Na noite de quarta-feira, um prédio que hoje abriga laboratórios de fármacos, informática e genética na Universidade Federal de Pernambuco, no Recife, foi tomado pelas chamas. Não houve vítimas, mas o episódio chega como um lembrete silencioso de quanto trabalho acumulado de pesquisa depende de estruturas frágeis e de cuidados que raramente aparecem nas manchetes. A causa ainda não foi confirmada, e a instituição agora mede perdas que talvez só se revelem com o tempo, nos experimentos interrompidos e nos caminhos científicos que precisarão ser refeitos.
Incêndio atinge prédio de laboratórios da UFPE; é o terceiro caso em uma semana
É o terceiro incêndio na UFPE em uma semana.
Três incêndios em uma semana na mesma universidade. Por que isso chama tanta atenção?
Pela repetição e pelo lugar. Os três foram em laboratórios, em 30 de setembro, 4 de outubro e 7 de outubro. E o último atingiu um prédio com pesquisa em fármacos, informática e genética.
Houve feridos?
Em nenhum dos três casos houve registro de vítimas, e isso é o dado mais tranquilizador.
Vale separar o que está confirmado. Que são três incêndios, está. Que estejam ligados, ninguém disse.
Verdade. A nota fala em suspeita de uma câmara de alta temperatura no caso da Física. Nos outros dois, não há causa confirmada.
E sobre o prédio da Dine, o que se sabe do estrago?
Que foi significativo e que a estrutura sofreu grandes danos, segundo a UFPE. Mas a universidade ainda vai avaliar a extensão. Não há número de laboratórios perdidos nem de pesquisas afetadas.
A própria UFPE atribui a rapidez do fogo ao tipo de produto armazenado, mas isso é a versão da instituição.
As aulas continuam?
Sim, foram mantidas na quinta-feira (8), porque o incêndio foi em área afastada do campus.
Le Pouls
- Em menos de uma semana, a UFPE registra o terceiro incêndio, e a sequência já pesa como alerta sobre a segurança dos seus laboratórios.
- As chamas se espalharam rapidamente por um prédio de pesquisa, e o tipo de material armazenado acelerou o estrago na estrutura.
- Cinco viaturas do Corpo de Bombeiros trabalharam até controlar o fogo na noite de quarta-feira, enquanto o rescaldo seguia pela madrugada.
- A universidade corre para avaliar os danos e o impacto sobre pesquisas em andamento, mas ainda não há balanço do que foi perdido.
- Com a causa sem confirmação e as aulas mantidas nesta quinta-feira, a pergunta que resta é o que se perdeu e como a instituição vai evitar um quarto episódio.
Na noite de quarta-feira, um prédio que hoje abriga laboratórios de fármacos, informática e genética na Universidade Federal de Pernambuco, no Recife, foi tomado pelas chamas. Não houve vítimas, mas o episódio chega como um lembrete silencioso de quanto trabalho acumulado de pesquisa depende de estruturas frágeis e de cuidados que raramente aparecem nas manchetes. A causa ainda não foi confirmada, e a instituição agora mede perdas que talvez só se revelem com o tempo, nos experimentos interrompidos e nos caminhos científicos que precisarão ser refeitos.
Por volta das 19h30 da quarta-feira, testemunhas viram chamas surgirem em um prédio da Universidade Federal de Pernambuco, na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife. O Corpo de Bombeiros enviou cinco viaturas, e não houve registro de vítimas.
O edifício atingido é o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, a Dine. Hoje ele abriga laboratórios de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. Era, portanto, um espaço de trabalho científico, não um prédio vazio à noite.
No fim da noite, os Bombeiros informaram que o fogo estava controlado, mas os estragos foram significativos. Segundo a UFPE, o tipo de produto guardado no local ajudou a propagar as chamas. A causa ainda não foi confirmada.
O reitor Alfredo Gomes esteve no local. A universidade afirma que vai medir a extensão dos danos e os efeitos sobre as pesquisas, e ainda não há balanço do que foi perdido. As aulas foram mantidas na quinta-feira, pois a área atingida fica afastada do campus.
O episódio é o terceiro em uma semana. Em 30 de setembro, um laboratório de Física pegou fogo, suspeitando-se de uma câmara de alta temperatura. No domingo, outro incêndio atingiu o laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal. Nenhum dos casos deixou feridos, e a universidade não liga os episódios entre si.
Daqui em diante, o foco está no levantamento dos danos, no impacto sobre a pesquisa e na eventual definição da origem do fogo.
Por volta das 19h30 da quarta-feira (7), testemunhas viram o fogo começar em um prédio da Universidade Federal de Pernambuco, na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife. Imagens feitas no local mostram as chamas avançando pela construção. O Corpo de Bombeiros enviou cinco viaturas. Não houve registro de vítimas.
O imóvel atingido é o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, a Dine. Hoje ele abriga laboratórios de fármacos, de informática e de genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. Ou seja, é um edifício de trabalho científico, e não um prédio administrativo vazio à noite.
No fim da noite, os Bombeiros informaram que o incêndio estava controlado e que as equipes faziam o trabalho de rescaldo. Mesmo assim, os danos foram significativos. Segundo a UFPE, o tipo de produto armazenado no prédio contribuiu para a rápida propagação das chamas e para os grandes estragos na estrutura. A causa do fogo ainda não foi confirmada.
Em nota, a universidade disse que chamou os Bombeiros assim que o incêndio foi identificado. O reitor, Alfredo Gomes, esteve no local. Agora, a instituição afirma que vai avaliar a extensão dos danos e os efeitos sobre as pesquisas conduzidas ali. Não há, até aqui, balanço do que foi perdido.
A UFPE também informou que o incêndio ocorreu em uma área mais afastada do campus. Por isso, as aulas foram mantidas na quinta-feira (8).
O episódio de quarta é o terceiro registrado na universidade em uma semana. No dia 30 de setembro, um incêndio atingiu um laboratório do Departamento de Física. Ninguém ficou ferido. Segundo a universidade, a suspeita é que o fogo tenha começado em uma câmara de alta temperatura usada para aquecer substâncias.
No domingo (4), outro incêndio foi registrado no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Também não houve vítimas. As informações divulgadas não ligam os três casos entre si, e a causa do incêndio mais recente segue em aberto.
O que se acompanha daqui em diante é o levantamento dos danos nos laboratórios da antiga Dine, o impacto sobre as pesquisas e a eventual definição da origem do fogo.
Citations marquantes
O tipo de produtos armazenados no prédio contribuiu para a rápida propagação das chamas e provocou grandes danos na estrutura; as causas ainda não foram confirmadas.— UFPE, em nota (paráfrase)