Mãe e filha faturam R$ 60 mil/mês com semijoias inspiradas no agronegócio

Empreender com agro é transformar tradição em oportunidade
Cecília Castro reflete sobre como a força cultural do agronegócio se transforma em negócios além da porteira.
Mark

Como uma pergunta de cliente se transformou em uma ideia de negócio tão sólida?

Mimi

Cecília estava acostumada com o mercado de joias, mas aquela pergunta a fez enxergar algo que ninguém estava fazendo: acessórios que falassem a língua das mulheres do agro. Não era apenas um produto, era uma identidade.

Mark

Por que o e-commerce foi tão importante no início?

Mimi

Porque mostrou que a demanda não era local. Havia pessoas em várias cidades interessadas. Isso deu confiança para investir R$ 200 mil em uma marca própria.

Mark

O modelo de franquias surgiu naturalmente?

Mimi

Na verdade, foram os clientes que pediram. Mãe e filha testaram primeiro em um quiosque de shopping antes de abrir para franquiados. Queriam ter certeza de que funcionava.

Mark

O que atrai empreendedores do agro para essa franquia?

Mimi

Eles entendem o público. Ana Laura, por exemplo, vende em leilões e provas esportivas. Ela fala a mesma linguagem dos clientes.

Mark

Qual é o segredo das peças?

Mimi

Delicadeza e minimalismo. Elas fugiram do estereótipo de moda country pesada. São joias sofisticadas que representam o agro sem ser óbvias.

Mark

E agora, qual é o próximo passo?

Mimi

Estados Unidos. Estão finalizando o processo para se tornar franqueadora lá. A capacidade de produção permite crescimento muito maior do que o atual.

  • Uma única pergunta de cliente revelou um nicho inexplorado: mulheres do agro sem joias que representassem sua identidade.
  • As primeiras 300 peças esgotaram em apenas 20 dias, confirmando uma demanda reprimida e urgindo a criação de uma marca dedicada.
  • O crescimento acelerado pelo e-commerce e as perguntas espontâneas sobre franquias pressionaram mãe e filha a estruturar rapidamente um modelo de expansão.
  • Com mais de 17 unidades ativas e capacidade produtiva de 60 mil peças mensais — seis vezes o volume atual —, a empresa corre para não deixar a demanda superar a oferta.
  • O processo para se tornar franqueadora nos Estados Unidos está em fase final, colocando a marca diante de seu maior salto até agora.

Em Goiânia, uma pergunta feita por uma cliente comum abriu uma janela que o mercado ainda não havia enxergado: as mulheres do agronegócio também queriam ver sua identidade refletida nas joias que usavam. Cecília Castro e sua filha Helena transformaram essa intuição em uma marca de semijoias com símbolos do campo, que hoje fatura R$ 60 mil mensais, opera 17 franquias no Brasil e na Colômbia e mira os Estados Unidos. A história delas lembra que as grandes oportunidades de negócio muitas vezes nascem não de pesquisas de mercado, mas da escuta atenta a quem ainda não foi atendido.

Uma cliente entrou na loja e fez uma pergunta que Cecília Castro não esqueceu mais: por que não existiam joias para as mulheres do agronegócio? Cecília viu ali não apenas uma sugestão, mas uma brecha real de mercado. Junto com sua filha Helena, ela começou a transformar símbolos do campo — brotos, chapéus, botas em miniatura — em semijoias delicadas e minimalistas. O resultado virou um negócio que hoje fatura R$ 60 mil por mês e opera mais de 17 unidades no Brasil e na Colômbia.

A família não partia do zero: já atuava há mais de duas décadas no mercado de acessórios por meio de outra marca. Quando decidiram testar a ideia, produziram 300 peças. Em cerca de 20 dias, tudo havia sido vendido. Com esse sinal claro, investiram R$ 200 mil para criar uma marca exclusivamente voltada ao segmento agro. O e-commerce mostrou que havia consumidores espalhados pelo país inteiro em busca de produtos que falassem da sua identidade rural.

Foi dos próprios clientes que veio o próximo passo: frequentemente perguntavam se a marca já trabalhava com franquias. Antes de dizer sim, mãe e filha abriram um quiosque em um shopping de Goiânia para validar o modelo. O teste funcionou, e a expansão começou. Hoje a rede está presente em Goiás, Mato Grosso, Pará, Bahia, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e na Colômbia, com o processo para entrar nos Estados Unidos em fase de finalização.

O modelo atraiu empreendedores com raízes no próprio agronegócio. Ana Laura Valeriano, filha de produtor rural e ex-competidora de provas de três tambores, vendeu a égua que usava nas competições para abrir sua franquia em Itumbiara, Goiás. Ela vende em lojas físicas, leilões e eventos rurais — chegando a comercializar cerca de 200 peças por evento. Questionada se valeu a pena, foi direta: rende mais do que esperava, e ela quer investir ainda mais.

A produção acontece na estrutura industrial que a família já possuía, com cerca de 60 funcionários e uma capacidade instalada de até 60 mil peças mensais — seis vezes o volume atual de 10 mil. Para Helena, o diferencial foi fugir dos estereótipos e apostar em peças minimalistas para um público que o mercado ignorava. Para Cecília, a trajetória prova que empreender com agro é transformar tradição em oportunidade.

Uma cliente entrou na loja e fez uma pergunta simples que mudaria tudo: por que não criar joias para as mulheres do agronegócio? Cecília Castro ouviu a sugestão e viu nela não apenas um pedido, mas uma brecha no mercado que ninguém havia explorado de verdade. Junto com sua filha Helena, ela decidiu transformar símbolos do campo — brotos, chapéus, pequenas botas — em semijoias delicadas e minimalistas. O que começou como um experimento se tornou um negócio que hoje fatura R$ 60 mil por mês, produz cerca de 10 mil peças mensalmente e opera uma rede com mais de 17 unidades espalhadas pelo Brasil e uma na Colômbia.

Mãe e filha não chegaram ao ramo de joias do zero. A família já atuava há mais de duas décadas no mercado de acessórios através de outra marca, fundada pela sogra de Cecília. Quando a oportunidade surgiu, elas tinham experiência, estrutura e conhecimento acumulado. A primeira tiragem foi modesta: 300 peças. Em cerca de 20 dias, tudo havia sido vendido. O sinal era claro. Diante da demanda inesperada, decidiram criar uma marca exclusivamente dedicada ao segmento agro, investindo R$ 200 mil inicialmente.

O negócio começou no comércio eletrônico, canal que revelou algo importante: havia consumidores em várias cidades do país interessados em produtos que representassem a identidade do agronegócio. As vendas online escalavam rapidamente, mostrando potencial real de crescimento. Quando Helena entrou formalmente na operação para estruturar a expansão, o movimento ganhou força. Mas foi uma surpresa que viria dos próprios clientes que abriria o próximo capítulo: frequentemente, pessoas perguntavam se a marca já trabalhava com franquias.

Antes de lançar o modelo de franquias, mãe e filha abriram um quiosque em um shopping de Goiânia para testar a operação e validar o formato do negócio. O teste funcionou. A empresa iniciou então a expansão por franquias, e o crescimento foi acelerado. Hoje, a rede soma mais de 17 unidades entre lojas e quiosques, presentes em estados como Goiás, Mato Grosso, Pará, Bahia, São Paulo, Paraná e Minas Gerais, além da operação na Colômbia. Cecília afirma que estão finalizando o processo para se tornar franqueadora nos Estados Unidos.

O modelo atraiu empreendedores ligados ao próprio agronegócio. Uma das franquiadas é Ana Laura Valeriano, filha de produtor rural e ex-competidora de provas de três tambores. Para entrar no negócio, ela vendeu uma égua que usava nas competições. Instalada em Itumbiara, Goiás, Ana Laura não apenas opera a loja física como também comercializa produtos em leilões, provas esportivas e eventos ligados ao agronegócio — algumas dessas ações resultam na venda de cerca de 200 peças por evento. Quando questionada se valeu a pena vender o animal para abrir a franquia, sua resposta foi direta: dá mais, e ela pretende investir ainda mais.

A produção acontece na estrutura industrial que a família já utilizava anteriormente. Atualmente, a operação emprega cerca de 60 funcionários e produz aproximadamente 10 mil peças por mês para abastecer o comércio eletrônico, as lojas próprias e as franquias. A capacidade instalada, porém, é muito superior: com a estrutura atual, a produção pode chegar a 60 mil peças mensais. Helena destaca que o principal diferencial da marca foi identificar uma oportunidade em um segmento ainda pouco atendido pelo mercado, fugindo dos estereótipos e desenvolvendo peças mais delicadas e minimalistas.

Para Cecília, a trajetória da marca demonstra como a força econômica e cultural do agronegócio pode se transformar em oportunidades além da porteira. "Empreender com agro é transformar tradição em oportunidade", resume ela. O que começou como uma pergunta de cliente se consolidou em um negócio que conecta moda, agronegócio e empreendedorismo, abrindo caminhos para que outras pessoas ligadas ao setor rural possam também construir seus próprios empreendimentos.

Ela perguntou: por que você não faz alguma peça voltada para as mulheres do agro?
— Cecília Castro, lembrando a pergunta da cliente que inspirou o negócio
Nossas peças são muito delicadas e minimalistas
— Helena Castro, sobre o diferencial da marca
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