Homem morre baleado em confronto entre PMs e assaltantes em São Gonçalo

Um homem morreu baleado durante confronto entre policiais e assaltantes; familiares contestam se ele estava envolvido no incidente.
Carregavam faixas pedindo justiça no enterro
Familiares protestaram durante o funeral de Alan, contestando a versão policial sobre sua morte.
Mark

Como é que a polícia explica a morte dele se ele estava saindo do trabalho?

Mimi

A PM diz que houve um confronto intenso com assaltantes, e Alan foi encontrado baleado no local. Mas não deixa claro se ele estava envolvido ou se foi atingido por acaso.

Luke

Aí está o problema. A polícia oferece dois fatos: havia um arrastão, houve tiroteio, Alan estava lá e morreu. Mas não diz quem disparou, em que circunstâncias exatas, se havia civis na área.

Mark

E o histórico criminal dele? Isso muda alguma coisa?

Mimi

A polícia menciona que ele tinha antecedentes por roubo e lesão corporal. A família contesta isso, dizendo que ele estava voltando do trabalho, não participando de assaltos.

Luke

Dois históricos diferentes do mesmo homem. Um é verificável — os antecedentes existem. O outro é testemunho de pessoas próximas. Nenhum dos dois nos diz o que ele estava fazendo naquele exato momento na rodovia.

Mark

Então a investigação vai tentar descobrir isso?

Mimi

A Delegacia de Homicídios está colhendo depoimentos e fazendo perícia. Mas até agora, o que temos é a versão da polícia e a contestação da família.

Luke

E o que a perícia pode realmente dizer? Pode dizer de que ângulo veio o disparo, talvez. Mas não pode dizer se Alan estava fugindo, se estava passando, se estava armado. Esses detalhes ainda estão no escuro.

Mark

Por que a família acredita que ele não estava envolvido?

Mimi

Porque dizem que ele estava saindo do trabalho. É o que publicaram nas redes sociais, é o que repetiram no funeral.

Luke

Mas ninguém apresentou comprovante de onde ele trabalhava, a que horas saía, qual era sua rota. São afirmações, não evidências. Importantes, mas não conclusivas.

  • Um tiroteio intenso entre policiais das Rondas Especiais e assaltantes em ação de arrastão deixou Alan de Souza Nascimento morto na Rodovia Niterói-Manilha — ele não chegou a ser salvo, apesar de uma ambulância ter tentado socorrê-lo.
  • A Polícia Militar divulgou que Alan tinha antecedentes criminais por roubo e lesão corporal, lançando sombra sobre sua presença no local do confronto.
  • Familiares e amigos rejeitaram a versão oficial nas redes sociais, insistindo que ele voltava do trabalho e não tinha qualquer ligação com os assaltantes ou o tiroteio.
  • A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí assumiu o caso, realizando perícia e colhendo depoimentos para reconstruir o que de fato aconteceu.
  • No funeral, no Cemitério São Miguel, os presentes ergueram faixas e cartazes pedindo justiça — transformando a cerimônia em protesto público contra a narrativa policial.

Na Rodovia Niterói-Manilha, em São Gonçalo, um confronto entre policiais militares e assaltantes deixou um homem morto — e deixou também uma pergunta sem resposta. Alan de Souza Nascimento, segundo sua família, saía do trabalho quando foi atingido por uma bala; segundo a polícia, possuía antecedentes criminais. Entre essas duas versões, a Delegacia de Homicídios investiga, enquanto os que o amavam transformaram seu enterro em um ato de resistência. É uma história antiga nas periferias do Rio, mas que ganha novo peso cada vez que uma família recusa o silêncio.

Alan de Souza Nascimento morreu no sábado, 23 de fevereiro, depois de ser baleado durante um confronto entre policiais militares e assaltantes na Rodovia Niterói-Manilha, em São Gonçalo. Uma ambulância que passava pela via tentou levá-lo ao Hospital Estadual Alberto Torres, mas ele não resistiu e morreu no caminho.

Os policiais das Rondas Especiais e Controle de Multidões, em apoio ao 7º BPM, respondiam a um chamado de arrastão na altura da comunidade do Boaçu quando o tiroteio eclodiu. Os criminosos fugiram. Ao fim da troca de tiros, os agentes encontraram Alan baleado no local. A PM informou, em nota, que ele possuía antecedentes criminais por roubo e lesão corporal.

Mas essa informação não silenciou sua família. Nas redes sociais, parentes e amigos contestaram a versão policial, afirmando que Alan saía do trabalho e não tinha qualquer relação com os assaltantes. A pergunta que eles faziam era direta: como um homem que voltava do trabalho teria se envolvido em um tiroteio?

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí assumiu a investigação, realizou perícia no local e começou a colher depoimentos. No domingo seguinte, Alan foi sepultado no Cemitério São Miguel. No funeral, os presentes não guardaram silêncio — carregavam faixas e cartazes pedindo justiça, transformando o enterro em um ato de protesto. A investigação segue aberta, mas as perguntas já chegaram às ruas.

Alan de Souza Nascimento estava saindo do trabalho quando uma bala o atingiu. Isso, pelo menos, é o que sua família e amigos insistem ter sido verdade. No sábado, 23 de fevereiro, um confronto entre policiais militares e assaltantes eclodiu na Rodovia Niterói-Manilha, em São Gonçalo, e quando a fumaça baixou, Alan estava morto. Ele nunca chegou ao Hospital Estadual Alberto Torres, apesar de uma ambulância que passava pela via ter tentado levá-lo. Morreu no caminho.

Os policiais das Rondas Especiais e Controle de Multidões, em apoio ao 7º BPM, estavam em patrulha quando foram acionados para atender a um arrastão na altura da comunidade do Boaçu. Ao chegar, deflagrou-se um tiroteio intenso entre os agentes e os criminosos que estavam praticando os assaltos. Os bandidos fugiram. Depois que a troca de tiros cessou, os policiais encontraram Alan baleado no local.

A Polícia Militar, em nota oficial, informou que Alan possuía antecedentes criminais por roubo e lesão corporal. Essa informação, porém, não respondeu à pergunta que seus próximos começaram a fazer nas redes sociais: se ele estava saindo do trabalho, como teria se envolvido no tiroteio? Familiares e amigos publicaram mensagens contestando a narrativa policial, afirmando que o homem não tinha qualquer relação com os assaltantes ou com o confronto que os policiais travaram com eles.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí assumiu a investigação. Os agentes realizaram perícia no local e começaram a colher depoimentos, tentando reconstruir as circunstâncias exatas do que aconteceu. Mas as respostas não vieram rápido o suficiente para Alan. Ele foi sepultado na tarde do domingo seguinte, no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo.

No funeral, as pessoas próximas a ele não ficaram em silêncio. Carregavam faixas e cartazes, protestando durante a cerimônia, pedindo justiça. A morte de um homem durante um confronto entre polícia e criminosos é um evento comum nas periferias do Rio. O que não é comum é quando a família consegue fazer sua voz ser ouvida, quando consegue questionar a versão oficial, quando consegue transformar um enterro em um ato de protesto. Neste caso, conseguiram. A investigação continua, mas as perguntas já estão na rua.

Familiares e amigos publicaram nas redes sociais que o homem estava voltando do trabalho no momento em que foi baleado e não teve qualquer relação com o tiroteio
— Família e amigos de Alan de Souza Nascimento
Quieres la nota completa? Lee el original en O DIA ↗
Contáctanos FAQ