Durante três anos, Angelina Cubero carregou uma doença sem nome enquanto ouvia que tudo era ansiedade. Aos 24 anos, uma ressonância magnética finalmente revelou lesões no cérebro e o diagnóstico de esclerose múltipla — uma condição autoimune que afeta milhões ao redor do mundo. Transformando a própria demora em propósito, ela passou a divulgar os sinais que ninguém soube reconhecer, lembrando que o tempo perdido antes de um diagnóstico correto tem peso real na vida de quem adoece.
Jovem diagnosticada aos 24 anos revela sinais de alerta da esclerose múltipla
Três anos é muito tempo para viver com uma doença sem nome
Por que você acha que os médicos demoraram tanto para chegar ao diagnóstico correto?
Porque a esclerose múltipla é uma doença que pode imitar outras coisas. Quando uma pessoa jovem reclama de dificuldade de concentração e confusão mental, é fácil culpar a ansiedade. Ninguém estava procurando por dano neurológico.
E quando você finalmente viu a ressonância magnética com as lesões no cérebro, como foi?
Foi alívio e raiva ao mesmo tempo. Alívio porque finalmente havia uma explicação real. Raiva porque tudo aquilo poderia ter sido detectado anos antes se alguém tivesse pedido o exame certo.
Você mencionou a névoa cerebral como o sintoma mais insidioso. Por quê?
Porque é invisível. Ninguém vê você lutando para lembrar onde colocou as chaves ou por que entrou em um cômodo. Mas para quem está vivendo, é devastador. Você sente sua mente falhando.
E agora, ao compartilhar sua história, o que você espera que mude?
Que os médicos ouçam melhor. Que quando alguém reclama de confusão mental persistente, dormência nas pernas e enxaquecas frequentes, eles considerem investigar além da ansiedade. Uma ressonância magnética poderia ter me poupado três anos.
Você acha que há outras pessoas agora vivendo o que você viveu, sem saber?
Tenho certeza disso. E essa é a razão pela qual continuo falando sobre isso.
Der Puls
- Três anos de consultas médicas não levaram Cubero a lugar nenhum — seus sintomas neurológicos foram repetidamente descartados como ansiedade.
- A névoa cerebral, a dormência nas pernas e as enxaquecas frequentes seguiram avançando enquanto o diagnóstico correto permanecia fora de alcance.
- Uma ressonância magnética em 2020 revelou múltiplas lesões cerebrais, encerrando a incerteza e abrindo caminho para o tratamento adequado.
- Cubero decidiu tornar público o que viveu, nomeando os sinais ignorados para que outras pessoas possam chegar ao diagnóstico antes que o dano neurológico se aprofunde.
- A esclerose múltipla afeta 2,8 milhões de pessoas no mundo e cerca de 40 mil no Brasil — e o reconhecimento precoce dos sintomas pode mudar radicalmente o curso da doença.
Durante três anos, Angelina Cubero carregou uma doença sem nome enquanto ouvia que tudo era ansiedade. Aos 24 anos, uma ressonância magnética finalmente revelou lesões no cérebro e o diagnóstico de esclerose múltipla — uma condição autoimune que afeta milhões ao redor do mundo. Transformando a própria demora em propósito, ela passou a divulgar os sinais que ninguém soube reconhecer, lembrando que o tempo perdido antes de um diagnóstico correto tem peso real na vida de quem adoece.
Angelina Cubero passou três anos ouvindo a mesma resposta de médicos diferentes: era ansiedade. A jovem norte-americana de Nova Jersey sentia dificuldade para se concentrar e não conseguia completar tarefas simples do cotidiano, mas os especialistas insistiam que a origem era psicológica. Só em 2020, aos 24 anos, uma ressonância magnética revelou várias lesões e placas no cérebro. O diagnóstico era esclerose múltipla.
Decidida a que outras pessoas não percorressem o mesmo caminho de incerteza, Cubero começou a compartilhar publicamente os sinais que ninguém havia reconhecido em seu corpo. O primeiro é a névoa cerebral — uma confusão súbita que faz palavras escaparem e tarefas simples consumirem horas. O sintoma ocorre porque a doença danifica o cérebro, deixando partes do sistema nervoso vulneráveis, e pode ser detectado por ressonância magnética. Ela também aponta a dormência e o formigamento nas pernas, manifestações neurológicas que indicam falhas na transmissão de impulsos nervosos, e as enxaquecas frequentes: pessoas com esclerose múltipla têm o dobro de chances de sofrer dores de cabeça intensas em comparação à população geral.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, estrutura responsável por transmitir sinais entre o cérebro e o corpo. Com o tempo, esse ataque compromete visão, equilíbrio e movimento. No mundo, mais de 2,8 milhões de pessoas vivem com o diagnóstico; no Brasil, são cerca de 40 mil, segundo o Ministério da Saúde. O relato de Cubero expõe um problema concreto: sintomas neurológicos continuam sendo atribuídos a causas psicológicas quando a investigação é insuficiente. Ao nomear o que viveu, ela trabalha para que o tempo entre os primeiros sinais e o diagnóstico correto seja cada vez menor.
Angelina Cubero passou três anos visitando médicos diferentes, ouvindo a mesma resposta: ansiedade. A jovem norte-americana, moradora de Nova Jersey, reclamava de dificuldade para se concentrar, de não conseguir completar tarefas simples do dia a dia. Os especialistas insistiam que tudo era psicológico. Só em 2020, aos 24 anos, uma ressonância magnética revelou o que realmente estava acontecendo: várias lesões e placas no cérebro. O diagnóstico era esclerose múltipla.
Três anos é muito tempo para viver com uma doença sem nome, sem tratamento, sem explicação. Cubero decidiu que outras pessoas não precisavam passar pela mesma jornada de incerteza. Ela começou a compartilhar publicamente os sinais que ninguém havia reconhecido em seu próprio corpo, esperando que seu relato pudesse acelerar diagnósticos para quem viesse depois dela.
O primeiro sinal que ela destaca é a névoa cerebral — aquele estado onde a mente fica confusa, as palavras escapam, a concentração desaparece. Não é cansaço comum. É uma confusão súbita que pode fazer uma pessoa gastar horas em uma tarefa que deveria levar minutos. Também chamada de "névoa da engrenagem", esse sintoma afeta a memória de curto prazo e a capacidade de reter detalhes simples. Ocorre porque a doença danifica o cérebro, deixando partes do sistema nervoso expostas e vulneráveis. Uma ressonância magnética consegue detectar esse dano — e é frequentemente o primeiro indicador que leva um médico a suspeitar de esclerose múltipla.
Outro sintoma precoce que Cubero menciona é a dormência e o formigamento nas pernas, sensações que podem evoluir para falta de mobilidade nos membros. Essas manifestações neurológicas são sinais diretos de que algo está afetando a transmissão de impulsos nervosos pelo corpo.
A enxaqueca também aparece na lista, e com frequência alarmante. Pessoas com esclerose múltipla têm duas vezes mais chances de sofrer com dores de cabeça intensas do que a população geral. Os pesquisadores ainda não entendem completamente por quê, mas existem duas teorias principais: as enxaquecas podem ser desencadeadas pelo dano progressivo ao cérebro, ou a doença pode estar alterando a forma como o corpo regula hormônios que influenciam a dor.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta mais de 2,8 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, aproximadamente 40 mil pessoas vivem com o diagnóstico, segundo dados do Ministério da Saúde. O que acontece é que o sistema imunológico começa a atacar a bainha de mielina, a estrutura responsável por transmitir sinais entre o cérebro e o resto do corpo. Esse ataque gradualmente incapacita o sistema nervoso, fazendo a pessoa perder controle das funções motoras. Visão, equilíbrio e movimento podem ser afetados.
O que torna a história de Cubero tão relevante é que ela expõe um problema real: sintomas neurológicos são frequentemente atribuídos a causas psicológicas quando não há investigação adequada. Três anos de sua juventude foram perdidos em consultas que não levavam a lugar nenhum. Agora ela trabalha para que outras pessoas reconheçam esses sinais mais cedo, antes que o dano neurológico avance ainda mais.
Bemerkenswerte Zitate
Angelina reclamava de dificuldade de concentração e de realizar tarefas cotidianas, mas os médicos insistiam que os sintomas eram fruto apenas da ansiedade— Relato sobre a experiência de Angelina Cubero