Datafolha: Lula lidera com 39% no primeiro turno e 46% em eventual segundo turno

Ambos carregam rejeições equivalentes no eleitorado
Lula e Flávio Bolsonaro são citados por 47% dos entrevistados como candidatos em quem não votariam de jeito nenhum.
Mark

O que essa pesquisa nos diz sobre o estado real da disputa presidencial?

Mimi

Que está muito mais aberta do que os números de Lula podem sugerir. Ele tem 39%, mas Flávio está a apenas três pontos, dentro da margem de erro. Tecnicamente, ninguém está à frente.

Luke

Mas é importante notar que a margem de erro é de dois pontos. Então três pontos é numericamente fora da margem, mesmo que tecnicamente seja chamado de empate técnico. Não é a mesma coisa.

Mark

E no segundo turno?

Mimi

Praticamente idêntico. Lula com 46%, Flávio com 44%. Novamente, empate técnico. E esses números repetem exatamente a rodada anterior, o que sugere estabilidade.

Luke

Estabilidade em um empate técnico. Isso significa que qualquer movimento pequeno muda tudo. Vinte e quatro por cento ainda podem mudar de candidato.

Mark

Qual é a história mais interessante aqui?

Mimi

A rejeição igualitária. Ambos têm 47% de rejeição. Lula e Flávio são igualmente rejeitados pelo eleitorado. Isso é raro e significativo.

Luke

Mas a rejeição não é a mesma coisa que intenção de voto. Alguém pode rejeitar um candidato e ainda votar nele se achar que é o mal menor.

Mark

Então o que muda entre agora e a eleição?

Mimi

Tudo depende de como esses 24% indecisos se movem e se a campanha consegue mobilizar os eleitores que estão decididos mas podem mudar.

Luke

E também depende de eventos que não estão capturados em nenhuma pesquisa. Escândalos, declarações, contexto econômico — tudo isso pode mexer com esses números.

  • Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados tanto no primeiro quanto no segundo turno, com diferenças de três e dois pontos percentuais respectivamente — dentro ou na fronteira da margem de erro.
  • O cenário permanece congelado desde a rodada anterior de 11 de setembro, sugerindo que o eleitorado já cristalizou suas lealdades e que movimentos bruscos se tornaram raros.
  • A rejeição de 47% para ambos os candidatos é um sinal de alarme simétrico: nenhum dos dois conseguiu, até agora, conquistar o centro do eleitorado ou suavizar sua imagem junto aos adversários.
  • Com 76% dos eleitores declarando-se totalmente decididos, sobra apenas um quarto do eleitorado disponível para ser disputado — e é exatamente nessa fatia que o resultado pode ser definido.

A menos de um ano das eleições presidenciais brasileiras, o Datafolha revela um país dividido quase ao meio: Lula lidera com 39% no primeiro turno e 46% no segundo, mas Flávio Bolsonaro o acompanha de perto, dentro da margem de erro, como se o eleitorado estivesse suspenso entre dois mundos igualmente rejeitados por quase metade da população. A pesquisa, realizada com mais de dois mil eleitores em 125 municípios, não aponta um vencedor — aponta uma tensão.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira coloca Lula à frente na corrida presidencial, mas com uma margem tão estreita que qualquer movimento pode reconfigurar o cenário. No primeiro turno, o presidente aparece com 39% das intenções de voto contra 36% do senador Flávio Bolsonaro — três pontos de diferença, o dobro da margem de erro de dois pontos, o que tecnicamente ainda configura empate técnico segundo os critérios do instituto. O levantamento, contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios.

Comparado à rodada anterior, de 11 de setembro, o quadro permanece praticamente congelado: Lula mantém os mesmos 39%, enquanto Flávio subiu apenas um ponto. Os demais candidatos ficam muito distantes dos dois líderes — Augusto Cury aparece em terceiro com 6%, seguido por Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Zema com 2%.

No segundo turno direto entre Lula e Flávio, o cenário se repete: 46% a 44%, novamente em empate técnico, com os mesmos números da pesquisa anterior. O Datafolha testou outros confrontos: contra Cury, Lula empata em 44% a 44%; contra Caiado, abre 46% a 42%; e registra vantagens mais folgadas contra Zema e Renan Santos.

O dado mais revelador pode ser o da rejeição: tanto Lula quanto Flávio são citados por 47% dos eleitores como alguém em quem jamais votariam. Essa simetria de resistência significa que nenhum dos dois conseguiu, até agora, ampliar sua base além do núcleo já convicto. Com 76% do eleitorado declarando-se totalmente decidido, resta apenas um quarto disponível para ser disputado — e é exatamente nessa fatia que o resultado de uma eleição tão equilibrada pode ser definido.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente na corrida presidencial, mas com uma margem tão estreita que qualquer movimento nos próximos meses pode reconfigurar o cenário. No primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 36% do senador Flávio Bolsonaro. Três pontos percentuais separam os dois candidatos — exatamente o dobro da margem de erro de dois pontos, o que tecnicamente coloca ambos em empate técnico segundo os critérios estatísticos do instituto.

O levantamento, contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, entrevistou 2.002 eleitores em 125 municípios e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04029/2026. Quando comparado com a rodada anterior de 11 de setembro, o quadro permanece praticamente congelado: Lula mantém exatamente os mesmos 39%, enquanto Flávio subiu um ponto, de 35% para 36%. A estabilidade sugere que o eleitorado já consolidou suas preferências, ou pelo menos que as mudanças têm sido incrementais.

Os demais candidatos ocupam posições muito distantes dos dois líderes. Augusto Cury, do Avante, aparece em terceiro lugar com 6%. Ronaldo Caiado, do PSD, marca 4%. Renan Santos, da Missão, registra 3%, e Romeu Zema, do Novo, 2%. Samara Martins, da UP, e Rui Costa Pimenta, do PCO, aparecem com 1% cada. Oito candidatos não pontuaram. Seis por cento dos entrevistados optaram por votos em branco, nulo ou nenhum, enquanto 3% se declararam indecisos no primeiro turno.

Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio, o cenário permanece praticamente idêntico ao do primeiro turno. Lula registra 46% e Flávio, 44%, novamente em empate técnico. Esses números repetem exatamente o que havia sido medido na pesquisa anterior, sugerindo que o confronto direto entre os dois já encontrou seu patamar de estabilidade. Oito por cento dos eleitores votariam em branco ou nulo nesse cenário, e 1% não soube responder.

O Datafolha testou também outros cenários de segundo turno. Contra Augusto Cury, Lula e o escritor empatam numericamente em 44% cada — uma queda de um ponto para Lula em relação à rodada anterior, quando tinha 45%. Contra Ronaldo Caiado, Lula marca 46% e Caiado, 42%, diferença que ainda cabe dentro da margem de erro. Nas simulações contra Romeu Zema e Renan Santos, Lula abre vantagens mais confortáveis: 49% a 39% contra Zema, e 47% a 38% contra Renan.

Quando perguntados espontaneamente em quem votariam, sem que os nomes fossem apresentados, os eleitores mencionam Lula com 35% de frequência e Flávio com 26%. A diferença maior nessa métrica reflete a maior lembrança espontânea do presidente em relação ao senador. Augusto Cury e o ex-presidente Jair Bolsonaro aparecem com 3% cada na menção espontânea. Vinte e um por cento dos entrevistados se declararam indecisos nessa pergunta.

A rejeição aos dois principais candidatos é notavelmente equilibrada. Quando o Datafolha pergunta em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum, tanto Flávio Bolsonaro quanto Lula são citados por 47% dos entrevistados. Essa igualdade na rejeição é um dado relevante: significa que ambos carregam resistências equivalentes no eleitorado. Renan Santos tem rejeição de 15%, Zema de 14%, Caiado de 13%, e Cury de 9%.

Um aspecto que pode influenciar o resultado final é o grau de decisão do eleitorado. Setenta e seis por cento dos entrevistados afirmam estar totalmente decididos sobre sua escolha para presidente. Isso deixa 24% que ainda podem mudar de candidato — uma parcela não negligenciável que, dependendo de como se movimente, pode alterar o resultado. Em um cenário de empate técnico, esses eleitores indecisos ou em dúvida podem ser determinantes.

A diferença de três pontos percentuais está dentro do intervalo da margem de erro, o que configura empate técnico
— Datafolha
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