Num laboratório de Stanford, investigadores liderados por Brian Hie criaram a primeira geração de bacteriófagos concebidos por inteligência artificial, capazes de eliminar bactérias resistentes que os vírus naturais já não conseguiam derrotar. A descoberta inscreve-se numa longa busca humana por alternativas aos antibióticos, mas desta vez com uma ferramenta que a natureza nunca imaginou: máquinas que escrevem código genético. Como tantas inovações que ampliam o poder humano sobre a vida, esta carrega em si tanto a promessa de cura como a sombra do risco.