No limiar de uma reconstrução institucional, o Corinthians encontrou em Marcelo Paz não apenas um gestor, mas um arquiteto de transformações. O executivo, que conduziu o Fortaleza das divisões inferiores até o palco continental, deixa o Ceará para enfrentar um desafio de natureza semelhante no Parque São Jorge — onde o rebaixamento de 2025 abriu espaço para um novo ciclo. Sua chegada sinaliza que o clube paulista busca, mais do que um administrador, alguém capaz de reescrever trajetórias.
Marcelo Paz aceita proposta do Corinthians e deixa o Fortaleza
Da Série C à Libertadores, depois o rebaixamento
Por que o Corinthians precisava tão urgentemente de um novo diretor de futebol?
Fabinho Soldado saiu, e o clube não podia ficar sem comando nessa área. Paz tinha experiência e já era conhecido lá dentro.
Mas por quanto tempo? Até o fim de 2026. Isso é um contrato curto para alguém que vai reconstruir um departamento.
E por que Bruno Spindel não deu certo?
As negociações travaram. Spindel disse que houve acordo verbal, mas o contrato nunca chegou. Depois ele foi para o Cruzeiro.
Isso é estranho. Um acordo verbal sem contrato é basicamente nada. Não sabemos se foi culpa do Corinthians ou se Spindel mudou de ideia.
Paz vinha do Fortaleza. Como ele saiu de lá?
Ele era CEO. O Fortaleza teve um 2025 difícil, com rebaixamento. Mas Paz tinha feito um trabalho impressionante antes disso — tirou o time da Série C e levou à Libertadores.
Verdade, mas o rebaixamento aconteceu sob sua gestão também. Não sabemos se ele saiu porque quis ou porque o Fortaleza quis que ele saísse.
Ele tem alguma outra responsabilidade além do Corinthians?
Sim. Paz é presidente da Liga Forte União, que negocia direitos de transmissão para vários clubes, inclusive o Corinthians.
Isso pode ser um conflito de interesses? Ele vai estar negociando para o Corinthians enquanto representa outros clubes também?
Qual é a expectativa agora?
Paz precisa reconstruir o departamento de futebol do Corinthians depois de uma temporada ruim. Ele tem experiência em reconstrução.
Mas em um clube pequeno, com menos pressão. O Corinthians é gigante. Não sabemos se ele consegue lidar com essa escala de exigência.
El Pulso
- O Corinthians chegou a Paz apenas depois de ver Bruno Spindel escapar para o Cruzeiro, revelando a urgência e a fragilidade do processo de reconstrução do clube.
- A ausência de um contrato formal enviado a Spindel, apesar de acordo verbal, expôs falhas de governança que pressionam ainda mais a nova gestão a entregar resultados.
- Paz assume um departamento de futebol abalado por um rebaixamento histórico, com a missão de reorganizar estruturas e devolver credibilidade ao projeto esportivo corintiano.
- Sua presidência na Liga Forte União — bloco que negocia direitos de transmissão e inclui o próprio Corinthians — adiciona uma camada estratégica ao cargo que vai além do campo.
- Com contrato até o fim de 2026, o novo diretor executivo terá pouco tempo para demonstrar que a fórmula aplicada no Fortaleza pode ser replicada em escala e pressão maiores.
No limiar de uma reconstrução institucional, o Corinthians encontrou em Marcelo Paz não apenas um gestor, mas um arquiteto de transformações. O executivo, que conduziu o Fortaleza das divisões inferiores até o palco continental, deixa o Ceará para enfrentar um desafio de natureza semelhante no Parque São Jorge — onde o rebaixamento de 2025 abriu espaço para um novo ciclo. Sua chegada sinaliza que o clube paulista busca, mais do que um administrador, alguém capaz de reescrever trajetórias.
Marcelo Paz encerrou sua passagem pelo Fortaleza nesta semana para assumir a diretoria executiva de futebol do Corinthians, ocupando a vaga deixada por Fabinho Soldado com contrato até o fim de 2026. A contratação foi selada após o clube paulista enfrentar um revés nas negociações com Bruno Spindel, ex-dirigente do Flamengo, que comunicou nunca ter recebido o contrato formal apesar de um acordo verbal e anunciou sua ida ao Cruzeiro.
Com a alternativa inicial fechada, o Corinthians voltou atenções para Paz, executivo já bem avaliado pela cúpula do clube. As negociações avançaram rapidamente, sinalizando alinhamento entre as partes. Ele chega em um momento delicado: a temporada de 2025 foi marcada por um rebaixamento que abalou a instituição e exige uma reconstrução profunda.
A trajetória de Paz no futebol brasileiro justifica a aposta. À frente do Fortaleza entre 2017 e 2023 — primeiro como presidente, depois como CEO da SAF —, ele conduziu o clube da Série C até a Libertadores e a final da Copa Sul-Americana de 2023. Esse histórico de transformação em contextos adversos é exatamente o perfil que o Corinthians busca.
Sua chegada carrega ainda uma dimensão estratégica: Paz preside a Liga Forte União, bloco que representa clubes brasileiros, incluindo o próprio Corinthians, nas negociações de direitos de transmissão. Mais do que uma mudança de cargo, sua ida ao Parque São Jorge conecta o clube a redes de poder que moldam o futebol nacional.
Marcelo Paz deixou o Fortaleza nesta semana para assumir o comando do departamento de futebol do Corinthians. Os documentos foram trocados entre o clube paulista e o executivo, que chega ao Parque São Jorge para ocupar a cadeira deixada vaga por Fabinho Soldado, com contrato válido até o encerramento da temporada de 2026.
A movimentação aconteceu após o Corinthians esgotar suas opções iniciais. O clube havia negociado intensamente com Bruno Spindel, ex-dirigente do Flamengo, mas as conversas chegaram a um impasse. Spindel comunicou que, apesar de um acordo verbal ter sido fechado, nunca recebeu o contrato formal. Pouco depois, o executivo anunciou sua ida para o Cruzeiro, onde assumirá a função de diretor de futebol. Com a porta fechada naquela direção, o Corinthians rapidamente direcionou seus esforços para Paz.
O novo diretor executivo de futebol já era conhecido e bem avaliado pela cúpula corintiana. As negociações com Paz avançaram com velocidade, sinalizando que havia alinhamento de interesses entre as partes. Ele chega ao clube em um momento de reconstrução, após a temporada de 2025 ter sido marcada por um rebaixamento que abalou a instituição.
Paz traz consigo uma trajetória sólida no futebol brasileiro. Presidiu o Fortaleza entre 2017 e 2023, período em que o clube passou por transformações significativas. Quando a instituição se tornou uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), Paz assumiu a posição de CEO e continuou à frente da reconstrução. Durante sua gestão, o time cearense saiu da Série C, a terceira divisão do campeonato nacional, chegou à Libertadores e disputou a final da Copa Sul-Americana em 2023. Essa progressão, mesmo com o recente rebaixamento, demonstra sua capacidade de conduzir projetos de longo prazo em clubes que enfrentam desafios estruturais.
Além de sua experiência no Fortaleza, Paz ocupa atualmente a presidência da Liga Forte União, um bloco de negociação que representa diversos clubes brasileiros, incluindo o próprio Corinthians, nas tratativas sobre direitos de transmissão. Essa posição o coloca em contato permanente com as dinâmicas do futebol profissional nacional e com as estratégias comerciais que movem o setor. Sua chegada ao Corinthians, portanto, não representa apenas uma mudança administrativa, mas também uma conexão com as redes de poder que estruturam o futebol do país.
Citas Notables
Paz foi quem esteve na condução da reconstrução do clube. Com ele, o time foi da Série C à Libertadores e até disputou a final da Sul-Americana em 2023.— Correio Braziliense