Há momentos em que a dignidade de uma instituição é posta à prova não por grandes escândalos, mas por gestos banais filmados em silêncio. Na segunda-feira, um magistrado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais foi captado bebendo, fumando e vestindo bermuda durante um julgamento remoto — e, no dia seguinte, o Órgão Especial respondeu com unanimidade e imediatismo, afastando-o de todas as suas funções. O episódio levanta questões antigas sobre o peso simbólico da toga e os limites do espaço privado quando ele se torna, pela câmera, espaço público.