Em São Paulo, o escritório de Milton Leite foi invadido por pessoas que ignoraram R$ 19 mil em espécie e levaram apenas as gravações das câmeras de segurança — um gesto que, na sua seletividade, diz mais do que qualquer manifesto. Quando ladrões desprezam o dinheiro e perseguem imagens, o que está em jogo não é posse, mas memória. A investigação que se abre não é apenas sobre um crime, mas sobre o que alguém, em algum momento, não queria que fosse visto.