No dia em que o Peru celebra sua independência, Keiko Fujimori assume a presidência carregando o peso de uma década de caos institucional e a promessa de uma virada pragmática. Sua declaração de que Lula é o único líder capaz de unir a América do Sul — feita por uma política de direita — revela menos uma conversão ideológica do que o reconhecimento de uma realidade geopolítica inescapável. Entre a herança controversa do pai, a desigualdade que divide o país e um acordo comercial com o Brasil à espera de ratificação, Fujimori herda não apenas o cargo, mas a pergunta que o Peru carrega há anos: