Em Pernambuco, a disputa pelo governo do estado revela uma democracia dividida ao meio: João Campos e Raquel Lyra compartilham, com exatidão quase simbólica, 43% das intenções de voto cada. O levantamento da Real Time Big Data, realizado com 1.600 eleitores entre o fim de agosto e o início de setembro de 2026, sugere que a política pernambucana vive um momento de equilíbrio tenso — onde a rejeição, mais do que a preferência, pode ser o fator decisivo na jornada até o poder.
João Campos e Raquel Lyra empatam com 43% na disputa pelo governo de PE
Campos e Lyra permanecem empatados, agora com 44% cada
Como uma pesquisa consegue mostrar dois candidatos completamente empatados? Não há margem de erro que explique isso?
A margem de erro é de 2 pontos porcentuais. Então tecnicamente Campos poderia estar entre 41% e 45%, e Lyra também. Eles estão dentro da mesma faixa, o que significa que não podemos afirmar com segurança quem está na frente.
Exato. O empate é real estatisticamente, mas não nos diz quem ganha. É por isso que olhamos para outros indicadores — e aqui a rejeição de Lyra é 5 pontos maior que a de Campos.
Isso importa mesmo? Se estão empatados em voto, por que a rejeição faria diferença?
Porque rejeição pode se converter em voto. Se você tem 44% de apoio mas 41% de rejeição, há menos espaço para crescimento. Campos tem 36% de rejeição, então teoricamente tem mais margem para conquistar novos eleitores.
Mas isso é especulação. O que a pesquisa realmente diz é que ambos estão empatados agora, em agosto e setembro. Não sabemos como isso evolui até a eleição.
E quanto à pergunta espontânea? Por que Campos e Lyra caem para 23% cada quando não são apresentados os nomes?
Porque muitos eleitores não têm candidato de primeira escolha definido. Quando você não sugere nomes, as pessoas precisam lembrar sozinhas — e 39% não sabem em quem votar.
O importante é notar que a queda é simétrica. Ambos perdem a mesma quantidade de apoio, então a dinâmica do empate se mantém.
E Lula em Pernambuco? Ele está tão forte quanto no resto do país?
Ele está muito forte. 56% é uma vantagem clara. Flávio Bolsonaro fica em 23%, e no segundo turno Lula sobe para 59%.
Mas lembre-se: essa é uma pesquisa de agosto e setembro. Estamos em março agora. Muita coisa pode ter mudado.
El Pulso
- Campos e Lyra estão tecnicamente empatados em todos os cenários testados — primeiro turno, segundo turno e pesquisa espontânea —, tornando a disputa uma das mais equilibradas da história recente do estado.
- A rejeição emerge como o verdadeiro campo de batalha: Lyra acumula 41% de rejeição contra 36% de Campos, uma diferença que pode definir o resultado em um eleitorado polarizado.
- Os demais candidatos somam menos de 10% das intenções, indicando que o espaço político pernambucano está quase inteiramente ocupado pelos dois líderes.
- No cenário presidencial, Lula domina Pernambuco com 56% no primeiro turno e 59% em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, revelando um estado com inclinação clara no plano federal mesmo diante da disputa estadual empatada.
Em Pernambuco, a disputa pelo governo do estado revela uma democracia dividida ao meio: João Campos e Raquel Lyra compartilham, com exatidão quase simbólica, 43% das intenções de voto cada. O levantamento da Real Time Big Data, realizado com 1.600 eleitores entre o fim de agosto e o início de setembro de 2026, sugere que a política pernambucana vive um momento de equilíbrio tenso — onde a rejeição, mais do que a preferência, pode ser o fator decisivo na jornada até o poder.
Uma pesquisa da Real Time Big Data divulgada em março de 2026 retrata Pernambuco como um estado politicamente partido ao meio. João Campos, do PSB, e Raquel Lyra, do PSD, aparecem com 43% das intenções de voto cada no formato estimulado — um empate que se repete em todos os cenários testados pelo levantamento, realizado com 1.600 eleitores entre 29 de agosto e 2 de setembro.
No segundo turno simulado entre os dois, o equilíbrio persiste: ambos chegam a 44%. Mesmo na pesquisa espontânea, sem que os nomes fossem apresentados aos entrevistados, Campos e Lyra empatam novamente, agora com 23% cada. Os demais candidatos — entre eles Renan Hallais (4%), Ivan Moraes (2%) e outros com 1% ou menos — não chegam a ameaçar a polarização entre os dois líderes.
O elemento que diferencia os candidatos não está nas preferências, mas nas rejeições. Lyra registra 41% de rejeição, cinco pontos acima dos 36% de Campos — uma assimetria que pode ganhar peso decisivo à medida que a campanha avança e os eleitores indecisos precisam fazer escolhas.
No plano federal, o eleitorado pernambucano mostra inclinação mais definida. Lula lidera com 56% no primeiro turno e amplia a vantagem para 59% em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que marca 23% e 35%, respectivamente. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Uma pesquisa divulgada na quinta-feira coloca João Campos e Raquel Lyra em posição idêntica na corrida pelo governo de Pernambuco, cada um com 43% das intenções de voto. O levantamento da Real Time Big Data, realizado entre 29 de agosto e 2 de setembro com 1.600 eleitores pernambucanos, revela uma disputa polarizada entre o candidato do PSB e a candidata do PSD, enquanto os demais postulantes ficam significativamente atrás.
Renan Hallais, pela Missão, aparece com 4% das intenções. Ivan Moraes, do PSOL, marca 2%. Um grupo de quatro candidatos — Guilherme Fonseca (PSTU), Professor Jeremias do Banco (Democrata), Professora Camila (UP) e Victor Assis (PCO) — soma apenas 1%. Eleitores que declaram voto em branco ou nulo representam 4%, e 3% não souberam ou não responderam à pergunta.
Em um cenário de segundo turno entre Campos e Lyra, o empate se mantém praticamente inalterado: ambos chegam a 44% cada. Brancos e nulos sobem para 6%, mesmo patamar dos que não sabem ou não responderam. Quando a pesquisa utiliza a metodologia espontânea — sem apresentar os nomes dos candidatos aos entrevistados — Campos e Lyra novamente aparecem empatados, agora com 23% cada. Nesse formato, Marília Arraes é citada por apenas 1%, outros nomes somam 4%, brancos e nulos chegam a 10%, e 39% dos eleitores não sabem em quem votar.
A rejeição, porém, diferencia os dois principais candidatos. Raquel Lyra registra 41% de rejeição, enquanto João Campos fica em 36%. Entre os demais, Renan Hallais tem 33% de rejeição, Ivan Moraes 32%, Victor Assis 25%, Professor Jeremias do Banco 23%, e Professora Camila e Guilherme Fonseca empatam com 22% cada.
No cenário presidencial entre eleitores pernambucanos, Luiz Inácio Lula da Silva lidera com folga. O presidente petista alcança 56% das intenções de voto no formato estimulado. Flávio Bolsonaro, pelo PL, fica em segundo com 23%. Augusto Cury (Avante) marca 7%, enquanto Renan Santos (Missão) e Pablo Marçal (PRTB) têm 3% cada. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 2%, e Romeu Zema (Novo) com 1%. Outros candidatos somam 1%, e brancos, nulos e indecisos representam 2% cada.
Em um eventual segundo turno presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, a vantagem do petista aumenta. Lula chega a 59%, enquanto Flávio fica em 35%. Brancos, nulos e indecisos representam 3% cada. Na pergunta espontânea para presidente, Lula tem 35% e Flávio 17%. Cury marca 2%, Renan e Caiado aparecem com 1% cada, outros nomes somam 2%, brancos e nulos são 11%, e 32% não sabem ou não responderam.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores pernambucanos e possui margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento estadual está registrado sob o protocolo PE-09116/2026, e a pesquisa presidencial sob o protocolo BR-05862/2026.
Citas Notables
Em eventual segundo turno, Campos e Raquel permanecem empatados, agora com 44% cada— Real Time Big Data