Em democracias maduras, as pesquisas eleitorais funcionam menos como oráculos e mais como termômetros do humor coletivo — e o termômetro de junho aponta uma direção clara. A pesquisa BTG/Nexus revela que Lula abriu seis pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro em um cenário de segundo turno para 2026, revertendo o empate técnico de março. O que distingue esse momento não é apenas o número, mas a curva: enquanto o presidente acumula crescimento consistente mês a mês, o senador recua e estaciona, sugerindo que os limites do bolsonarismo como força eleitoral majoritária voltam a se impor.
Lula abre seis pontos sobre Flávio em segundo turno, segundo pesquisa BTG/Nexus
Flávio depende de uma transferência quase integral do voto bolsonarista
Como uma pesquisa de junho muda a leitura de uma eleição que ainda está em 2026?
Porque mostra tendência, não apenas um número. Lula cresceu consistentemente ao longo de quatro meses. Flávio caiu e depois parou. Em eleições, quem está subindo tem momentum.
Mas a margem de erro é de dois pontos. Então tecnicamente, em março, eles poderiam ter estado em 44% e 48%, não necessariamente empatados. Qual era o intervalo de confiança real?
Justo. Mas mesmo com a margem de erro, a tendência se mantém. Lula cresceu em todos os meses. Flávio caiu em todos os meses. Isso não é ruído.
E por que Flávio não consegue sair dos 43%?
Porque ele depende quase integralmente do voto bolsonarista. Não consegue expandir para fora da sua base. Lula, ao contrário, lidera entre mulheres, Nordeste, eleitores de baixa renda.
Mas a pesquisa não diz qual é o tamanho do eleitorado bolsonarista. Se for 45% ou 50%, Flávio pode estar perto do seu teto real. Ou pode estar muito abaixo. Não sabemos.
Verdade. Mas o fato é que ele não está crescendo. E em um segundo turno, você precisa crescer ou pelo menos manter.
Lula lidera contra outros candidatos também?
Sim. Vence Zema por dez pontos, Caiado por nove, Renan Santos por treze. Flávio é o mais competitivo, mas ainda está seis pontos atrás.
Esses números para Zema, Caiado e Renan — são do mesmo levantamento? Porque se forem, a amostra fica pequena quando você divide por cenário.
São do mesmo levantamento, 2.017 eleitores. Você está certo que cada cenário tem menos respondentes.
Então o que muda agora?
Lula entra na reta final com mais confiança. Flávio precisa encontrar uma forma de crescer ou vai perder.
Der Puls
- O empate técnico de março — 46% a 46% — desapareceu: Lula chegou a 49% enquanto Flávio Bolsonaro caiu para 43%, uma inversão de trajetória que redefine o equilíbrio da disputa.
- A curva de Lula é ascendente e consistente — 46%, 46%, 47%, 49% — enquanto Flávio percorre o caminho inverso, recuando de 46% para 43% e depois estacionando nesse patamar.
- Flávio enfrenta um teto bolsonarista: depende de transferência quase integral do voto da base ideológica para ser competitivo, mas não consegue reduzir sua rejeição fora desse núcleo.
- Lula lidera contra todos os adversários testados — Zema (49% a 39%), Caiado (48% a 39%) e Renan Santos (49% a 36%) — consolidando-se como favorito independente do nome que a direita apresente.
- O presidente demonstra força nos segmentos decisivos de um segundo turno: mulheres, Nordeste, eleitores de baixa renda e beneficiários do Bolsa Família — exatamente onde a disputa costuma ser definida.
Em democracias maduras, as pesquisas eleitorais funcionam menos como oráculos e mais como termômetros do humor coletivo — e o termômetro de junho aponta uma direção clara. A pesquisa BTG/Nexus revela que Lula abriu seis pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro em um cenário de segundo turno para 2026, revertendo o empate técnico de março. O que distingue esse momento não é apenas o número, mas a curva: enquanto o presidente acumula crescimento consistente mês a mês, o senador recua e estaciona, sugerindo que os limites do bolsonarismo como força eleitoral majoritária voltam a se impor.
A pesquisa BTG/Nexus de junho revela uma inflexão clara no cenário presidencial de 2026. Três meses atrás, Lula e Flávio Bolsonaro estavam tecnicamente empatados, cada um com 46% das intenções de voto em um segundo turno hipotético. Agora, com levantamento realizado entre 12 e 14 de junho com 2.017 eleitores, o presidente aparece com 49% enquanto o senador bolsonarista caiu para 43% — uma abertura de seis pontos que muda o tom da disputa.
O que torna o movimento politicamente relevante é a trajetória, não apenas o instantâneo. Lula cresceu de forma consistente mês a mês, chegando a 49% em junho. Flávio percorreu o caminho inverso: começou em 46%, recuou para 43% em maio e permaneceu nesse patamar. Enquanto um cresce, o outro estaciona.
Em eleições presidenciais, o segundo turno exige que um candidato agregue eleitores fora do seu núcleo duro. É precisamente nesse ponto que Lula aparece em vantagem — com desempenho forte entre mulheres, no Nordeste e entre eleitores de baixa renda. Flávio mantém parte expressiva da base bolsonarista, mas encontra um teto: sua competitividade depende de uma transferência quase integral desse voto, sem conseguir reduzir a rejeição ao campo que representa.
O desempenho de Lula não se limita ao confronto com Flávio. O presidente também vence Zema por dez pontos, Caiado por nove e Renan Santos por treze — consolidando a leitura de que lidera contra diferentes adversários da direita com folgas que variam de seis a treze pontos. Entre todos os testados, Flávio é o mais competitivo, mas ainda assim aparece atrás e com rejeição mais elevada. A nova rodada da BTG/Nexus coloca Lula em posição mais confortável, entrando na fase seguinte da disputa com vantagem sobre o principal nome da família Bolsonaro.
A pesquisa BTG/Nexus divulgada em junho desenha um cenário presidencial em transformação. Três meses atrás, em março, Lula e Flávio Bolsonaro estavam tecnicamente empatados, cada um com 46% das intenções de voto em um segundo turno hipotético. Agora, no levantamento realizado entre 12 e 14 de junho com 2.017 eleitores, o presidente aparece com 49% enquanto o senador bolsonarista caiu para 43% — uma abertura de seis pontos que marca uma inflexão clara na disputa.
O que torna esse movimento politicamente relevante não é apenas a fotografia de um momento, mas a trajetória. Lula saiu de 46% em março para 46% em abril, depois 47% em maio, chegando agora a 49%. É uma curva ascendente, consistente, que sugere consolidação. Flávio Bolsonaro percorreu o caminho inverso: começou em 46%, caiu para 45% em abril, recuou para 43% em maio e permaneceu nesse patamar em junho. Enquanto o presidente cresce, o senador recua e depois estaciona. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro no TSE é BR-06645/2026.
Em eleições presidenciais, a tendência importa mais que um número isolado. Neste caso, a tendência favorece claramente Lula. O presidente demonstra capacidade de recuperar terreno e ampliar apoio em um momento decisivo da pré-campanha, enquanto Flávio enfrenta dificuldade para avançar além de sua base ideológica mais fiel. O segundo turno exige que um candidato agregue eleitores fora do seu núcleo duro, e é precisamente nesse ponto que Lula aparece em vantagem. O presidente lidera no agregado nacional e registra desempenho forte em segmentos decisivos: mulheres, Nordeste, eleitores de baixa renda e beneficiários do Bolsa Família.
Flávio Bolsonaro consegue manter parte expressiva do eleitorado bolsonarista, mas encontra um teto. A pesquisa mostra que o senador depende de uma transferência quase integral do voto bolsonarista para ser competitivo, mas não consegue, até agora, reduzir a rejeição ao campo político que representa. Chega competitivo no segundo turno, mas abaixo de Lula e sem curva de crescimento visível.
O desempenho de Lula não se limita ao confronto com Flávio. Segundo a mesma pesquisa, o presidente também vence Romeu Zema por 49% a 39%, Ronaldo Caiado por 48% a 39% e Renan Santos por 49% a 36%. Esse conjunto de cenários fortalece a leitura de que Lula segue como favorito no campo presidencial, liderando contra diferentes adversários da direita e da extrema direita com vantagens que variam de seis a treze pontos. Entre todos os testados, Flávio é o mais competitivo — mas ainda assim aparece atrás e com rejeição mais elevada que a do presidente.
A passagem de um empate técnico em março para uma vantagem de seis pontos em junho consolida o ambiente político favorável a Lula. Para Flávio Bolsonaro, o diagnóstico é negativo: perdeu a posição de empate e agora aparece atrás no confronto direto. Seu patamar parece limitado por um teto bolsonarista que ainda não se converteu em maioria nacional. A nova rodada da BTG/Nexus mostra Lula em posição mais confortável no segundo turno, entrando na fase seguinte da disputa com desempenho superior ao do principal nome da família Bolsonaro.
Bemerkenswerte Zitate
Em eleições presidenciais, mais importante do que uma fotografia isolada é a tendência— análise da pesquisa BTG/Nexus