IBGE vende 4,1 mil mapas-múndi com Brasil no centro do planeta

A Terra é redonda, e não há centro absoluto
A resposta do presidente Lula à polêmica sobre qual seria a representação cartográfica correta do planeta.
Mark

Por que um mapa com o Brasil no centro gerou tanta polêmica? Não é só uma questão de perspectiva?

Mimi

Exatamente. Mas a gente está tão acostumado a ver Europa e África no meio que qualquer outra coisa parece estranha. O IBGE estava fazendo algo que é cartograficamente válido, mas culturalmente inesperado.

Luke

Espera — o IBGE disse que a decisão de vender veio "após diversos pedidos". Mas quem pediu? Quantas pessoas? Isso é atribuído a ninguém.

Mimi

Boa observação. A gente sabe que houve interesse, mas não temos números sobre quantas pessoas realmente pediram.

Mark

E por que o mapa esgotou no primeiro dia? Isso foi planejado ou foi surpresa?

Mimi

O IBGE não deixa claro. Só diz que decidiu vender "devido ao grande sucesso", mas não explica se a quantidade inicial era pequena ou se a demanda foi realmente inesperada.

Luke

Também não sabemos quantas unidades foram impressas inicialmente. Quatro mil em nove dias soa muito, mas sem saber o estoque inicial, é difícil avaliar se foi realmente um esgotamento ou apenas uma venda bem-sucedida.

Mark

O presidente Lula respondeu com "A Terra é redonda". Isso foi uma aprovação do mapa ou só uma brincadeira?

Mimi

Provavelmente os dois. Funcionou como uma forma de validar a ideia sem entrar na briga das redes sociais.

Luke

Mas note que Lula não falou diretamente sobre o mapa. Ele republicou alguém que fez a piada. Isso é uma resposta indireta, como o texto diz. Não é uma declaração oficial sobre a cartografia.

  • O mapa esgotou no próprio dia de lançamento virtual, revelando uma demanda reprimida por representações que fogem ao padrão eurocêntrico tradicional.
  • Nas redes sociais, a polêmica se acendeu rapidamente: colocar o Brasil no centro do mundo foi lido por alguns como gesto político, por outros como exercício legítimo de perspectiva geográfica.
  • O presidente Lula entrou na conversa de forma oblíqua, republicando a frase 'a Terra é redonda' — uma resposta filosófica que desarmou a controvérsia sem alimentá-la diretamente.
  • O IBGE planeja lançar versões maiores do mapa até o fim de maio, sinalizando que a demanda não foi um fenômeno passageiro, mas um interesse real e crescente.

Quando um instituto de geografia coloca seu próprio país no centro do mundo, não está distorcendo a realidade — está lembrando que toda representação cartográfica é, antes de tudo, um ato de escolha. O IBGE vendeu 4,1 mil mapas-múndi com o Brasil centralizado em menos de dez dias, provocando um debate que vai além da geografia: quem decide onde fica o centro? A resposta, como sugeriu o próprio presidente Lula ao republicar que 'a Terra é redonda', é que num planeta esférico, o centro está em todo lugar — e em lugar nenhum.

Em pouco mais de uma semana, o IBGE vendeu 4,1 mil cópias de um mapa-múndi que posiciona o Brasil no centro do planeta. O lançamento aconteceu em 16 de abril e a procura foi tão intensa que o produto chegou a ficar indisponível na loja virtual do instituto no próprio dia de estreia — resultado direto do grande interesse gerado após a apresentação do mapa em evento da Casa G20, no Rio de Janeiro, em 9 de abril.

Atualmente disponível apenas no formato A3 por dez reais mais frete, o mapa foi customizado para destacar os países do G20 e aqueles com representação diplomática brasileira, além de trazer dados básicos sobre o Brasil. O instituto planeja ampliar a oferta até o fim de maio, com versões nos formatos A0 e A1.

A iniciativa reacendeu um debate antigo sobre cartografia e poder: os mapas convencionais centralizam Europa e África, relegando as Américas à esquerda. Não há, porém, uma representação única e correta — a escolha do centro é sempre uma escolha de perspectiva. O presidente Lula resumiu a questão com economia de palavras ao republicar uma postagem com a frase 'a Terra é redonda', sugerindo que, num objeto esférico, toda centralidade é relativa.

Em pouco mais de uma semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística conseguiu vender 4,1 mil cópias de um mapa-múndi que coloca o Brasil no centro do planeta. O lançamento ocorreu em 16 de abril, e a procura foi tão intensa que o produto chegou a ficar indisponível na loja virtual do IBGE no próprio dia de estreia.

A decisão de comercializar a representação cartográfica surgiu após o instituto receber diversos pedidos e consultas sobre disponibilidade. O IBGE informou à Metrópoles que resolveu colocar o mapa à venda especificamente por causa do grande sucesso do lançamento. Até as 13h de quinta-feira, 25 de abril, já haviam sido comercializados os 4,1 mil exemplares.

No momento, o mapa está disponível apenas no formato A3, medindo 42 centímetros por 29,7 centímetros, ao preço de dez reais mais a taxa de frete. O instituto planeja expandir a oferta até o final de maio, disponibilizando versões maiores nos formatos A0 (118,9 por 84,1 centímetros) e A1 (84,1 por 59,4 centímetros). A representação foi customizada para destacar os países que integram o G20 — o grupo das maiores economias mundiais — além daqueles que mantêm representação diplomática brasileira. O mapa também traz informações básicas sobre o Brasil, como população e área territorial.

O produto gerou debate considerável nas redes sociais após ser apresentado em evento da Casa G20, no Rio de Janeiro, em 9 de abril. A polêmica girou em torno da própria ideia de colocar o Brasil no centro da representação planetária, algo que foge do padrão cartográfico tradicional. Os mapas-múndi convencionais costumam centralizar Europa e África, posicionando as Américas à esquerda e a Ásia à direita. Contudo, não existe uma forma única e "correta" para representar o globo terrestre — a escolha depende fundamentalmente do ponto de vista do observador.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu indiretamente à controvérsia ao republicar uma postagem de um perfil que documenta momentos curiosos da política latino-americana. Na republicação, o perfil do petista comentou simplesmente: "A Terra é redonda". A frase funcionou como uma resposta leve à discussão sobre qual seria a representação mais legítima do planeta, sugerindo que todas as perspectivas têm validade quando se trata de um objeto esférico sem um "topo" ou "centro" absoluto.

A Terra é redonda
— Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em resposta indireta à polêmica sobre o mapa
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