Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 45% em eventual segundo turno, aponta Datafolha

Lula e Flávio empatam em 45% cada em segundo turno
Pesquisa Datafolha mostra disputa presidencial equilibrada em eventual segundo turno entre o presidente e o senador.
Mark

Por que esse empate em 45% a 45% no segundo turno é significativo se Lula está à frente no primeiro turno?

Mimi

Porque mostra que a disputa se aperta muito se chegar a um segundo turno contra Flávio. No primeiro turno, Lula tem 38% e Flávio tem 35%, uma margem confortável. Mas em um segundo turno, onde os votos se concentram, eles ficam iguais.

Luke

Mas a pesquisa foi feita antes do áudio do The Intercept, certo? Então esses 45% de Flávio podem não ser o número real agora.

Mimi

Exatamente. A maioria das entrevistas foi antes de 13 de maio, quando o áudio saiu. O Datafolha mesmo reconhece que pode não ter captado o efeito total das denúncias.

Mark

E contra os outros candidatos? Zema e Caiado?

Mimi

Aí Lula abre vantagem. Contra Zema, Lula tem 46% e Zema tem 40%. Contra Caiado, Lula tem 46% e Caiado tem 39%. Na pesquisa anterior, era empate técnico com os dois.

Luke

Então o presidente está ganhando terreno contra Zema e Caiado, mas o cenário com Flávio permanece muito competitivo.

Mimi

Isso. E a questão agora é se as denúncias recentes vão mudar esses números quando a próxima pesquisa sair.

Mark

Quantas pessoas foram entrevistadas?

Mimi

Dois mil e quatro pessoas em 139 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Luke

Então tecnicamente, Lula e Flávio poderiam estar em qualquer lugar entre 43% e 47% cada um, considerando a margem de erro.

  • Lula e Flávio Bolsonaro chegam a um empate técnico de 45% a 45% no segundo turno simulado, sinalizando uma disputa que pode ser decidida por margens mínimas.
  • Um áudio divulgado pelo The Intercept Brasil coloca Flávio Bolsonaro em posição delicada, associando-o a pedidos de financiamento para um filme sobre Jair Bolsonaro — e a pesquisa foi feita antes desse impacto se consolidar.
  • No primeiro turno estimulado, Lula abre vantagem com 38% contra 35% de Flávio, mas a diferença ainda está dentro da margem de erro, mantendo a tensão.
  • Contra Zema e Caiado, Lula amplia sua margem para 46% a 40% e 46% a 39%, respectivamente, sugerindo que o adversário no segundo turno pode definir o destino da eleição.
  • A ressalva metodológica sobre o timing da coleta deixa os próximos levantamentos como termômetros decisivos para medir o real efeito das denúncias sobre Flávio Bolsonaro.

No horizonte político de 2026, uma pesquisa Datafolha revela um Brasil dividido quase ao meio: o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro empatam em 45% cada em eventual segundo turno, enquanto o país ainda digere denúncias que podem reconfigurar esse equilíbrio frágil. O levantamento, realizado em maio com mais de dois mil entrevistados, captura um momento de incerteza antes que o peso de um áudio comprometedor sobre o candidato do PL pudesse se sedimentar na opinião pública. A democracia, como sempre, segue seu curso entre o que os números revelam e o que os acontecimentos ainda estão por revelar.

Uma pesquisa Datafolha divulgada em 16 de maio projeta um cenário de equilíbrio tenso para 2026: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 45% cada em simulação de segundo turno, com 9% optando pelo voto em branco ou nulo. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios entre os dias 12 e 13 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Há, porém, uma ressalva que pesa sobre os números: a maior parte das entrevistas foi concluída antes de 13 de maio, quando o The Intercept Brasil divulgou um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro aparece pedindo recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O impacto dessas denúncias sobre a candidatura do PL pode ainda não estar refletido nos dados.

Quando a disputa é simulada contra outros adversários, Lula amplia sua margem. Ele vence Romeu Zema por 46% a 40% e Ronaldo Caiado por 46% a 39% — cenários em que, na pesquisa anterior do Datafolha, o presidente ainda estava em empate técnico, indicando uma recuperação recente.

No primeiro turno estimulado, Lula lidera com 38% contra 35% de Flávio Bolsonaro, configurando novo empate técnico. Zema e Caiado aparecem com 3% cada, enquanto nomes menores como Renan Santos e Cabo Daciolo somam frações modestas. A questão que fica em aberto é como esses números se moverão nas próximas semanas, à medida que as denúncias sobre Flávio Bolsonaro ganhem maior repercussão entre o eleitorado.

Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 16 de maio, apresenta um cenário político equilibrado para a disputa presidencial de 2026: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, cada um com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno. Nove por cento dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 1% declarou não saber em quem votar.

O levantamento foi realizado entre 12 e 13 de maio, abrangendo 2.004 pessoas em 139 municípios brasileiros. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00290/2026. O timing da pesquisa, porém, carrega uma ressalva importante: a maioria das entrevistas ocorreu antes de 13 de maio, data em que o site The Intercept Brasil divulgou um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro. Naquela gravação, o senador aparece em uma troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, pedindo recursos financeiros para ajudar a custear a produção de um filme chamado "Dark Horse", que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Isso significa que o impacto total dessas denúncias sobre a campanha do candidato do PL pode não estar completamente refletido nos números da pesquisa.

Quando se observam outros cenários de segundo turno, Lula amplia sua margem. Contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, o presidente marca 46% enquanto Zema fica com 40%. Diante do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD, Lula também alcança 46%, contra 39% de Caiado. Na pesquisa anterior do Datafolha, o presidente estava em empate técnico com Zema e Caiado nessas mesmas simulações, o que indica uma abertura de vantagem do petista sobre esses dois candidatos.

No cenário de primeiro turno estimulado, o quadro é diferente. Lula lidera com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 35%, configurando um empate técnico entre os dois. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 3% cada um. Renan Santos, da Missão, marca 2%, e Cabo Daciolo, do Mobiliza, registra 1%. Neste cenário, 9% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, e 3% não souberam responder.

Os dados sugerem um cenário em que Lula mantém uma posição mais forte no primeiro turno, mas enfrenta uma competição muito mais acirrada caso a disputa chegue a um segundo turno contra Flávio Bolsonaro. A pesquisa também aponta que o presidente consegue ampliar suas margens contra outros possíveis adversários, o que pode indicar uma dinâmica diferente dependendo de quem avançar para a segunda fase da eleição. O fato de que a maioria das entrevistas foi realizada antes das denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro deixa em aberto a questão de como esses números podem se mover nas próximas semanas.

A pesquisa pode não ter captado a totalidade do efeito das denúncias sobre a campanha do senador do PL
— Datafolha
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