Manchester City pondera ação legal contra Real Madrid por promessas sobre Haaland

Se eu me tornar presidente, ele vai jogar no Real Madrid
Promessa de Enrique Riquelme sobre Erling Haaland durante campanha presidencial do Real Madrid.

Nas vésperas das eleições presidenciais do Real Madrid, um candidato transformou promessas de contratação em matéria jurídica internacional. Ao exibir publicamente uma camisola com o nome de Erling Haaland e garantir a sua chegada a Madrid com aval notariado, Enrique Riquelme desencadeou negações categóricas do Manchester City, do pai e do agente do jogador — e a possibilidade concreta de uma ação judicial por uso indevido de imagem. O episódio revela como a política interna de um clube de futebol pode, em poucos dias, atravessar fronteiras legais e reputacionais.

  • Um candidato presidencial do Real Madrid exibiu em televisão uma camisola com o nome de Haaland e prometeu, com garantia notariada, contratá-lo caso vencesse as eleições.
  • Manchester City, pai e agente do jogador responderam com negações veementes, classificando as afirmações como 'divertidas mas não verdadeiras' e confirmando que não existe qualquer cláusula de rescisão.
  • O clube britânico foi além das palavras e anunciou estar a ponderar uma ação judicial contra o Real Madrid por uso indevido da imagem do jogador.
  • Riquelme alargou as promessas a Rodri, outro jogador do City, e ofereceu pagar 100% das quotas anuais dos 100 mil sócios caso não cumprisse os compromissos.
  • Em paralelo, o atual presidente Florentino Pérez prometeu contratar José Mourinho se reeleito, transformando a semana pré-eleitoral numa sucessão de anúncios de alto risco.

Na quarta-feira, Enrique Riquelme, candidato à presidência do Real Madrid, surgiu num programa de televisão a exibir uma camisola do clube com o nome de Erling Haaland estampado nas costas. Com segurança, afirmou que o avançado norueguês possuía uma cláusula de rescisão e queria transferir-se para Madrid. "Se eu me tornar presidente, ele vai jogar no Real Madrid", declarou.

O problema é que ninguém do lado de Haaland confirmou qualquer coisa. O pai do jogador, o seu agente e o Manchester City emitiram desmentidos categóricos, descrevendo as afirmações como "divertidas mas não verdadeiras". O clube inglês foi mais longe: emitiu um comunicado oficial a esclarecer que não existe qualquer cláusula contratual que permita tal transferência e anunciou estar a considerar uma ação judicial por uso indevido da imagem do jogador.

Riquelme não ficou por Haaland. Prometeu também contratar Rodri, médio espanhol igualmente do Manchester City, afirmando já ter falado com o seu agente. Para reforçar a credibilidade das promessas, ofereceu uma garantia notariada: caso não conseguisse contratar ambos os jogadores, pagaria 100% das quotas anuais dos 100 mil sócios do Real Madrid.

Do outro lado da campanha, o presidente em exercício Florentino Pérez escolheu um caminho diferente. Publicou nas redes sociais um vídeo com José Mourinho a responder "Sim" a uma pergunta implícita, prometendo o regresso do treinador português ao clube onde trabalhou entre 2010 e 2013. Com as eleições marcadas para domingo, a semana transformou-se numa sequência de promessas ambiciosas — e de consequências potencialmente muito reais.

Na quarta-feira, durante um programa de televisão, Enrique Riquelme exibiu uma camisola do Real Madrid com o nome de Erling Haaland estampado nas costas. O candidato à presidência do clube espanhol afirmou, com segurança, que o avançado norueguês possui uma cláusula de rescisão e desejaria transferir-se para Madrid. "Se eu me tornar presidente, ele vai jogar no Real Madrid", declarou Riquelme, segundo transcrições da BBC.

O problema é que ninguém envolvido com Haaland concorda. O pai do jogador, o seu agente e o próprio Manchester City emitiram negações categóricas. Descreveram as afirmações de Riquelme como "divertidas mas não verdadeiras". O Manchester City foi mais longe, emitindo um comunicado oficial a esclarecer que não existe qualquer cláusula contratual que permitisse tal transferência e que "não há qualquer hipótese de isso acontecer". O clube britânico confirmou estar a considerar uma ação judicial contra o Real Madrid pelo uso indevido da imagem do jogador neste contexto.

Mas Riquelme não parou em Haaland. Rodri, também do Manchester City, tornou-se alvo das suas promessas eleitorais. "É um grande jogador, numa posição que o Real Madrid precisa de reforçar. Já falámos com o agente dele", afirmou o candidato, garantindo que se vencesse as eleições, o médio espanhol jogaria em Madrid. Para emprestar credibilidade às suas promessas, Riquelme ofereceu uma garantia notariada: se não conseguisse contratar ambos os jogadores, pagaria 100% das quotas anuais dos 100 mil sócios do Real Madrid.

O contraste com o atual presidente Florentino Pérez é notável. Pérez, que se recandidatava às eleições, optou por uma estratégia diferente. Na quarta-feira, através das redes sociais, divulgou um vídeo onde prometia contratar José Mourinho se vencesse o escrutínio. O vídeo mostrava Mourinho a responder "Sim" a uma pergunta implícita, acompanhado pela mensagem "tanta história para ser feita". Seria o regresso do treinador português ao clube onde trabalhou entre 2010 e 2013, período durante o qual conquistou uma liga espanhola, uma taça de Espanha e uma supertaça.

As eleições no Real Madrid estavam marcadas para o domingo, transformando a semana numa sequência de promessas ambiciosas e negações veementes. O Manchester City, entretanto, preparava-se para potencialmente levar a questão aos tribunais, argumentando que a exibição pública da camisola de Haaland e as declarações associadas constituíam um uso indevido da imagem do jogador. A situação ilustrava como as campanhas eleitorais de um clube de futebol podiam rapidamente envolver questões legais internacionais e reputacionais.

As declarações não são verdade, e não há qualquer hipótese de isso acontecer e não existe nenhuma cláusula contratual que permita tal contratação
— Manchester City, comunicado oficial
São divertidas mas não são verdade
— Pai e agente de Erling Haaland
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que é que o Manchester City está a considerar uma ação legal? Não é apenas campanha política?

Model

Porque Riquelme usou a imagem de Haaland — literalmente uma camisola com o seu nome — para fazer promessas públicas sobre uma transferência que não existe. O clube vê isso como exploração da imagem do jogador sem consentimento.

Inventor

Mas Riquelme ofereceu uma garantia notariada. Isso não mostra que estava a falar a sério?

Model

Mostra que acreditava nas suas próprias palavras, talvez. Mas uma garantia notariada não muda o facto de que não tinha qualquer acordo com Haaland, o seu agente, ou o Manchester City. Era uma promessa baseada em nada.

Inventor

E se Riquelme ganhasse as eleições? Poderia tentar negociar?

Model

Tecnicamente sim, mas o Manchester City deixou claro que não há cláusula de rescisão e que não há "qualquer hipótese" de venda. Riquelme teria de oferecer uma quantia astronómica ou Haaland teria de querer sair — nenhuma dessas coisas parece provável.

Inventor

Porque é que Pérez escolheu Mourinho em vez de prometer jogadores?

Model

Porque Pérez tem historial. Já foi presidente, já contratou grandes nomes. Mourinho é uma promessa que pode cumprir com dinheiro e negociação. Riquelme não tinha esse historial, por isso teve de ser mais criativo — e mais arriscado.

Inventor

O que acontece se o Manchester City ganhar a ação legal?

Model

Provavelmente uma indemnização por danos à reputação ou uso indevido de imagem. Mas o verdadeiro dano já foi feito: Riquelme usou Haaland para ganhar atenção mediática numa campanha presidencial.

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