No dia 12 de agosto, um avião da Iberia deixará de ser apenas um meio de transporte para se tornar um observatório suspenso entre a Terra e o cosmos. A dez mil metros de altitude, acima das nuvens e das imperfeições da atmosfera, um Airbus transmitirá ao mundo inteiro — gratuitamente e em tempo real — a totalidade de um eclipse solar sobre Palência, sustentado pela mesma rede de satélites que está a redefinir o que é possível fazer no ar. É um momento em que a tecnologia comercial e a curiosidade científica se encontram, lembrando-nos que a fronteira entre o quotidiano e o extraordinário é, mu