Israel vai às urnas num dos momentos mais tensos de sua história recente, quando a disputa entre Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot se equilibra quase no meio-termo. Trata-se da primeira eleição desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023 e de três anos de guerra que deixaram marcas profundas na sociedade e na imagem do país no mundo. Para o eleitorado, a votação é também um julgamento sobre quem deve conduzir o país depois da guerra, enquanto a decisão final dependerá de negociações longas e de alianças ainda por se desenhar.
Israel vai às urnas em eleição apertada que pode tirar Netanyahu do poder
Sobre o túmulo de Gal, eu jurei que o preço que ele pagou não seria em vão
Por que essa eleição pesa tanto mais que as anteriores?
É a primeira desde o ataque de 7 de outubro de 2023, depois de três anos de guerra em Gaza, no Líbano e contra o Irã. A segurança domina tudo.
E quem está na frente?
Ninguém, segundo as pesquisas. Falam em empate técnico, e nenhum bloco chega sozinho aos 61 mandatos. Pesquisa não é resultado.
Por isso o voto de cerca de 10% de indecisos importa tanto.
O apoio de Trump a Netanyahu não ajudou?
Pelo que se reporta, não mudou o cenário nas pesquisas. Se pode ter efeito na urna, ainda não se sabe.
O que Eisenkot representa?
Foi do gabinete de guerra de Netanyahu, saiu em 2024 e perdeu o filho de 25 anos e dois sobrinhos na guerra. Promete uma comissão estatal de inquérito sobre o 7 de outubro.
Vale notar que a projeção de 20 a 23 deputados para o partido dele é estimativa de pesquisas, não dado confirmado.
E depois da votação?
Negociações que podem durar semanas ou meses, talvez com partidos árabes ou dependendo da cláusula de 3,25%.
Se essas alianças acontecerão, ninguém pode afirmar ainda.
O Pulso
- Pesquisas indicam empate técnico entre o bloco de Netanyahu e a oposição de Eisenkot, com cerca de 10% dos eleitores ainda indecisos.
- Nenhum dos lados parece capaz de alcançar sozinho os 61 mandatos necessários para formar governo no Knesset.
- O Likud precisará de parceiros de coalizão, e a fragmentação de 38 chapas inscritas torna qualquer aritmética frágil.
- Partidos pequenos podem ficar abaixo da cláusula de barreira de 3,25%, e o voto árabe pode definir quem governa.
- A formação do governo pode levar semanas ou meses, com o desfecho ainda suspenso no ar.
Israel vai às urnas num dos momentos mais tensos de sua história recente, quando a disputa entre Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot se equilibra quase no meio-termo. Trata-se da primeira eleição desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023 e de três anos de guerra que deixaram marcas profundas na sociedade e na imagem do país no mundo. Para o eleitorado, a votação é também um julgamento sobre quem deve conduzir o país depois da guerra, enquanto a decisão final dependerá de negociações longas e de alianças ainda por se desenhar.
Israel vai às urnas nesta terça-feira numa disputa tão apertada que cerca de 10% do eleitorado ainda não decidiu seu voto. Para Benjamin Netanyahu, a eleição é um teste decisivo: ele tenta manter no poder a coalizão mais à direita da história do país, num momento em que a segurança segue no centro de tudo.
A votação acontece depois de três anos de guerra regional, que incluíram o conflito em Gaza, operações no Líbano e confrontos com o Irã. Pesam também o desgaste da imagem internacional de Israel, as acusações de genocídio em Gaza, a colonização da Cisjordânia e o futuro da relação com os Estados Unidos. Mesmo o apoio de Donald Trump a Netanyahu não mudou um eleitorado profundamente polarizado.
Seu principal adversário é Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior, que deixou o gabinete de guerra em 2024 por falta de uma estratégia clara para o pós-guerra. Filho de imigrantes marroquinos, fez quatro décadas de carreira militar e perdeu na guerra o filho mais novo, de 25 anos, e dois sobrinhos. Entre suas promessas está uma comissão estatal de inquérito sobre as falhas de 7 de outubro, algo que Netanyahu resiste desde o início da guerra.
O resultado deve mostrar quem se aproxima dos 61 mandatos, mas o governo tende a depender de negociações longas, do voto árabe, que representa cerca de 20% da população, e da cláusula de barreira.
Israel vai às urnas nesta terça-feira para escolher seu próximo primeiro-ministro, numa disputa tão apertada que cerca de 10% do eleitorado ainda não definiu o voto. A eleição é tratada como um teste decisivo para Benjamin Netanyahu, que tenta manter no poder a coalizão mais à direita da história do país.
É a primeira votação desde o ataque do Hamas, em 7 de outubro de 2023, e acontece depois de três anos de guerra regional. O país enfrentou o conflito em Gaza, operações militares no Líbano e confrontos com o Irã, o que manteve a segurança no centro da campanha. Pesam também o desgaste da imagem internacional de Israel, acusado de genocídio contra a população da Faixa de Gaza, a colonização da Cisjordânia e o futuro da relação com os Estados Unidos.
As pesquisas apontam empate técnico entre o bloco de Netanyahu e a aliança de oposição liderada por Gadi Eisenkot. Nenhum dos lados parece capaz de alcançar sozinho os 61 mandatos necessários para formar governo no Knesset. Nem o apoio anunciado por Donald Trump a Netanyahu alterou o quadro: o eleitorado segue polarizado.
O sistema agrava a incerteza. Mesmo que o Likud, partido de Netanyahu, tenha a maioria dos votos, só poderá governar se montar coalizões com outras legendas, o que pode não acontecer. Em 2022, a coalizão liderada por ele conquistou 64 cadeiras. Desta vez, 38 chapas se inscreveram, contra 29 na eleição anterior, e duas desistiram antes do pleito. Para entrar no Knesset, cada lista precisa de ao menos 3,25% dos votos; se pequenos partidos ficarem abaixo disso, a distribuição de cadeiras muda.
Isso sugere que as negociações para formar o governo podem levar semanas ou meses. É possível que o vencedor precise recorrer aos blocos partidários árabes. Cerca de 20% da população israelense é árabe, e os grupos, sobretudo os jovens, têm feito campanha para incentivar o voto.
Netanyahu é o político que mais tempo ocupou o cargo de primeiro-ministro. Assumiu pela primeira vez em 1996, aos 46 anos, e soma 19 anos no poder, divididos em seis mandatos, nem sempre consecutivos.
Seu principal adversário é Gadi Eisenkot, 66 anos, do partido Yashar. Ex-chefe do Estado-Maior, ele entrou na política em 2022 e fundou a legenda no ano passado. As pesquisas mais recentes indicam que o partido pode eleger de 20 a 23 deputados. Eisenkot integrou o gabinete de guerra de emergência de Netanyahu, mas saiu em junho de 2024, citando a falta de uma estratégia clara para o pós-guerra.
Filho de imigrantes marroquinos, cresceu em Tiberíades e Eilat, longe dos centros de poder, e fez carreira de quatro décadas nas Forças de Defesa de Israel. Perdeu na guerra o filho mais novo, de 25 anos, e dois sobrinhos. Em artigo de abril de 2026 no jornal Yedioth Ahronoth, escreveu: "Sobre o túmulo de Gal, eu jurei que o preço que ele pagou não seria em vão". Entre suas promessas está uma comissão estatal de inquérito sobre as falhas do 7 de outubro, proposta a que Netanyahu resiste desde o início da guerra.
A apuração deve mostrar quem chega mais perto dos 61 mandatos, mas o desfecho tende a depender de negociações longas, do voto árabe e da cláusula de barreira.
Citações Notáveis
Sobre o túmulo de Gal, eu jurei que o preço que ele pagou não seria em vão.— Gadi Eisenkot, em artigo no Yedioth Ahronoth, abril de 2026