Aos 26 anos, sem jamais ter ocupado cargo público, Lucas Pavanato tornou-se o vereador mais votado de São Paulo em 2024 — não pelas urnas tradicionais da política institucional, mas pelo alcance construído vídeo a vídeo nas redes sociais. Sua eleição pelo PL não é apenas uma vitória individual: é o sinal de que a fronteira entre influência digital e poder legislativo se dissolveu de vez na maior cidade do Brasil. A questão que fica suspensa no ar é se essa nova geração de políticos saberá traduzir audiência em governança.
Lucas Pavanato, influenciador bolsonarista, é eleito vereador mais votado de São Paulo
Jovens influenciadores estão entrando na política institucional com força
Como alguém com apenas 26 anos e sem experiência em cargo público consegue ser o vereador mais votado de uma cidade do tamanho de São Paulo?
Pavanato construiu sua base nas redes sociais publicando vídeos provocativos. Ele já tinha audiência antes de se candidatar. Para muitos eleitores, especialmente mais jovens, isso é mais relevante que a experiência institucional tradicional.
Mas quantos votos ele recebeu exatamente? A matéria não diz o número. Sabemos que foi o mais votado, mas não sabemos a margem ou o contexto da votação total.
Ele apoiou Pablo Marçal contra a orientação do PL. Isso significa que os influenciadores estão realmente fora de controle dos partidos?
Não exatamente. Significa que Pavanato tinha liberdade para fazer essa escolha e que sua base de seguidores não o puniu por isso. Ele não precisava obedecer ao partido porque sua legitimidade vinha de outro lugar.
Mas a gente não sabe se isso foi uma decisão estratégica dele ou se reflete algo maior sobre como esses influenciadores veem a política. Uma ação isolada não prova uma tendência.
O que muda agora que ele está na Câmara?
Isso é o grande teste. Nas redes sociais você pode ser provocativo e confrontacional. Na Câmara você precisa negociar, fazer alianças, votar projetos complexos. Vamos ver se ele consegue traduzir sua audiência digital em poder político real.
E aí está o ponto: a matéria fala sobre uma mudança significativa, mas não há dados sobre como esses influenciadores vão atuar como vereadores. É uma promessa de história, não a história em si.
El Pulso
- Um jovem de 26 anos sem experiência em cargo público derrota candidatos tradicionais e lidera a votação para a Câmara Municipal de São Paulo — a política institucional foi surpreendida em seu próprio terreno.
- Pavanato construiu sua base com vídeos provocativos e confronto direto nas plataformas digitais, transformando seguidores em votos com uma eficiência que partidos consolidados levaram décadas para aprender.
- Ao apoiar Pablo Marçal contra a orientação oficial do PL, ele sinalizou que esses novos políticos digitais operam com autonomia real — as estruturas partidárias tradicionais perderam parte do seu poder de disciplina.
- A eleição marca um ponto de inflexão: eleitores paulistanos estão se conectando com representantes pelas redes sociais, não pelas instituições, redesenhando o mapa do engajamento político municipal.
- O teste verdadeiro começa agora — quando Pavanato precisar negociar, votar e fazer política além da tela, ficará claro se audiência digital se converte em capacidade legislativa real.
Aos 26 anos, sem jamais ter ocupado cargo público, Lucas Pavanato tornou-se o vereador mais votado de São Paulo em 2024 — não pelas urnas tradicionais da política institucional, mas pelo alcance construído vídeo a vídeo nas redes sociais. Sua eleição pelo PL não é apenas uma vitória individual: é o sinal de que a fronteira entre influência digital e poder legislativo se dissolveu de vez na maior cidade do Brasil. A questão que fica suspensa no ar é se essa nova geração de políticos saberá traduzir audiência em governança.
Lucas Pavanato tinha 26 anos e nenhuma experiência em cargo público quando se tornou o vereador mais votado de São Paulo nas eleições de 2024. Eleito pelo PL, ele chegou à Câmara Municipal carregando não um currículo institucional, mas uma trajetória construída inteiramente nas redes sociais — o território onde forjou sua base política.
Sua estratégia foi simples e eficaz: vídeos provocativos que desafiam adversários diretamente nas plataformas digitais. Esse confronto calculado rendeu seguidores suficientes para vencer a disputa legislativa, revelando uma mudança profunda no eleitorado paulistano. Jovens influenciadores estão entrando na política institucional com força, trazendo a linguagem e os métodos que aprenderam online.
Seu alinhamento político também expõe fraturas internas na direita brasileira. Próximo de Nikolas Ferreira, um dos principais nomes do bolsonarismo nacional, Pavanato ignorou a orientação oficial do PL durante a campanha para a prefeitura e apoiou Pablo Marçal, do PRTB. Essa decisão autônoma sinalizou que esses novos políticos digitais não estão presos às estruturas tradicionais de comando partidário.
O que acontece nos próximos meses dirá muito sobre o significado real dessa mudança. Como Pavanato e seus colegas influenciadores atuarão quando precisarem negociar, votar e fazer política além da tela — essa é a pergunta que a eleição deixou aberta. A relevância das plataformas digitais no debate eleitoral deixou de ser tendência marginal. Mas se essa transformação é duradoura ou apenas reflexo momentâneo de um eleitorado fragmentado, só o exercício do mandato poderá responder.
Lucas Pavanato tinha 26 anos quando se tornou o vereador mais votado de São Paulo nas eleições de 2024. Eleito pelo PL, ele chega à Câmara Municipal sem experiência anterior em cargo público, mas com uma trajetória consolidada nas redes sociais — o lugar onde construiu sua base política.
Pavanato ganhou visibilidade publicando vídeos provocativos que desafiam adversários políticos. Essa estratégia de confronto direto nas plataformas digitais lhe rendeu seguidores suficientes para vencer a disputa por uma cadeira no legislativo municipal. Sua ascensão reflete uma mudança no eleitorado paulistano: jovens influenciadores digitais estão entrando na política institucional com força, trazendo consigo a linguagem e os métodos que aprenderam online.
Seu alinhamento político aponta para as fraturas dentro da direita brasileira. Pavanato é próximo de Nikolas Ferreira, um dos principais nomes do bolsonarismo nacional. Mas durante a campanha para prefeitura de São Paulo, apoiou Pablo Marçal, do PRTB, ignorando a orientação oficial do seu próprio partido, o PL. Essa decisão autônoma — escolher seu candidato contra a recomendação da legenda — sinalizou que esses novos políticos digitais não estão necessariamente presos às estruturas tradicionais de comando partidário.
A eleição de Pavanato e de seus colegas influenciadores marca um ponto de inflexão na política municipal. Os eleitores estão se conectando com representantes de forma diferente agora, menos através de estruturas institucionais e mais através de redes sociais onde esses candidatos já tinham audiência estabelecida. A relevância das plataformas digitais no debate eleitoral deixou de ser uma tendência marginal e se tornou um fator determinante. O que acontece nos próximos meses na Câmara Municipal — como esses vereadores atuam quando precisam negociar, votar, e fazer política além da tela — dirá muito sobre se essa mudança é duradoura ou se é apenas um reflexo momentâneo de um eleitorado fragmentado.
Citas Notables
Pavanato ganhou notoriedade ao publicar vídeos provocativos que desafiam adversários políticos— IstoÉ