A Apple, empresa que durante décadas redefiniu o que os consumidores estão dispostos a pagar por um objeto de bolso, aproxima-se de um momento de verdade: o iPhone 18 Pro poderá custar até 300 euros a mais na Europa, não por capricho, mas por força de uma escassez global de componentes alimentada pela corrida à inteligência artificial e pelo custo de fabricar chips em 2 nanómetros. É a primeira vez em anos que a gigante de Cupertino não consegue absorver os custos internamente — e o mercado já começou a responder com ceticismo.
iPhone 18 Pro pode custar até 300€ na Europa; analistas temem colapso de vendas
O balão acabou por rebentar quando a Apple já não conseguiu absorver os custos
Porque é que a escassez de componentes de IA afeta especificamente o iPhone 18 Pro e não, digamos, qualquer outro smartphone?
Porque a Apple usa componentes de topo de gama — memória DRAM e armazenamento NAND de alta performance. Quando toda a indústria de IA está a competir pelos mesmos recursos, os preços disparam para quem precisa da melhor qualidade.
E o processo de 2 nanómetros — é realmente tão mais caro que o anterior?
Sim. Cada salto tecnológico em miniaturização exige investimento massivo em novos equipamentos e processos. É exponencial, não linear. A Apple não tem escolha se quer manter a vantagem de desempenho.
Mas a Apple tem margens enormes. Porque não absorve este custo?
Absorveu durante anos. Mas há um limite. Se continuasse, as margens ficariam insustentáveis. Num mercado competitivo, isso não é viável a longo prazo.
O que significa o rebaixamento de Jeff Pu para "manter"?
Significa que ele acredita que o stock da Apple não vai subir significativamente. Os investidores vão esperar para ver se as vendas realmente caem. É uma pausa, não uma condenação — mas é um aviso.
E se os consumidores simplesmente não comprarem?
Então a Apple terá de escolher: baixar preços, o que prejudica margens, ou manter preços altos e aceitar vendas mais fracas. Nenhuma opção é boa.
Il Polso
- Analistas preveem aumentos de 250 a 300 dólares nos modelos iPhone 18 Pro e Pro Max, o que se traduzirá em cerca de 300 euros a mais para os consumidores europeus.
- A escassez global de memória RAM e armazenamento NAND, agravada pela construção massiva de infraestruturas de IA, está a pressionar toda a cadeia de fornecimento da Apple.
- O salto para o processo de fabrico de 2 nanómetros do chip A20 Pro representa um custo de produção sem precedentes, que a Apple já não consegue esconder nos seus preços.
- Jeff Pu, analista da GF Securities, rebaixou a recomendação das ações da Apple de 'comprar' para 'manter', antecipando uma quebra significativa na procura dos consumidores.
- Com o iPhone 17 ainda a vender bem e sem mudanças radicais previstas na próxima geração, os consumidores terão poucos motivos para aceitar um aumento de preço desta dimensão.
A Apple, empresa que durante décadas redefiniu o que os consumidores estão dispostos a pagar por um objeto de bolso, aproxima-se de um momento de verdade: o iPhone 18 Pro poderá custar até 300 euros a mais na Europa, não por capricho, mas por força de uma escassez global de componentes alimentada pela corrida à inteligência artificial e pelo custo de fabricar chips em 2 nanómetros. É a primeira vez em anos que a gigante de Cupertino não consegue absorver os custos internamente — e o mercado já começou a responder com ceticismo.
A Apple está prestes a ultrapassar um limiar que parecia intocável: analistas da indústria, entre eles Jeff Pu da GF Securities, apontam para aumentos entre 250 e 300 dólares nos modelos iPhone 18 Pro e Pro Max, previstos para setembro. Em Portugal e no resto da Europa, esse valor deverá traduzir-se em cerca de 300 euros a mais no preço final — um número que, até há pouco, era considerado o teto do que os consumidores aceitariam.
A razão desta vez não é cosmética. A corrida global à inteligência artificial criou uma escassez real de componentes críticos: a memória RAM e o armazenamento NAND tornaram-se recursos disputados à escala mundial, com preços a disparar. A isso soma-se o custo do novo processo de fabrico de 2 nanómetros, necessário para o chip A20 Pro — uma despesa que a Apple já não consegue absorver internamente como fez durante anos.
A resposta do mercado foi imediata. Jeff Pu rebaixou a sua recomendação sobre as ações da Apple de 'comprar' para 'manter', prevendo uma quebra séria na procura. O cenário é agravado pelo contexto: o iPhone 17 vendeu muito bem, e as novidades da próxima geração não serão suficientemente marcantes para justificar um salto de preço desta magnitude. Quem já tem um iPhone recente terá poucos motivos para atualizar; quem ainda não deu o salto pode simplesmente desistir. A Apple enfrenta agora uma escolha sem boas opções: manter os preços e ver as vendas cair, ou ceder e comprimir as suas margens.
A Apple está prestes a fazer o que parecia impossível: empurrar ainda mais para cima o preço de um smartphone de topo de gama. Analistas da indústria, incluindo Jeff Pu da GF Securities, apontam para aumentos entre 250 e 300 dólares nos modelos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max, que deverão ser apresentados em setembro. Quando estes valores chegarem ao mercado europeu, especialmente em Portugal, espera-se que se traduzam em preços na casa dos 300 euros — um patamar que, até há pouco, parecia ser o limite absoluto do que os consumidores aceitariam pagar.
Mas desta vez, a justificação não é a de sempre. Não se trata de ecrãs mais brilhantes ou materiais mais exóticos. A Apple está encurralada pela sua própria cadeia de fornecedores. A construção massiva de infraestruturas de inteligência artificial em todo o mundo criou uma escassez global de componentes críticos — memória RAM e armazenamento NAND tornaram-se recursos disputados, e os seus preços dispararam. Simultaneamente, o salto para o novo processo de fabrico de 2 nanómetros, necessário para os processadores A20 Pro, representa um custo substancialmente mais elevado para a gigante de Cupertino.
Durante anos, a Apple conseguiu absorver estes aumentos de custos, mantendo os preços relativamente estáveis. Mas o limite foi atingido. O mercado não perdoa, e Jeff Pu respondeu imediatamente: rebaixou a recomendação das ações da Apple de "comprar" para "manter", antecipando uma quebra séria na procura dos consumidores comuns. É um sinal de alarme claro: nem o iPhone vai vender como antes.
O timing torna isto ainda mais delicado. O iPhone 17 vendeu muito bem, e as mudanças que virão com a geração seguinte não serão significativas o suficiente para justificar um salto de preço desta magnitude. Os consumidores que estão satisfeitos com o modelo atual terão pouca razão para fazer upgrade. E os que ainda não têm um iPhone de topo de gama podem simplesmente decidir que 300 euros é demasiado, independentemente do que a Apple oferece. A empresa enfrenta um dilema: ou mantém os preços altos e vê as vendas caírem, ou cede e absorve margens mais finas. Qualquer uma das opções representa um problema.
Citazioni salienti
A Apple está encostada à parede pela própria cadeia de fornecedores— Análise de mercado
O analista da GF Securities antecipa uma quebra séria na procura por parte dos consumidores comuns— Jeff Pu, GF Securities