ex-presidente Lula e a um eventual terceiro mandato em 2022.

Casadevall contou que sua jornada de consciência política começou em 2010, quando Dilma Rousseff foi eleita presidente. Desde então, ela acompanhou cada momento decisivo: a eleição, o que ela descreve como um golpe institucional, político, midiático e jurídico que derrubou a petista, e os anos que se seguiram. "Eu estou nessa caminhada de despertar minha consciência política, de construir meu pensamento político, não é de hoje", explicou. Para ela, o Brasil entrou em um "desvio político mórbido" após 2016.

O que mais pesava em seu coração era a situação de Dilma. Casadevall via na ex-presidente uma mulher que "tinha o direito de permanecer na presidência" se não fosse interrompida pelo golpe. Ela descreveu Dilma como "essa mulher tão maravilhosa, tão firme, guerreira" e expressou um desejo que revelava sua visão de justiça histórica: "Acho que o ideal seria que tudo isso pudesse ser desfeito, que a Dilma pudesse passar essa faixa para o Lula". Na sua lógica, essa passagem de faixa representaria a devolução de uma dignidade roubada.

Quando o assunto virou para os governos do Partido dos Trabalhadores, Casadevall elogiou as políticas de inclusão social e educação que marcaram aquele período. Ela viu nessas políticas a origem da resistência política que via emergir nas ruas: liderada por mulheres, especialmente mulheres negras e trans, e pela comunidade LGBTQIA+. Mas ela também apontava para o que faltava. Pediu que a mesma atenção dada à educação fosse dirigida à segurança pública. Pediu, ainda, a retomada do financiamento e dos subsídios para a cultura, particularmente para o audiovisual e a produção de conteúdo independente e nacional.

No programa Giro das 11, ela dividiu o estúdio com outras vozes: sua companheira, a percussionista Larissa Mares; a vereadora de Salvador e atriz Maria Marighella, do PT; e a advogada e ativista Luna Zarattini. Casadevall também falou sobre sua própria trajetória, começando com estudos em Jornalismo, passando por um vestibular para Ciências Sociais, e finalmente encontrando seu caminho nas Artes Cênicas, onde construiu uma carreira no teatro, cinema e televisão. Sua fala deixava claro que para ela, a política não era abstração: era o terreno onde a cultura, a educação e a dignidade das pessoas se encontravam.

Eu estou nessa caminhada de despertar minha consciência política, de construir meu pensamento político, não é de hoje. Eu estou desde a eleição da Dilma, depois no golpe institucional, político, midiático, jurídico.
— Maria Casadevall
Essa mulher tão maravilhosa, tão firme, guerreira tinha o direito de permanecer na presidência
— Maria Casadevall, sobre Dilma Rousseff
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