Maduro e esposa se declaram inocentes de acusações de tortura dos EUA

Maduro e Cilia Flores estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn, enfrentando acusações de conspiração para torturar oponentes políticos e militares na Venezuela.
Rejeito este documento na íntegra, disse Maduro ao juiz
Maduro negou as acusações de conspiração para tortura em sua primeira aparição em tribunal federal em Nova York.
Mark

Como é que Maduro e Flores chegaram até Nova York? Isso parece extraordinário.

Mimi

Foram capturados pelas Forças Armadas dos EUA em uma operação em janeiro, em sua casa em Caracas, a mando de Trump. Depois foram levados de avião para Manhattan.

Luke

Espera — as Forças Armadas dos EUA operaram em solo venezuelano? Isso não é uma violação de soberania?

Mimi

A fonte não detalha como a operação foi legalmente justificada ou coordenada. Apenas relata que aconteceu.

Mark

E quanto às acusações específicas de tortura? Maduro pessoalmente torturou alguém?

Mimi

Não. Os promotores alegam que ele ordenou a tortura. Há um incidente de 2014 descrito onde ele teria dito aos interrogadores para "apertá-los com mais força".

Luke

Isso é de um documento de acusação, certo? Não é prova. É a alegação dos promotores.

Mimi

Correto. Maduro nega tudo. Disse ao juiz que as acusações já haviam sido feitas antes e são falsas.

Mark

Qual é o significado político disso? Por que agora?

Mimi

Trump está usando a captura como um sucesso de política externa antes das eleições de meio de mandato. E a ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, agora lidera a Venezuela e está cooperando com os EUA.

Luke

Então há uma mudança de regime em Caracas também?

Mimi

Sim, embora a fonte não detalhe como isso aconteceu ou quem está realmente no controle.

Mark

E se forem condenados?

Mimi

Pena mínima de 50 anos de prisão. O julgamento começa em junho de 2027.

  • As novas acusações de conspiração para tortura elevaram drasticamente a gravidade do processo, adicionando ao já pesado indiciamento por tráfico de cocaína uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão.
  • Promotores descrevem cenas perturbadoras: em 2014, Maduro teria ordenado o sequestro de militares para extrair confissões, instruindo interrogadores a 'apertar com mais força' quando os detidos resistiam.
  • Flores, longe de ser figura secundária, é acusada de ter aprovado pessoalmente o plano de tortura em reunião, rejeitando uma alternativa menos violenta de infiltração nas fileiras militares.
  • Algemados pelos tornozelos e vestindo uniformes prisionais bege, o casal que governou a Venezuela compareceu à audiência em Manhattan — uma inversão simbólica de poder raramente vista na história recente.
  • O julgamento foi adiado para 14 de junho de 2027, enquanto a defesa processa as novas acusações; na Venezuela, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez agora governa e aprofunda a cooperação com Washington.

Diante de um tribunal federal em Manhattan, Nicolás Maduro e Cilia Flores — o ex-presidente da Venezuela e sua esposa — declararam-se inocentes de novas acusações de conspiração para torturar opositores políticos, ampliando um processo criminal que já os vinculava ao tráfico de drogas. Capturados em Caracas por forças americanas em janeiro e mantidos detidos no Brooklyn, o casal enfrenta uma pena mínima de 50 anos caso condenado. O caso condensa décadas de tensão entre Washington e Caracas em um único julgamento marcado para junho de 2027 — um momento em que o poder que Maduro exerceu por 13 anos será examinado sob as lentes da justiça americana.

Nicolás Maduro e Cilia Flores compareceram a uma audiência no tribunal federal de Manhattan para responder a novas acusações: a de que conspiraram para torturar militares e opositores políticos que ameaçavam o poder do regime na Venezuela. Ambos se declararam inocentes perante o juiz Alvin Hellerstein — Maduro rejeitando as acusações como falsas, Flores afirmando sua inocência de forma direta.

Os dois foram capturados em janeiro por forças americanas em sua residência em Caracas, a mando de Donald Trump, e desde então permanecem detidos no Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn. Na audiência, usavam uniformes prisionais bege e estavam algemados pelos tornozelos — imagem que contrasta com os 13 anos em que Maduro exerceu o poder na Venezuela.

Segundo os promotores federais de Manhattan, em 2014 Maduro ordenou o sequestro de militares para extrair informações sobre possíveis dissidentes. Quando alguns se recusavam a cooperar, ele teria instruído os interrogadores a 'apertá-los com mais força'. Flores, por sua vez, é acusada de ter aprovado esse plano em reunião e rejeitado uma alternativa menos violenta baseada em infiltração.

As novas acusações de conspiração para tortura somam-se às anteriores de tráfico de cocaína. Se condenados por todas elas, o casal enfrenta pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão. O juiz adiou o início do julgamento para 14 de junho de 2027, concedendo tempo à defesa para processar as novas imputações.

A captura de Maduro representa um ponto de virada nas relações entre os dois países: Trump celebrou a operação como vitória de política externa, enquanto a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez, agora à frente da Venezuela, intensificou a cooperação com Washington. O julgamento, quando chegar, colocará frente a frente as acusações dos promotores federais e a defesa de quem, por mais de uma década, governou um dos países mais ricos em petróleo do mundo.

Nicolás Maduro, o presidente deposto da Venezuela, e sua esposa Cilia Flores compareceram a uma audiência no tribunal federal de Manhattan na quinta-feira para responder a novas acusações federais dos EUA. Os promotores alegam que o casal conspirou para torturar opositores políticos e militares que ameaçavam o poder de Maduro no país sul-americano. Ambos se declararam inocentes perante o juiz Alvin Hellerstein, com Maduro rejeitando as acusações como falsas e Flores afirmando sua inocência de forma direta.

Os dois foram capturados pelas Forças Armadas dos EUA em uma operação realizada em 3 de janeiro em sua residência em Caracas, a mando do presidente Donald Trump, e transportados para Nova York. Desde então, permanecem detidos no Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn. Durante a audiência, ambos usavam uniformes prisionais bege e estavam algemados pelos tornozelos. Maduro, com 63 anos, e Flores, com 70, já haviam se declarado inocentes de acusações anteriores relacionadas ao tráfico de cocaína. As novas acusações de conspiração para tortura ampliaram significativamente o processo criminal contra eles.

Os promotores do Ministério Público Federal de Manhattan descrevem um padrão de abuso de poder. Segundo a acusação, em 2014, Maduro ordenou que autoridades venezuelanas sequestrassem militares para extrair informações sobre possíveis dissidentes. Quando alguns desses militares se recusavam a cooperar, Maduro teria instruído os interrogadores a "apertá-los com mais força". Flores, segundo os promotores, concordou com esse plano em uma reunião e rejeitou uma alternativa menos violenta de obter informações através da infiltração nas fileiras militares.

A gravidade das acusações se reflete nas penas potenciais. Se condenados por todas as acusações — que incluem conspiração para tortura além das acusações anteriores de tráfico de drogas — ambos enfrentam uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão. O juiz Hellerstein adiou o início do julgamento em duas semanas, marcando-o agora para 14 de junho de 2027, para permitir que a defesa processe as novas acusações.

As tensões entre Maduro e os Estados Unidos se acumularam ao longo de seus 13 anos no poder. Sucessivos governos americanos impuseram sanções a autoridades venezuelanas e empresas estatais, citando violações de direitos humanos, corrupção e fraude eleitoral. Maduro, por sua vez, acusou os EUA de buscar sua destituição para ganhar maior controle sobre os recursos naturais do país rico em petróleo. A captura de Maduro marca um ponto de virada significativo: Trump destacou a operação como um sucesso importante da política externa, enquanto a ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, agora lidera a Venezuela e intensificou a cooperação com Washington. O julgamento, quando começar, testará as acusações dos promotores federais contra a defesa que Maduro e Flores apresentarão.

Rejeito este documento na íntegra
— Nicolás Maduro, ao juiz Alvin Hellerstein
Sou totalmente inocente. Não sou culpada
— Cilia Flores, em audiência federal
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