Em Goiânia, uma pergunta feita por uma cliente comum abriu uma janela que o mercado ainda não havia enxergado: as mulheres do agronegócio também queriam ver sua identidade refletida nas joias que usavam. Cecília Castro e sua filha Helena transformaram essa intuição em uma marca de semijoias com símbolos do campo, que hoje fatura R$ 60 mil mensais, opera 17 franquias no Brasil e na Colômbia e mira os Estados Unidos. A história delas lembra que as grandes oportunidades de negócio muitas vezes nascem não de pesquisas de mercado, mas da escuta atenta a quem ainda não foi atendido.
Mãe e filha faturam R$ 60 mil/mês com semijoias inspiradas no agronegócio
Empreender com agro é transformar tradição em oportunidade
Como uma pergunta de cliente se transformou em uma ideia de negócio tão sólida?
Cecília estava acostumada com o mercado de joias, mas aquela pergunta a fez enxergar algo que ninguém estava fazendo: acessórios que falassem a língua das mulheres do agro. Não era apenas um produto, era uma identidade.
Por que o e-commerce foi tão importante no início?
Porque mostrou que a demanda não era local. Havia pessoas em várias cidades interessadas. Isso deu confiança para investir R$ 200 mil em uma marca própria.
O modelo de franquias surgiu naturalmente?
Na verdade, foram os clientes que pediram. Mãe e filha testaram primeiro em um quiosque de shopping antes de abrir para franquiados. Queriam ter certeza de que funcionava.
O que atrai empreendedores do agro para essa franquia?
Eles entendem o público. Ana Laura, por exemplo, vende em leilões e provas esportivas. Ela fala a mesma linguagem dos clientes.
Qual é o segredo das peças?
Delicadeza e minimalismo. Elas fugiram do estereótipo de moda country pesada. São joias sofisticadas que representam o agro sem ser óbvias.
E agora, qual é o próximo passo?
Estados Unidos. Estão finalizando o processo para se tornar franqueadora lá. A capacidade de produção permite crescimento muito maior do que o atual.
El Pulso
- Uma única pergunta de cliente revelou um nicho inexplorado: mulheres do agro sem joias que representassem sua identidade.
- As primeiras 300 peças esgotaram em apenas 20 dias, confirmando uma demanda reprimida e urgindo a criação de uma marca dedicada.
- O crescimento acelerado pelo e-commerce e as perguntas espontâneas sobre franquias pressionaram mãe e filha a estruturar rapidamente um modelo de expansão.
- Com mais de 17 unidades ativas e capacidade produtiva de 60 mil peças mensais — seis vezes o volume atual —, a empresa corre para não deixar a demanda superar a oferta.
- O processo para se tornar franqueadora nos Estados Unidos está em fase final, colocando a marca diante de seu maior salto até agora.
Em Goiânia, uma pergunta feita por uma cliente comum abriu uma janela que o mercado ainda não havia enxergado: as mulheres do agronegócio também queriam ver sua identidade refletida nas joias que usavam. Cecília Castro e sua filha Helena transformaram essa intuição em uma marca de semijoias com símbolos do campo, que hoje fatura R$ 60 mil mensais, opera 17 franquias no Brasil e na Colômbia e mira os Estados Unidos. A história delas lembra que as grandes oportunidades de negócio muitas vezes nascem não de pesquisas de mercado, mas da escuta atenta a quem ainda não foi atendido.
Uma cliente entrou na loja e fez uma pergunta que Cecília Castro não esqueceu mais: por que não existiam joias para as mulheres do agronegócio? Cecília viu ali não apenas uma sugestão, mas uma brecha real de mercado. Junto com sua filha Helena, ela começou a transformar símbolos do campo — brotos, chapéus, botas em miniatura — em semijoias delicadas e minimalistas. O resultado virou um negócio que hoje fatura R$ 60 mil por mês e opera mais de 17 unidades no Brasil e na Colômbia.
A família não partia do zero: já atuava há mais de duas décadas no mercado de acessórios por meio de outra marca. Quando decidiram testar a ideia, produziram 300 peças. Em cerca de 20 dias, tudo havia sido vendido. Com esse sinal claro, investiram R$ 200 mil para criar uma marca exclusivamente voltada ao segmento agro. O e-commerce mostrou que havia consumidores espalhados pelo país inteiro em busca de produtos que falassem da sua identidade rural.
Foi dos próprios clientes que veio o próximo passo: frequentemente perguntavam se a marca já trabalhava com franquias. Antes de dizer sim, mãe e filha abriram um quiosque em um shopping de Goiânia para validar o modelo. O teste funcionou, e a expansão começou. Hoje a rede está presente em Goiás, Mato Grosso, Pará, Bahia, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e na Colômbia, com o processo para entrar nos Estados Unidos em fase de finalização.
O modelo atraiu empreendedores com raízes no próprio agronegócio. Ana Laura Valeriano, filha de produtor rural e ex-competidora de provas de três tambores, vendeu a égua que usava nas competições para abrir sua franquia em Itumbiara, Goiás. Ela vende em lojas físicas, leilões e eventos rurais — chegando a comercializar cerca de 200 peças por evento. Questionada se valeu a pena, foi direta: rende mais do que esperava, e ela quer investir ainda mais.
A produção acontece na estrutura industrial que a família já possuía, com cerca de 60 funcionários e uma capacidade instalada de até 60 mil peças mensais — seis vezes o volume atual de 10 mil. Para Helena, o diferencial foi fugir dos estereótipos e apostar em peças minimalistas para um público que o mercado ignorava. Para Cecília, a trajetória prova que empreender com agro é transformar tradição em oportunidade.
Uma cliente entrou na loja e fez uma pergunta simples que mudaria tudo: por que não criar joias para as mulheres do agronegócio? Cecília Castro ouviu a sugestão e viu nela não apenas um pedido, mas uma brecha no mercado que ninguém havia explorado de verdade. Junto com sua filha Helena, ela decidiu transformar símbolos do campo — brotos, chapéus, pequenas botas — em semijoias delicadas e minimalistas. O que começou como um experimento se tornou um negócio que hoje fatura R$ 60 mil por mês, produz cerca de 10 mil peças mensalmente e opera uma rede com mais de 17 unidades espalhadas pelo Brasil e uma na Colômbia.
Mãe e filha não chegaram ao ramo de joias do zero. A família já atuava há mais de duas décadas no mercado de acessórios através de outra marca, fundada pela sogra de Cecília. Quando a oportunidade surgiu, elas tinham experiência, estrutura e conhecimento acumulado. A primeira tiragem foi modesta: 300 peças. Em cerca de 20 dias, tudo havia sido vendido. O sinal era claro. Diante da demanda inesperada, decidiram criar uma marca exclusivamente dedicada ao segmento agro, investindo R$ 200 mil inicialmente.
O negócio começou no comércio eletrônico, canal que revelou algo importante: havia consumidores em várias cidades do país interessados em produtos que representassem a identidade do agronegócio. As vendas online escalavam rapidamente, mostrando potencial real de crescimento. Quando Helena entrou formalmente na operação para estruturar a expansão, o movimento ganhou força. Mas foi uma surpresa que viria dos próprios clientes que abriria o próximo capítulo: frequentemente, pessoas perguntavam se a marca já trabalhava com franquias.
Antes de lançar o modelo de franquias, mãe e filha abriram um quiosque em um shopping de Goiânia para testar a operação e validar o formato do negócio. O teste funcionou. A empresa iniciou então a expansão por franquias, e o crescimento foi acelerado. Hoje, a rede soma mais de 17 unidades entre lojas e quiosques, presentes em estados como Goiás, Mato Grosso, Pará, Bahia, São Paulo, Paraná e Minas Gerais, além da operação na Colômbia. Cecília afirma que estão finalizando o processo para se tornar franqueadora nos Estados Unidos.
O modelo atraiu empreendedores ligados ao próprio agronegócio. Uma das franquiadas é Ana Laura Valeriano, filha de produtor rural e ex-competidora de provas de três tambores. Para entrar no negócio, ela vendeu uma égua que usava nas competições. Instalada em Itumbiara, Goiás, Ana Laura não apenas opera a loja física como também comercializa produtos em leilões, provas esportivas e eventos ligados ao agronegócio — algumas dessas ações resultam na venda de cerca de 200 peças por evento. Quando questionada se valeu a pena vender o animal para abrir a franquia, sua resposta foi direta: dá mais, e ela pretende investir ainda mais.
A produção acontece na estrutura industrial que a família já utilizava anteriormente. Atualmente, a operação emprega cerca de 60 funcionários e produz aproximadamente 10 mil peças por mês para abastecer o comércio eletrônico, as lojas próprias e as franquias. A capacidade instalada, porém, é muito superior: com a estrutura atual, a produção pode chegar a 60 mil peças mensais. Helena destaca que o principal diferencial da marca foi identificar uma oportunidade em um segmento ainda pouco atendido pelo mercado, fugindo dos estereótipos e desenvolvendo peças mais delicadas e minimalistas.
Para Cecília, a trajetória da marca demonstra como a força econômica e cultural do agronegócio pode se transformar em oportunidades além da porteira. "Empreender com agro é transformar tradição em oportunidade", resume ela. O que começou como uma pergunta de cliente se consolidou em um negócio que conecta moda, agronegócio e empreendedorismo, abrindo caminhos para que outras pessoas ligadas ao setor rural possam também construir seus próprios empreendimentos.
Citas Notables
Ela perguntou: por que você não faz alguma peça voltada para as mulheres do agro?— Cecília Castro, lembrando a pergunta da cliente que inspirou o negócio
Nossas peças são muito delicadas e minimalistas— Helena Castro, sobre o diferencial da marca