Leapmotor B10 híbrido aposta em preço competitivo e conforto para ganhar espaço

O motor trabalha sempre na rotação mais eficiente
A tecnologia REEV do B10 mantém o motor a gasolina operando em condições ideais, gerando eletricidade em vez de movimentar as rodas.
Mark

Por que exatamente o motor a gasolina não move as rodas? Isso não é mais complicado?

Mimi

É mais complicado mecanicamente, sim, mas oferece vantagens. O motor trabalha sempre na rotação mais eficiente, gerando eletricidade. Você evita as ineficiências de um motor a combustão que precisa variar constantemente de rotação para acompanhar a aceleração do carro.

Luke

Mas quanto disso é teoria e quanto é prática? O teste rodou 120 quilômetros. Quanto tempo leva para a bateria se descarregar completamente e o motor começar a gerar?

Mimi

Boa pergunta. O teste não especifica isso. Sabemos que com bateria carregada, o consumo é muito melhor, mas não temos dados sobre o tempo real de descarga em uso urbano.

Mark

E esse minimalismo extremo no interior — é realmente conforto ou é só parecer moderno?

Mimi

Não é parecer. Os bancos são genuinamente confortáveis, o isolamento acústico é real, o piso é plano. Mas você perde praticidade. Ajustar o espelho lateral exige mexer na tela.

Luke

Exatamente. O conforto físico é uma coisa. A usabilidade é outra. E o teste não diz se, depois de alguns meses, as pessoas acham isso irritante ou se se adaptam.

Mark

O porta-malas de 350 litros é realmente um problema?

Mimi

Para viagens longas, sim. É menor que o de um Jeep Renegade, que já é conhecido por ter porta-malas pequeno. Se você viaja com frequência, é uma limitação real.

Luke

Mas o Jaecoo 7 custa apenas R$ 10 mil a mais e tem 500 litros. Isso muda a equação completamente.

Mimi

Muda. Se você tem R$ 190 mil para gastar, o Jaecoo faz mais sentido. O B10 só vence se você realmente quer o minimalismo e a tecnologia REEV específica.

Mark

E quanto ao desempenho? 218 cavalos parecem suficientes?

Mimi

Parecem calibrados para conforto, não para emoção. Não há atraso na resposta, mas a entrega de força é mansa, mesmo no modo esportivo.

Luke

Isso pode ser bom ou ruim dependendo do motorista. Mas o teste não diz se isso é uma limitação técnica ou uma escolha deliberada de calibração que poderia ser alterada.

  • O mercado brasileiro de SUVs híbridos se torna um campo de batalha chinês, e o Leapmotor B10 entra com preço abaixo de todos os rivais diretos.
  • A tecnologia REEV inverte a lógica convencional dos híbridos, mas a autonomia de 900 km e o consumo de 13,5 km/l na cidade só se sustentam com disciplina no carregamento.
  • O porta-malas de apenas 350 litros e a ausência total de botões físicos criam fricção real no uso cotidiano, especialmente em viagens longas.
  • Por R$ 10 mil a mais, o Jaecoo 7 oferece 33% mais autonomia e porta-malas 43% maior, colocando em xeque a proposta de custo-benefício do B10.
  • O modelo encontra seu público entre quem valoriza conforto minimalista e deslocamentos urbanos elétricos, mas perde terreno para quem prioriza praticidade e alcance.

Em um mercado brasileiro cada vez mais habitado por marcas chinesas, o Leapmotor B10 REEV chega com uma inversão filosófica: o motor a gasolina não move as rodas, apenas gera eletricidade para que o conjunto elétrico assuma o comando. Por R$ 179.990, o SUV propõe conforto silencioso e autonomia estendida como resposta à pergunta sobre o que significa, hoje, um carro eficiente. A escolha, como sempre, revela mais sobre quem compra do que sobre o veículo em si.

O Leapmotor B10 chega ao Brasil com uma lógica híbrida invertida: o motor 1.5 aspirado não traciona as rodas — funciona apenas como gerador de eletricidade para o conjunto elétrico que de fato move o SUV. Com preço de R$ 179.990, o modelo entra em um mercado cada vez mais disputado por marcas chinesas e aposta na tecnologia REEV como diferencial.

A autonomia prometida chega a 900 quilômetros com tanque cheio e bateria de 18,8 kWh carregada. Sem recarga, o consumo fica em torno de 13,5 km/l na cidade. Após quase 120 quilômetros rodados nas proximidades de São Paulo, ficou evidente que o B10 não busca performance bruta: os 218 cavalos parecem calibrados para segurança, e a tração traseira — incomum na categoria — recebeu ajustes no controle de estabilidade para o padrão brasileiro.

O ponto forte é o conforto. Com 4,53 metros de comprimento e entre-eixos de 2,73 metros, o SUV oferece bancos envolventes, piso plano na segunda fileira, isolamento acústico notável e suspensão mais macia que a de concorrentes europeus. O problema está no porta-malas: apenas 350 litros, o que exige planejamento cuidadoso para viagens.

O design minimalista segue a tendência chinesa — linhas discretas, maçanetas escamoteáveis, lanternas interligadas. O interior leva a inspiração Tesla ao limite: nenhum botão físico para ar-condicionado, retrovisores ou faróis. A chave é um cartão NFC. Diferente, mas menos intuitivo.

O preço é o maior argumento: abaixo de BYD Song Pro, Geely EX5 e GWM Haval H6 PHEV19. Ainda assim, por apenas R$ 10 mil a mais, o Jaecoo 7 entrega autonomia combinada de 1.200 km e porta-malas de 500 litros. A decisão final depende do que cada comprador valoriza mais: o silêncio minimalista do B10 ou a praticidade ampliada do rival.

O Leapmotor B10 chega ao mercado brasileiro com uma proposta que inverte a lógica tradicional dos híbridos. Em vez de o motor a gasolina movimentar as rodas enquanto um elétrico o auxilia, aqui acontece o oposto: o motor 1.5 aspirado funciona exclusivamente como gerador de eletricidade para alimentar o conjunto elétrico que de fato traciona o veículo. Com preço de R$ 179.990, o SUV médio aposta nessa tecnologia REEV para se diferenciar em um mercado brasileiro cada vez mais disputado por marcas chinesas como GAC, Omoda&Jaecoo, Geely, GWM e BYD.

O sistema híbrido plug-in promete autonomia de até 900 quilômetros quando o tanque está cheio e a bateria de 18,8 kWh totalmente carregada. Quando depende apenas da gasolina para gerar eletricidade, o consumo cai para 13,5 quilômetros por litro na cidade e 12,3 na estrada. Mas a eficiência pode triplicar se o proprietário mantiver a bateria regularmente carregada na tomada, transformando a maioria dos deslocamentos urbanos em trajetos puramente elétricos. Após rodar quase 120 quilômetros pelas proximidades de São Paulo, fica claro que o B10 não busca impressionar pelo desempenho bruto. Os 218 cavalos de potência e 24,5 quilograma-força por metro de torque parecem calibrados para evitar reações arriscadas, mesmo no modo de condução esportivo. A tração traseira, incomum em SUVs dessa categoria, exigiu ajustes no controle de estabilidade para se adequar ao padrão de direção brasileiro, reduzindo o receio típico desse tipo de configuração.

O diferencial real está no conforto. Com 4,53 metros de comprimento, 1,88 metro de largura e 2,73 metros de entre-eixos, o B10 oferece dimensões típicas de SUVs médios como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross. A suspensão, mais macia que a de marcas alemãs, passou por ajustes que reduziram significativamente o balanço da carroceria em comparação com a versão totalmente elétrica testada anteriormente. Os bancos envolvem como sofás, as superfícies de contato são macias, e até quem viaja no meio da segunda fileira encontra espaço generoso com piso plano e console central discreto. O isolamento acústico é notável. Há, porém, um problema: o porta-malas comporta apenas 350 litros, exigindo exercício de desapego na hora de montar bagagem para viagens longas.

O design segue a receita minimalista amplamente adotada por fabricantes chineses. Linhas discretas, grade frontal reduzida, maçanetas escamoteáveis e lanternas traseiras interligadas em linha reta conferem modernidade, mas pouca originalidade. O interior leva a inspiração Tesla ao extremo: não há botões físicos para ar-condicionado, cortina do teto solar, retrovisores laterais ou faróis. Tudo passa pela central multimídia. O volante possui duas pequenas rodas que ajustam retrovisores após seleção na tela e controlam volume e velocidade do piloto automático adaptativo. A chave é um cartão com tecnologia NFC que destrava a porta ao ser encostado no retrovisor esquerdo, ou pode ser substituída por chave digital no celular. É diferente, mas menos prático que uma chave tradicional.

O preço competitivo é o grande trunfo. A R$ 179.990, o B10 REEV custa menos que rivais híbridos como BYD Song Pro (R$ 196.990), Geely EX5 EM-i (R$ 191.490), Jaecoo 7 (R$ 189.990) e GWM Haval H6 PHEV19 (R$ 250.000). Para quem busca um carro discreto e não pretende gastar perto de R$ 200 mil em um híbrido plug-in, o modelo faz sentido. A possibilidade de rodar em modo elétrico na cidade reforça seu custo-benefício. Mas há uma ressalva importante: por apenas R$ 10 mil a mais, o Jaecoo 7 oferece autonomia combinada 33% superior, chegando a 1.200 quilômetros, e porta-malas significativamente maior com 500 litros. Nesse cenário, a escolha entre conforto minimalista e praticidade adicional depende das prioridades de cada comprador.

Para quem procura um carro mais discreto e ainda não pretende gastar perto de R$ 200 mil em um híbrido plug-in, ele faz sentido
— Análise do teste do g1
Por apenas R$ 10 mil a mais, o Jaecoo 7 se mostra uma opção mais atraente com autonomia combinada 33% superior e porta-malas significativamente maior
— Conclusão do teste
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