Diante de um tribunal federal em Manhattan, Nicolás Maduro e Cilia Flores — o ex-presidente da Venezuela e sua esposa — declararam-se inocentes de novas acusações de conspiração para torturar opositores políticos, ampliando um processo criminal que já os vinculava ao tráfico de drogas. Capturados em Caracas por forças americanas em janeiro e mantidos detidos no Brooklyn, o casal enfrenta uma pena mínima de 50 anos caso condenado. O caso condensa décadas de tensão entre Washington e Caracas em um único julgamento marcado para junho de 2027 — um momento em que o poder que Maduro exerceu por 13 a
Maduro e esposa se declaram inocentes de acusações de tortura dos EUA
Rejeito este documento na íntegra, disse Maduro ao juiz
Como é que Maduro e Flores chegaram até Nova York? Isso parece extraordinário.
Foram capturados pelas Forças Armadas dos EUA em uma operação em janeiro, em sua casa em Caracas, a mando de Trump. Depois foram levados de avião para Manhattan.
Espera — as Forças Armadas dos EUA operaram em solo venezuelano? Isso não é uma violação de soberania?
A fonte não detalha como a operação foi legalmente justificada ou coordenada. Apenas relata que aconteceu.
E quanto às acusações específicas de tortura? Maduro pessoalmente torturou alguém?
Não. Os promotores alegam que ele ordenou a tortura. Há um incidente de 2014 descrito onde ele teria dito aos interrogadores para "apertá-los com mais força".
Isso é de um documento de acusação, certo? Não é prova. É a alegação dos promotores.
Correto. Maduro nega tudo. Disse ao juiz que as acusações já haviam sido feitas antes e são falsas.
Qual é o significado político disso? Por que agora?
Trump está usando a captura como um sucesso de política externa antes das eleições de meio de mandato. E a ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, agora lidera a Venezuela e está cooperando com os EUA.
Então há uma mudança de regime em Caracas também?
Sim, embora a fonte não detalhe como isso aconteceu ou quem está realmente no controle.
E se forem condenados?
Pena mínima de 50 anos de prisão. O julgamento começa em junho de 2027.
El Pulso
- As novas acusações de conspiração para tortura elevaram drasticamente a gravidade do processo, adicionando ao já pesado indiciamento por tráfico de cocaína uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão.
- Promotores descrevem cenas perturbadoras: em 2014, Maduro teria ordenado o sequestro de militares para extrair confissões, instruindo interrogadores a 'apertar com mais força' quando os detidos resistiam.
- Flores, longe de ser figura secundária, é acusada de ter aprovado pessoalmente o plano de tortura em reunião, rejeitando uma alternativa menos violenta de infiltração nas fileiras militares.
- Algemados pelos tornozelos e vestindo uniformes prisionais bege, o casal que governou a Venezuela compareceu à audiência em Manhattan — uma inversão simbólica de poder raramente vista na história recente.
- O julgamento foi adiado para 14 de junho de 2027, enquanto a defesa processa as novas acusações; na Venezuela, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez agora governa e aprofunda a cooperação com Washington.
Diante de um tribunal federal em Manhattan, Nicolás Maduro e Cilia Flores — o ex-presidente da Venezuela e sua esposa — declararam-se inocentes de novas acusações de conspiração para torturar opositores políticos, ampliando um processo criminal que já os vinculava ao tráfico de drogas. Capturados em Caracas por forças americanas em janeiro e mantidos detidos no Brooklyn, o casal enfrenta uma pena mínima de 50 anos caso condenado. O caso condensa décadas de tensão entre Washington e Caracas em um único julgamento marcado para junho de 2027 — um momento em que o poder que Maduro exerceu por 13 anos será examinado sob as lentes da justiça americana.
Nicolás Maduro e Cilia Flores compareceram a uma audiência no tribunal federal de Manhattan para responder a novas acusações: a de que conspiraram para torturar militares e opositores políticos que ameaçavam o poder do regime na Venezuela. Ambos se declararam inocentes perante o juiz Alvin Hellerstein — Maduro rejeitando as acusações como falsas, Flores afirmando sua inocência de forma direta.
Os dois foram capturados em janeiro por forças americanas em sua residência em Caracas, a mando de Donald Trump, e desde então permanecem detidos no Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn. Na audiência, usavam uniformes prisionais bege e estavam algemados pelos tornozelos — imagem que contrasta com os 13 anos em que Maduro exerceu o poder na Venezuela.
Segundo os promotores federais de Manhattan, em 2014 Maduro ordenou o sequestro de militares para extrair informações sobre possíveis dissidentes. Quando alguns se recusavam a cooperar, ele teria instruído os interrogadores a 'apertá-los com mais força'. Flores, por sua vez, é acusada de ter aprovado esse plano em reunião e rejeitado uma alternativa menos violenta baseada em infiltração.
As novas acusações de conspiração para tortura somam-se às anteriores de tráfico de cocaína. Se condenados por todas elas, o casal enfrenta pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão. O juiz adiou o início do julgamento para 14 de junho de 2027, concedendo tempo à defesa para processar as novas imputações.
A captura de Maduro representa um ponto de virada nas relações entre os dois países: Trump celebrou a operação como vitória de política externa, enquanto a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez, agora à frente da Venezuela, intensificou a cooperação com Washington. O julgamento, quando chegar, colocará frente a frente as acusações dos promotores federais e a defesa de quem, por mais de uma década, governou um dos países mais ricos em petróleo do mundo.
Nicolás Maduro, o presidente deposto da Venezuela, e sua esposa Cilia Flores compareceram a uma audiência no tribunal federal de Manhattan na quinta-feira para responder a novas acusações federais dos EUA. Os promotores alegam que o casal conspirou para torturar opositores políticos e militares que ameaçavam o poder de Maduro no país sul-americano. Ambos se declararam inocentes perante o juiz Alvin Hellerstein, com Maduro rejeitando as acusações como falsas e Flores afirmando sua inocência de forma direta.
Os dois foram capturados pelas Forças Armadas dos EUA em uma operação realizada em 3 de janeiro em sua residência em Caracas, a mando do presidente Donald Trump, e transportados para Nova York. Desde então, permanecem detidos no Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn. Durante a audiência, ambos usavam uniformes prisionais bege e estavam algemados pelos tornozelos. Maduro, com 63 anos, e Flores, com 70, já haviam se declarado inocentes de acusações anteriores relacionadas ao tráfico de cocaína. As novas acusações de conspiração para tortura ampliaram significativamente o processo criminal contra eles.
Os promotores do Ministério Público Federal de Manhattan descrevem um padrão de abuso de poder. Segundo a acusação, em 2014, Maduro ordenou que autoridades venezuelanas sequestrassem militares para extrair informações sobre possíveis dissidentes. Quando alguns desses militares se recusavam a cooperar, Maduro teria instruído os interrogadores a "apertá-los com mais força". Flores, segundo os promotores, concordou com esse plano em uma reunião e rejeitou uma alternativa menos violenta de obter informações através da infiltração nas fileiras militares.
A gravidade das acusações se reflete nas penas potenciais. Se condenados por todas as acusações — que incluem conspiração para tortura além das acusações anteriores de tráfico de drogas — ambos enfrentam uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão. O juiz Hellerstein adiou o início do julgamento em duas semanas, marcando-o agora para 14 de junho de 2027, para permitir que a defesa processe as novas acusações.
As tensões entre Maduro e os Estados Unidos se acumularam ao longo de seus 13 anos no poder. Sucessivos governos americanos impuseram sanções a autoridades venezuelanas e empresas estatais, citando violações de direitos humanos, corrupção e fraude eleitoral. Maduro, por sua vez, acusou os EUA de buscar sua destituição para ganhar maior controle sobre os recursos naturais do país rico em petróleo. A captura de Maduro marca um ponto de virada significativo: Trump destacou a operação como um sucesso importante da política externa, enquanto a ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, agora lidera a Venezuela e intensificou a cooperação com Washington. O julgamento, quando começar, testará as acusações dos promotores federais contra a defesa que Maduro e Flores apresentarão.
Citas Notables
Rejeito este documento na íntegra— Nicolás Maduro, ao juiz Alvin Hellerstein
Sou totalmente inocente. Não sou culpada— Cilia Flores, em audiência federal