Com graça e elegância, Patrick Stewart revitalizou 'Star Trek' e ajudou a abrir a era dos super-heróis

Um diplomata e intelectual no comando da Enterprise
Stewart deu a Picard uma gravidade dramática diferente do herói de ação Kirk.
Mark

Por que a morte de Stewart pesa tanto na cultura pop, além do teatro?

Mimi

Porque ele sustentou dois marcos. Em 1987 foi o rosto de "A nova geração", e em 2000 liderou os mutantes em "X-Men". Em ambos, deu seriedade a um gênero que muitos não levavam a sério.

Mark

Como Picard era diferente de Kirk?

Mimi

Kirk era o herói de ação. Picard era diplomata e intelectual, e isso pedia gravidade dramática do ator.

Luke

Dizem que "A nova geração" é até melhor que a original. Isso é fato?

Mimi

É opinião atribuída a "muitos", não uma medida. O que está confirmado são as sete temporadas e os quatro filmes.

Mark

E o papel dele em "X-Men"?

Mimi

O texto diz que o filme pode ser considerado o pontapé inicial da era das HQs no cinema, e que a presença de uma estrela respeitada ajudou a tirar o projeto do papel.

Luke

"Pode ser considerado" é uma avaliação, não um consenso provado. E o quanto o nome de Stewart pesou na aprovação não é detalhado.

Mark

Há também a ligação com Kevin Feige.

Mimi

Ele era produtor associado e aprendeu ali o equilíbrio entre respeito aos quadrinhos e mudanças narrativas.

Luke

Esse aprendizado vem como leitura da reportagem. Já a despedida de Xavier em "Vingadores: Doutor Destino", em 16 de dezembro, é uma previsão: ainda deve acontecer.

  • A notícia da morte de Patrick Stewart, aos 86 anos, atinge fãs de dois universos que raramente dividem o mesmo espaço.
  • Seu capitão Picard reergueu Star Trek nos anos 1980 e transformou uma série de diplomacia em um dos maiores sucessos da televisão.
  • Como Professor Xavier, ele ajudou o X-Men de 2000 a abrir caminho para a era dos filmes de super-heróis, dando credibilidade ao projeto.
  • Sua última aparição como Xavier está marcada para Vingadores: Doutor Destino, que estreia em 16 de dezembro, deixando uma despedida já reservada no calendário.

Sir Patrick Stewart, ator britânico que atravessou com a mesma naturalidade os palcos clássicos e os grandes fenômenos da cultura pop, morreu aos 86 anos na quarta-feira (28). Sua trajetória costuma ser lembrada pelo capitão Picard e pelo professor Xavier, mas o que essas figuras deixaram foi algo mais duradouro: a prova de que a seriedade shakespeariana podia habitar a ficção científica e os quadrinhos sem perder a dignidade. Ao longo de décadas, ele mostrou que a gravidade de um intérprete formado no teatro pode transformar gêneros inteiros, e é nesse legado que sua partida ganha peso no ano em que ainda estava prevista para ele uma última despedida no cinema.

O ator britânico sir Patrick Stewart morreu aos 86 anos, na quarta-feira (28). Formado na Royal Shakespeare Company e duas vezes vencedor do prêmio Olivier, ele levou a elegância dos palcos ingleses para duas franquias que marcaram gerações.

Quando foi escolhido para estrelar "Star Trek: A nova geração", em 1987, era um desconhecido em Hollywood. Seu Capitão Jean-Luc Picard era um diplomata e intelectual, muito distante do herói de ação da série original, e exigia uma gravidade rara para conduzir uma tripulação por novos mundos a cada episódio. A série durou sete temporadas, rendeu quatro filmes e, para muitos fãs, superou a original.

Anos depois, ele retornou ao papel em "Star Trek: Picard", em 2020, ajudando a levar a franquia para a era do streaming.

Em "X-Men", de 2000, deu vida ao Professor Xavier, na primeira grande produção a adaptar os quadrinhos da Marvel. Sua presença respeitada ajudou a tirar o projeto do papel, e o filme abriu caminho para o Universo Cinematográfico da Marvel. Depois de oito filmes como Xavier, ainda deveria voltar ao personagem em "Vingadores: Doutor Destino", que estreia em 16 de dezembro.

O ator britânico sir Patrick Stewart morreu aos 86 anos, na quarta-feira (28). Poucos intérpretes circularam tão bem entre o prestígio dos palcos clássicos da Inglaterra e os fenômenos da cultura pop, como a ficção científica e as adaptações de quadrinhos para o cinema.

No teatro, Stewart é considerado uma das grandes lendas do país. Venceu duas vezes o prêmio Olivier, o mais importante da Inglaterra. Era um ator treinado na Royal Shakespeare Company, e foi essa formação clássica que levou, com graça e elegância, para duas franquias que marcaram gerações: "Star Trek", nos anos 1980, e "X-Men", no começo dos anos 2000.

Quando foi escolhido para estrelar "Star Trek: A nova geração", lançada em 1987, Stewart ainda era um desconhecido em Hollywood. A série tentava resgatar a franquia mais de uma década depois do fim da original. Seu Capitão Jean-Luc Picard mostrou que a Frota Estelar podia existir sem o elenco encabeçado por William Shatner e Leonard Nimoy, e apresentou os ideais utópicos da franquia a um novo público.

O personagem era bem diferente de Kirk, apresentado como herói de ação. Picard era um diplomata e um intelectual, o que exigia do ator uma gravidade dramática elevada para sustentar uma série que levava a tripulação a novos planetas a cada episódio. Muita gente considera "A nova geração" até melhor que a original. Ficou no ar por sete temporadas e rendeu quatro filmes, expandindo as fronteiras da franquia até o começo dos anos 2000.

Quase duas décadas depois de se despedir da série, Stewart participou de uma segunda revitalização da marca ao voltar ao papel em "Star Trek: Picard", lançada em 2020. A produção se juntou a "Discovery" e "Strange new worlds" na retomada de "Jornada nas estrelas" para a era do streaming.

O comando da Enterprise o credenciou para um projeto ainda mais ousado. Em "X-Men" (2000), ele vivia o Professor Xavier, líder de uma equipe de super-heróis mutantes, na primeira grande produção a adaptar os quadrinhos da Marvel. O filme, de tom mais sério e realista, pode ser visto como o pontapé inicial da era dos filmes de HQs.

O motivo é duplo. O longa mostrou à editora, que se recuperava de um momento financeiro delicado na década anterior, o potencial de suas adaptações, e provou que era possível reunir vários personagens superpoderosos em um só filme, como o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) faria anos depois. Também serviu de laboratório para um jovem Kevin Feige, então produtor associado e hoje presidente dos Estúdios Marvel e Diretor de Operações da Marvel, que aprendeu ali o equilíbrio entre respeitar os quadrinhos e mudar a narrativa, algo que guia todo o MCU.

A participação de Stewart pode parecer secundária mais de 26 anos depois, mas a presença de uma estrela respeitada ajudou a tirar o projeto do papel.

Depois de viver Xavier em oito filmes, o ator ainda deve interpretar o personagem uma nona e última vez em "Vingadores: Doutor Destino", que estreia em 16 de dezembro, com a delicada missão de revitalizar, mais uma vez, todo um gênero.

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