Em agosto de 2022, a cantora e ex-participante do BBB Juliette Freire escolheu as redes sociais não apenas para anunciar um voto, mas para narrar uma trajetória — a de uma nordestina que percorreu o caminho da escola pública até a Defensoria Pública da União e aprendeu, na própria pele, o que significa a ausência do Estado. Ao declarar apoio a Lula, ela transformou uma escolha eleitoral em testemunho coletivo, ecoando a experiência de milhões para quem saúde, educação e dignidade não são abstrações políticas, mas condições de sobrevivência.
Juliette declara voto em Lula nas eleições presidenciais: 'Meu voto é no Lula'
Não há como calar, o meu voto é no Lula
Por que você acha que Juliette decidiu fazer isso público, e de forma tão pessoal?
Ela tinha uma plataforma e uma história que fazia sentido contar. Não era só um voto — era um argumento sobre por que aquelas políticas importavam.
Mas a gente sabe que ela tinha milhões de seguidores. Isso é influência real ou é só ruído de celebridade em eleição?
Provavelmente os dois. Alguns seguidores dela podem ter sido influenciados. Outros já tinham opinião formada. A gente não tem números sobre impacto real.
Ela mencionou ter ressalvas sobre todos os candidatos. Isso enfraquece ou fortalece o argumento?
Fortalece, na verdade. Mostra que não era apoio cego — era uma escolha entre opções imperfeitas.
Verdade, mas ela foi bem mais clara sobre o que não queria do que sobre o que Lula oferecia especificamente. "Certeza absoluta do que não quero" é diferente de "sei exatamente o que vou ganhar".
Justo. Ela votava contra mais do que votava a favor.
E isso funcionou? Ela conseguiu mobilizar pessoas?
A gente não tem dados sobre isso. Sabemos que circulou, que gerou conversa. Mas converter seguidores em votos é outra história.
O que a gente sabe é que ela falou, e muita gente ouviu. O resto é especulação.
El Pulso
- Com milhões de seguidores atentos, Juliette publicou uma série de mensagens no Twitter que rapidamente se tornaram um dos posicionamentos políticos mais comentados do ciclo eleitoral de 2022.
- A declaração criou tensão imediata: celebridades que tomam partido em eleições presidenciais polarizadas arriscam tanto sua base de fãs quanto sua imagem pública.
- Juliette antecipou críticas ao reconhecer ressalvas sobre todos os candidatos, mas foi categórica ao afirmar que tinha 'certeza absoluta' do que não queria ver perpetuado no poder.
- Ao ancorar seu voto em sua própria história — filha de escola pública, primeira da família na universidade, advogada da Defensoria — ela tentou deslocar o debate do endosso vazio para o testemunho vivido.
- O posicionamento alimentou conversas sobre o papel de figuras públicas no debate eleitoral e sobre como a experiência pessoal pode ou não legitimar escolhas políticas diante de um país dividido.
Em agosto de 2022, a cantora e ex-participante do BBB Juliette Freire escolheu as redes sociais não apenas para anunciar um voto, mas para narrar uma trajetória — a de uma nordestina que percorreu o caminho da escola pública até a Defensoria Pública da União e aprendeu, na própria pele, o que significa a ausência do Estado. Ao declarar apoio a Lula, ela transformou uma escolha eleitoral em testemunho coletivo, ecoando a experiência de milhões para quem saúde, educação e dignidade não são abstrações políticas, mas condições de sobrevivência.
Na última segunda-feira de agosto de 2022, Juliette Freire abriu o Twitter não para promover música ou entretenimento, mas para contar sua história — e, a partir dela, explicar seu voto em Lula nas eleições presidenciais daquele ano.
Ela começou pelo começo: nordestina, criada em comunidade, filha de escola pública, primeira da família a chegar ao ensino superior. Formou-se em Direito pela Universidade Federal e atuou como advogada na Defensoria Pública da União. Falou disso com orgulho explícito, lembrando que 'só a gente sabe o quanto as coisas são difíceis para pessoas como nós'. Foi essa trajetória, disse ela, que lhe ensinou na prática o peso real de saúde, educação, segurança e dignidade — e o vazio que fica quando esses pilares desaparecem.
Ao justificar a escolha, Juliette não escondeu ambivalências: reconheceu ter ressalvas sobre todos os candidatos. Mas foi direta ao afirmar que Lula era o que mais se alinhava com sua visão de Brasil — e ainda mais direta sobre o governo em exercício, do qual tinha 'certeza absoluta' que não queria a continuidade.
A declaração circulou amplamente e reacendeu o debate sobre o papel de celebridades no processo eleitoral. Mais do que um endosso, o que Juliette ofereceu foi um argumento construído sobre experiência vivida — uma tentativa de conectar biografia pessoal às questões de política pública que moldam a vida de populações inteiras.
Na segunda-feira, 29 de agosto de 2022, Juliette Freire, vencedora do Big Brother Brasil em 2021, publicou uma série de mensagens no Twitter declarando seu voto em Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais daquele ano. A decisão não foi anunciada de forma casual — ela escolheu contar sua história pessoal como fundamento para a escolha política.
Juliette começou traçando seu percurso: nordestina, criada em comunidade, filha de escola pública, primeira da família a cursar ensino superior. Formou-se em Direito pela Universidade Federal e trabalhou como advogada na Defensoria Pública da União. Ela enfatizou que falava disso com orgulho, porque "só a gente sabe o quanto as coisas são difíceis para pessoas como nós". Essa trajetória, segundo ela, a havia ensinado na prática o peso da saúde, da educação, da segurança e da dignidade nas vidas das pessoas — e também o vazio deixado quando esses pilares desaparecem.
Ao justificar seu voto, Juliette reconheceu ter ressalvas sobre todos os candidatos em disputa. Mas afirmou que Lula era o que mais se alinhava com sua visão para o Brasil. Quanto ao governo em exercício, ela foi direta: tinha "certeza absoluta" do que não queria que continuasse. "Não há como dizer o contrário, não há como calar, o meu voto é no Lula", escreveu.
O posicionamento de Juliette se inscrevia num contexto mais amplo de celebridades brasileiras que se manifestavam publicamente sobre as eleições de 2022. Sua declaração circulou amplamente nas redes sociais, alcançando seus milhões de seguidores e alimentando conversas sobre o papel de figuras públicas no debate eleitoral. A escolha de fundamentar seu voto em sua própria trajetória — em vez de simplesmente endossar um candidato — buscava conectar sua experiência pessoal com questões de política pública que afetavam populações inteiras.
Citas Notables
Sou nordestina, cresci em comunidade, filha do ensino público, única da família a ter curso superior, formada em Direito pela Federal, trabalhei na Defensoria Pública da União— Juliette Freire, em declaração no Twitter
Tenho certeza absoluta do que não quero que se perpetue. Não há como dizer o contrário, não há como calar, o meu voto é no Lula— Juliette Freire, em declaração no Twitter