Lábios gretados e mãos secas no inverno: os gestos que agravam e os que protegem

O alívio dura segundos; a dor, depois, volta pior
Molhar os lábios com a língua expõe a pele às enzimas da saliva e agrava as gretas.
Mark

Porque é que lamber os lábios piora tudo, se parece aliviar?

Mimi

Porque a saliva tem enzimas que agridem a pele. O alívio dura instantes e, repetido, o gesto deixa os lábios ainda mais doridos.

Mark

E porque é que os lábios são tão vulneráveis?

Mimi

A pele é mais fina do que a do resto do corpo e não tem glândulas sebáceas, por isso seca mais depressa.

Luke

Convém lembrar de onde vêm os conselhos: CUF, NHS 111 Wales e a Associação Britânica de Dermatologistas. São indicações gerais, não um estudo novo.

Mark

Que bálsamo escolher?

Mimi

Vaselina, cera de abelha ou glicerina. Mentol, cânfora, eucalipto e perfume sabem bem no início mas acabam por irritar.

Luke

O fator 15 e a reaplicação a cada duas horas são do NHS, para uso ao ar livre. O texto não diz que a CUF recomende o mesmo.

Mark

E nas mãos?

Mimi

Água morna, sabão suave ou substituto, toques leves ao secar e hidratante logo a seguir, sempre que lavar.

Luke

E quando deixa de ser só frio? O texto aponta lábios inchados, quentes e dolorosos, ou gretas que não sarem com bálsamo. Mas a causa concreta só um médico a pode dizer: queilite, carências, tiroide ou alergias são apenas possibilidades.

  • Cada lambidela traz uma sensação de alívio que se desfaz em segundos, e a dor volta mais forte.
  • O ar frio, o vento e o calor seco das casas atacam uma pele que não tem glândulas sebáceas para se defender.
  • A escolha do bálsamo passa a ser decisiva: vaselina, cera de abelha ou glicerina ganham terreno, enquanto mentol e perfume são descartados.
  • Lábios e mãos ainda estão em recuperação, mas a tendência é melhorar com hábitos constantes; se as gretas teimarem, lábios inchados ou dolorosos pedem consulta de dermatologia.

Há gestos pequenos que prometem alívio e acabam por castigar. Lamber os lábios secos no inverno é um deles: a sensação fresca dura segundos e depois a saliva, rica em enzimas, faz a pele fina dessa zona ficar ainda mais ferida. A lição que a medicina tem repetido, dos serviços de saúde britânicos à CUF, é quase de paciência: proteger, hidratar e não insistir na reação imediata, porque o corpo cura melhor quando lhe damos tempo e um bálsamo simples.

Passar a língua pelos lábios secos dá alívio durante uns segundos. Depois, a dor volta pior. A saliva tem enzimas que agridem a pele, e o gesto repetido deixa os lábios ainda mais doridos. No inverno, o problema agrava-se: a pele dos lábios é mais fina do que a do resto do corpo, não tem glândulas sebáceas e seca depressa com o vento e o ar quente das casas aquecidas.

A defesa começa pelo bálsamo. Vaselina, cera de abelha e glicerina mantêm a hidratação; mentol, cânfora, eucalipto e perfume enganam no início e acabam por irritar. Ao ar livre, convém um protetor com fator 15 ou superior, reaplicado a cada duas horas. À noite, uma camada antes de deitar protege os lábios quando se respira pela boca. Beber água, tapar a boca com o cachecol e usar humidificador completam o cuidado.

Nas mãos, a lavagem costuma ser o ponto decisivo. A Associação Britânica de Dermatologistas recomenda água morna, sabão suave sem perfume, anéis retirados e secagem com toques leves. O creme segue logo após cada lavagem. Com frio, luvas quentes de tecido; em tarefas com água ou químicos, luvas de PVC ou nitrilo, com forro de algodão.

Nem tudo se resolve em casa. Lábios quentes, vermelhos, inchados ou dolorosos, ou que não sarem com bálsamo, merecem consulta. Pode tratar-se de queilite, de infeção por fungos ou bactérias, ou de herpes labial, favorecido pelas gretas. Falta de vitamina B ou ferro, problemas da tiroide, doenças autoimunes e alergias também podem estar por trás da secura.

Passar a língua pelos lábios secos dá alívio durante uns segundos. Depois, a dor volta pior. O aviso consta da informação de saúde da CUF e do serviço público de saúde do País de Gales, o NHS 111 Wales: a saliva tem enzimas que agridem a pele, e o gesto, repetido, deixa os lábios gretados ainda mais doridos.

Há uma razão para o inverno ser tão duro com esta zona do rosto. A pele dos lábios é mais fina do que a do resto do corpo e não tem glândulas sebáceas, por isso seca mais depressa. O ar frio e o vento são os principais responsáveis, a que se soma o ar seco das casas aquecidas.

Na escolha do bálsamo, os componentes contam. Os que levam vaselina, cera de abelha ou glicerina ajudam a manter a hidratação. Os que contêm mentol, cânfora, eucalipto ou perfume sabem bem de início, mas acabam por secar e irritar. Ao ar livre, o NHS aconselha um protetor labial com fator de proteção solar 15 ou superior, aplicado de novo a cada duas horas. As mãos devem estar lavadas antes da aplicação e o bálsamo não se partilha.

Há também gestos a evitar. Arrancar ou trincar as peles soltas atrasa a cicatrização. Como a respiração pela boca durante o sono deixa os lábios mais expostos, a CUF recomenda uma camada de bálsamo antes de deitar. Beber água ao longo do dia, tapar a boca com o cachecol quando há vento e usar um humidificador em casas com aquecimento completam a lista.

Nas mãos, o que decide muitas vezes é a lavagem. A Associação Britânica de Dermatologistas recomenda água morna e um substituto de sabão, ou uma pequena quantidade de sabonete sem perfume, tirando os anéis antes e enxaguando bem. Secam-se com toques leves, incluindo entre os dedos, e o creme hidratante vai logo a seguir. A aplicação repete-se depois de cada lavagem e sempre que a pele estiver seca.

De dia, os cremes deixam as mãos menos oleosas do que as pomadas. À noite, podem usar-se luvas de algodão por cima do hidratante. Na rua, com frio, a indicação é usar luvas quentes de tecido. Nas tarefas com água ou produtos químicos, a mesma entidade aconselha luvas de proteção, de preferência de PVC ou nitrilo em vez de látex, com um forro de algodão para reduzir a transpiração.

Nem tudo se resolve em casa. Lábios quentes, vermelhos, inchados e dolorosos podem ser sinal de infeção e justificam ir ao médico. Se não sararem apesar do uso regular de bálsamo, ou se a inflamação nos cantos da boca persistir, a CUF aconselha consulta de dermatologia, porque pode tratar-se de queilite, uma infeção por fungos ou bactérias. As gretas facilitam ainda o aparecimento de herpes labial. Entre outras causas possíveis de lábios secos estão a falta de vitamina B ou de ferro, problemas da tiroide, doenças autoimunes e alergias.

Lábios quentes, vermelhos, inchados e dolorosos podem ser sinal de infeção e justificam ir ao médico.
— CUF (paráfrase)
Lavar as mãos com água morna e um substituto de sabão ou sabonete sem perfume, e aplicar hidratante logo a seguir.
— Associação Britânica de Dermatologistas (paráfrase)
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