IBGE venderá mapa com Brasil no centro após grande procura

Um mapa que questiona onde o mundo coloca seu próprio centro
O IBGE decidiu vender o mapa após receber consultas sobre sua disponibilidade, refletindo interesse em perspectivas cartográficas alternativas.
Mark

Por que um mapa com o Brasil no centro gerou tanto interesse assim?

Mimi

Porque a maioria dos mapas que vemos coloca a Europa ou a América do Norte no centro. É uma convenção tão naturalizada que quase não percebemos. Um mapa diferente questiona isso.

Luke

Mas quanto interesse exatamente? O IBGE diz "grande sucesso" e "demanda", mas não dá números. Quantas consultas? Quantas pessoas querem comprar?

Mimi

Boa pergunta. O texto não especifica. Sabemos que houve consultas suficientes para justificar a comercialização, mas não temos a métrica.

Mark

E o mapa foi criado especificamente para este estudo sobre o G20 e desenvolvimento sustentável?

Mimi

Sim, faz parte de uma publicação maior que conecta as agendas do G20 com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O mapa é um elemento visual desse trabalho.

Luke

Então o mapa não é novo — foi criado para um propósito específico e depois as pessoas pediram para comprar?

Mimi

Exatamente. Não é uma criação recente pensada como produto. É um material que surgiu de uma pesquisa e ganhou vida própria por causa do interesse.

Mark

Qual é a relevância do Brasil ter reduzido a mortalidade por água não tratada?

Mimi

Mostra que o país avançou em um indicador concreto de desenvolvimento. De 7,2% em 2000 para 4,4% em 2022. É um dado que o IBGE quis destacar.

Luke

Mas esse dado está no mesmo documento que o mapa, certo? Não é uma novidade — é parte do estudo sobre o G20.

Mimi

Correto. É um dos achados do trabalho mais amplo.

Mark

O que mais o mapa mostra além de colocar o Brasil no centro?

Mimi

Identifica os membros do G20, os países com representação diplomática brasileira, e traz informações básicas como população e área do Brasil.

Luke

Então é um mapa temático, não apenas uma reorientação geográfica.

Mimi

Isso mesmo. Tem camadas de informação política e diplomática.

  • O lançamento de um mapa-múndi com o Brasil no centro gerou tantas consultas ao IBGE que o instituto decidiu transformar o material acadêmico em produto à venda.
  • A publicação original, lançada em 9 de abril, conectava as prioridades do G20 aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU — e o mapa era sua ferramenta visual mais impactante.
  • O documento expõe lacunas entre os países do G20 e as metas globais de desenvolvimento, mas registra avanços brasileiros, como a queda na mortalidade por consumo de água não tratada.
  • Ao deslocar a Europa do centro da projeção, o IBGE faz uma escolha política e simbólica: o mapa identifica membros do G20 e países com representação diplomática brasileira a partir de um novo ponto de referência.
  • O interesse público sinaliza uma sede por perspectivas cartográficas que desafiem as hierarquias visuais embutidas nos mapas convencionais — e o IBGE respondeu tornando essa visão acessível a qualquer pessoa.

Há séculos, os mapas ensinaram ao mundo onde está o centro — e esse centro raramente ficava no Sul. Ao posicionar o Brasil no meio da projeção cartográfica, o IBGE não apenas reorganiza meridianos: convida o olhar a questionar quais hierarquias visuais foram naturalizadas pela tradição ocidental. A demanda popular pelo mapa, grande o suficiente para justificar sua comercialização, revela que muitos estavam esperando ver o mundo de outro ângulo.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística anunciou que passará a vender um mapa-múndi com o Brasil posicionado no centro da projeção cartográfica. A decisão veio após o que o próprio IBGE chamou de "grande sucesso" no lançamento do material, que despertou tantas consultas sobre como adquiri-lo que o instituto optou por disponibilizá-lo em sua loja virtual.

O mapa integrava uma publicação lançada em 9 de abril, dedicada a analisar as sinergias entre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e as prioridades do G20. Mais do que ilustração, a cartografia funcionava como argumento visual: ao reposicionar o Brasil, ela convidava o leitor a enxergar as relações internacionais a partir de outro eixo.

A publicação também avaliou o quanto os países do G20 estão distantes das metas globais de desenvolvimento. No caso brasileiro, um dado se destacou positivamente: a taxa de mortalidade associada ao consumo de água não tratada caiu de 7,2% em 2000 para 4,4% em 2022.

Além de centralizar o Brasil, o mapa identifica os demais membros do G20 e os países onde o Brasil mantém representação diplomática, e traz informações básicas sobre o território nacional. Ao romper com a convenção ocidental que coloca a Europa ou o Atlântico Norte como referência, o IBGE fez uma escolha deliberada — e o público respondeu. A decisão de comercializar o produto transforma um instrumento de pesquisa em objeto de reflexão acessível a qualquer cidadão.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística anunciou na segunda-feira que comercializará um mapa-múndi com o Brasil posicionado no centro da projeção cartográfica. A decisão veio após o que o IBGE descreveu como um "grande sucesso" no lançamento do documento, que gerou consultas suficientes sobre sua disponibilidade para justificar a venda através da loja virtual do instituto.

O mapa foi apresentado como parte de uma publicação mais ampla divulgada uma semana antes, em 9 de abril. Intitulada "Criando Sinergias entre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o G20: caderno desigualdades - primeiras análises", a obra buscava conectar as prioridades do G20 com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. A cartografia serviu como ferramenta visual para esse diálogo entre agendas internacionais.

O documento analisa a distância entre os países do G20 e as metas de desenvolvimento propostas. Embora a análise geral apontasse lacunas significativas, o Brasil apresentava alguns indicadores positivos. A taxa de mortalidade associada ao consumo de água não tratada caiu de 7,2% em 2000 para 4,4% em 2022 — uma redução que o IBGE destacou como avanço concreto.

Além de reposicionar o Brasil geograficamente, o mapa identifica os membros do G20 e os países onde o Brasil mantém representação diplomática. A nova edição do atlas inclui ainda informações básicas sobre o país, como população e extensão territorial. A escolha de colocar o Brasil no centro da projeção cartográfica representa um desvio deliberado das convenções de mapeamento ocidentais tradicionais, que historicamente posicionam a Europa ou o Atlântico Norte como ponto de referência.

O interesse demonstrado pelo público em adquirir o mapa sugere uma demanda por perspectivas cartográficas alternativas que questionem as hierarquias visuais embutidas nas representações geográficas convencionais. A decisão do IBGE de comercializar o produto reflete essa receptividade e transforma um material de pesquisa em um bem acessível ao público em geral.

O lançamento foi descrito como um 'grande sucesso' pelo IBGE
— IBGE
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