Da cela em que aguarda julgamento em Nova York, Nicolás Maduro estende a mão simbólica ao diálogo enquanto a Venezuela tenta, sem ele, recompor sua arquitetura política. O gesto de um líder deposto — capturado em operação militar americana em janeiro e acusado de tráfico de drogas e armas — ilumina a estranha geometria do poder: quem governa está sob pressão externa, quem foi governante está preso, e quem mais representa a oposição está fora da mesa. O país, ainda ferido pelos terremotos de junho, ensaia uma conversa sobre seu futuro em Caracas, com Washington como fiador silencioso.
Maduro, preso nos EUA, diz acolher 'qualquer caminho para o diálogo' na Venezuela
Terremotos de 24 de junho causaram impacto humanitário significativo na Venezuela, com governo prometendo reconstrução de dez mil casas para vítimas.