Quando a guerra ultrapassa as fronteiras do campo, nem mesmo o maior palco esportivo do mundo consegue reunir todas as nações. O Irã anunciou, em 11 de março de 2026, que não disputará a Copa do Mundo sediada nos Estados Unidos, México e Canadá, invocando o estado de conflito armado com Washington e Israel como razão irrevogável. A decisão, comunicada pelo ministro do Esporte Ahmad Donyamali à televisão estatal, revela que o esporte, por mais universal que seja, não escapa às fraturas profundas da geopolítica.
Irã desiste de participar da Copa do Mundo em meio a tensões com EUA
Sob nenhuma circunstância poderemos participar
Por que o Irã tomou essa decisão agora, tão perto do torneio?
Porque a morte do aiatolá Khamenei mudou tudo. Não é mais uma questão de segurança de viagem ou logística — é uma questão de soberania e honra nacional. Participar seria visto internamente como capitulação.
Mas Infantino havia dito que havia permissão do governo Trump. Isso não muda nada?
Muda pouco. A permissão de Trump não resolve o problema político interno. Se o Irã fosse, estaria legitimando a presença dos EUA como anfitrião enquanto há guerra entre os países. É uma escolha entre o futebol e a coesão nacional.
Qual é o impacto prático disso? O Grupo G fica desfalcado?
Sim. A Nova Zelândia, a Bélgica e o Egito agora jogam sem o Irã. Significa menos jogos, menos equilíbrio competitivo. A Fifa terá que reorganizar ou aceitar um grupo com apenas três times.
Isso já aconteceu antes em Copas do Mundo?
Não assim. Houve boicotes históricos — a União Soviética em 1984, por exemplo — mas nunca um país desistir tão perto do torneio por causa de um conflito militar direto com o anfitrião.
O que isso diz sobre o futuro das Copas do Mundo?
Que elas não estão imunes à realidade geopolítica. Se as tensões continuarem escalando, outras seleções podem enfrentar pressões semelhantes. A Fifa pode ter que repensar como escolhe anfitriões em tempos de conflito.
Il Polso
- O ministro iraniano declarou em tom categórico que, sob nenhuma circunstância, o país enviará sua seleção a um torneio realizado em solo norte-americano enquanto a guerra estiver em curso.
- A retirada expõe uma contradição direta com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que havia garantido publicamente que o governo Trump permitiria a entrada da delegação iraniana nos EUA.
- O Irã abria mão de uma conquista histórica: a classificação para a quarta Copa consecutiva, liderando seu grupo nas eliminatórias asiáticas.
- Jogos já agendados contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito — em Inglewood, na Califórnia, e em Seattle, Washington — ficam agora sem adversário confirmado no Grupo G.
- A Fifa enfrenta um precedente sem paralelo recente: gerir a ausência forçada de uma seleção qualificada por razões de conflito militar direto entre países anfitriões e participantes.
Quando a guerra ultrapassa as fronteiras do campo, nem mesmo o maior palco esportivo do mundo consegue reunir todas as nações. O Irã anunciou, em 11 de março de 2026, que não disputará a Copa do Mundo sediada nos Estados Unidos, México e Canadá, invocando o estado de conflito armado com Washington e Israel como razão irrevogável. A decisão, comunicada pelo ministro do Esporte Ahmad Donyamali à televisão estatal, revela que o esporte, por mais universal que seja, não escapa às fraturas profundas da geopolítica.
Na manhã de 11 de março de 2026, o ministro do Esporte iraniano Ahmad Donyamali comunicou à televisão estatal o que muitos temiam: o Irã não estará na Copa do Mundo. A decisão foi apresentada sem margem para negociação. Referindo-se à morte do aiatolá Ali Khamenei e ao estado de guerra com os Estados Unidos e Israel, Donyamali deixou claro que a questão transcende o futebol — é uma declaração política e simbólica de Teerã ao mundo.
A retirada contradiz diretamente o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que dias antes havia assegurado que o governo Trump permitiria a participação iraniana no torneio. A declaração do ministro desfaz essa garantia e reafirma que nenhuma autorização externa mudará a posição do país.
O peso esportivo da decisão também é considerável. O Irã havia conquistado sua vaga ao liderar o Grupo A nas eliminatórias asiáticas, garantindo presença na quarta Copa consecutiva. No Grupo G, a seleção teria enfrentado Nova Zelândia e Bélgica em Inglewood, na Califórnia, e o Egito em Seattle, Washington — partidas que agora ficam suspensas no vazio.
O episódio marca um momento raro na história das Copas do Mundo, em que um conflito armado direto entre nações leva uma seleção qualificada a abrir mão do torneio. Para a Fifa, o desafio agora é lidar com a lacuna deixada no Grupo G e responder à pergunta que o caso inevitavelmente levanta: até onde o esporte consegue resistir quando a política declara guerra.
O Irã anunciou nesta quarta-feira, 11 de março, que não participará da Copa do Mundo de 2026. A decisão foi comunicada pelo ministro do Esporte Ahmad Donyamali à televisão estatal iraniana, encerrando qualquer possibilidade de a seleção nacional competir no torneio que será disputado entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá.
A retirada ocorre em contexto de escalada nas tensões entre Irã e Estados Unidos. Donyamali foi direto ao explicar o motivo: "Considerando que este regime corrupto assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo", afirmou o ministro, referindo-se à morte do aiatolá Ali Khamenei. A declaração deixa claro que a decisão transcende questões esportivas e reflete o estado de conflito entre os dois países.
A posição iraniana contraria o que havia sido dito dias antes pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino. Infantino havia afirmado publicamente que a seleção iraniana teria permissão do governo Trump para viajar aos Estados Unidos e participar do torneio, mesmo diante da guerra em andamento. A declaração do ministro iraniano, portanto, desmente essa possibilidade e reafirma que Teerã não enviará sua delegação.
O Irã havia conquistado sua vaga na quarta Copa do Mundo consecutiva ao terminar na liderança do Grupo A na terceira fase das eliminatórias asiáticas no ano passado. A seleção estava inserida no Grupo G do torneio e teria enfrentado três adversários em solo norte-americano. Os jogos estavam marcados para Inglewood, na Califórnia, contra a Nova Zelândia em 15 de junho e contra a Bélgica em 21 de junho. Antes de encerrar a fase de grupos, o Irã ainda enfrentaria o Egito em Seattle, Washington.
A desistência iraniana representa um momento inédito na história recente das Copas do Mundo, onde questões geopolíticas e conflitos militares diretos levam um país a abrir mão de sua participação em um dos maiores eventos esportivos do planeta. A decisão também coloca em xeque a capacidade da Fifa de garantir a participação de todas as seleções qualificadas quando tensões internacionais estão em jogo, e levanta questões sobre como a entidade lidará com a ausência de uma das seleções em seu grupo.
Citazioni salienti
Considerando que este regime corrupto assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo— Ahmad Donyamali, ministro do Esporte do Irã