Infarmed analisa eventual comparticipação de medicamentos para a obesidade após nova recomendação da OMS

Para já, o que existe é uma análise em curso, não uma decisão.
A ministra confirmou a avaliação no Infarmed, sem anunciar medicamentos, valores ou prazos.
Mark

Qual é, afinal, a novidade desta notícia?

Mimi

São duas coisas. A OMS recomendou pela primeira vez usar esta classe de medicamentos, até aqui ligada à diabetes e à perda de peso, para tratar a obesidade. E a ministra confirmou que o Infarmed está a analisar a comparticipação.

Mark

A obesidade é um problema assim tão grande?

Mimi

Segundo a OMS, afeta mil milhões de pessoas. É por isso que a recomendação tem peso.

Luke

Convém não ler demasiado. A ministra falou de uma análise, não de uma decisão. Comparticipação não está prometida.

Mark

Então o que disse ela sobre os critérios?

Mimi

Que tem de ser avaliado pelos peritos e ficar dentro das indicações da DGS para situações consideradas graves.

Luke

E o que são situações graves? A notícia não o diz. Também não diz que medicamentos estão em causa, nem quanto custariam, nem quando haverá resposta.

Mark

Quem decide, no fim?

Mimi

A avaliação cabe ao Infarmed, com base nas indicações da DGS. A notícia não detalha mais o processo.

Luke

Exato. Para já sabemos que há uma análise e um enquadramento, e pouco mais.

  • Uma recomendação inédita da OMS abre a porta a um novo uso de medicamentos da diabetes no tratamento da obesidade.
  • O tema chega à agenda política num momento em que a obesidade já afeta cerca de mil milhões de pessoas no mundo.
  • O Infarmed avalia agora a possibilidade de comparticipação, sob um quadro de critérios clínicos ainda por definir.
  • A ministra recusa generalizações e remete a decisão para peritos e para as indicações da DGS nos casos graves, deixando o desfecho em suspenso.

Numa quarta-feira de inverno, enquanto recebia as vacinas da gripe e da Covid-19, a ministra da Saúde confirmou que o Infarmed analisa a eventual comparticipação de medicamentos contra a obesidade. A análise surge depois de a Organização Mundial da Saúde ter aconselhado, pela primeira vez, que uma classe de fármacos conhecida sobretudo pelo seu papel na diabetes e na perda de peso passe também a ser usada no tratamento da obesidade. É uma doença que atinge mil milhões de pessoas no mundo, e por isso a decisão pode vir a pesar na vida de muitos doentes. Para já, a questão permanece em aberto, à espera de que os peritos decidam se, e em que termos, o Estado a acolherá.

Ana Paula Martins tinha acabado de se vacinar contra a gripe e a Covid-19 quando os jornalistas lhe colocaram a pergunta do dia. Na quarta-feira, a ministra da Saúde confirmou que o Infarmed está a analisar a possibilidade de comparticipar medicamentos para o tratamento da obesidade.

A questão surge poucos dias depois de a OMS ter divulgado novas recomendações. Pela primeira vez, a organização aconselha o alargamento do uso de uma classe de fármacos, associada até agora à diabetes e à perda de peso, ao tratamento da obesidade, uma doença que afeta mil milhões de pessoas em todo o mundo.

A ministra foi cautelosa. Disse que a matéria cabe aos peritos e que qualquer decisão terá de respeitar as indicações da DGS para os casos graves. Não haverá, portanto, uma comparticipação generalizada. Para já, não foram anunciados medicamentos concretos, valores, nem prazos.

Fica por saber se o Estado virá a comparticipar estes tratamentos e em que condições. A resposta dependerá da avaliação do Infarmed e dos critérios clínicos que vierem a ser definidos.

Ana Paula Martins tinha acabado de se vacinar contra a gripe e a Covid-19 quando os jornalistas lhe fizeram a pergunta do dia. A ministra da Saúde respondeu, na quarta-feira, que o Infarmed está a analisar a possibilidade de comparticipar medicamentos para o tratamento da obesidade.

A questão surgiu poucos dias depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter divulgado novas recomendações sobre a doença. Pela primeira vez, a organização aconselhou o alargamento do uso de uma classe de medicamentos, até agora associada à diabetes e à perda de peso, ao tratamento da obesidade.

A dimensão do problema ajuda a perceber o peso da recomendação: segundo a OMS, a obesidade afeta mil milhões de pessoas em todo o mundo. Trata-se, portanto, de uma das condições de saúde mais disseminadas, e a possibilidade de haver apoio público para o tratamento farmacológico é uma questão com impacto potencial em muitos doentes.

Nas declarações aos jornalistas, a ministra foi cautelosa quanto aos termos de uma eventual decisão. Disse que a matéria tem de ser avaliada pelos peritos e que terá de enquadrar-se nas indicações definidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para as situações consideradas graves. Ou seja, qualquer comparticipação, a existir, não será generalizada e ficará dependente de critérios clínicos definidos pelas autoridades de saúde.

O que existe, para já, é uma análise em curso. Não foi anunciada nenhuma decisão, nem foram apresentados medicamentos concretos, valores de comparticipação ou prazos. O que a ministra confirmou foi o processo de avaliação no Infarmed e o quadro em que ele terá de se mover.

Fica por saber se o Estado virá a comparticipar estes medicamentos e em que condições. A resposta dependerá da avaliação do Infarmed e das indicações da DGS para os casos graves.

Tem de ser avaliado pelos peritos e tem de estar dentro das indicações definidas pela DGS para situações consideradas graves.
— Ana Paula Martins, ministra da Saúde
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