Na tarde de uma terça-feira comum, uma cidade do interior de Minas Gerais foi atravessada por uma onda de violência que deixou quatro mortos e uma comunidade em choque. Um homem de 31 anos percorreu Visconde do Rio Branco armado com um facão, atacando desconhecidos e conhecidos com igual brutalidade, até ser contido pela Polícia Militar em confronto fatal. O que resta, além do luto, são duas crianças órfãs de mãe e a pergunta silenciosa que toda tragédia assim carrega: o que leva um ser humano a cruzar esse limiar?
Homem mata quatro pessoas a facadas em Visconde do Rio Branco e morre em confronto com PM
Hoje o mundo é meu, dizia enquanto matava
Como é que uma sequência de violência assim acontece em poucas horas em uma cidade?
Não há explicação simples. O que sabemos é que começou em casa, com uma discussão entre o casal, e depois se expandiu para vizinhos, para pessoas que ele nem conhecia. Ele roubou uma motocicleta e usou ela para se locomover entre os crimes.
Mas a gente não sabe por quê. Não há informação sobre o estado mental dele, sobre se havia histórico de violência, nada disso. Só sabemos o que ele fez.
E as crianças que estavam lá?
Duas crianças pequenas estavam na casa quando ele matou a mãe delas. Ele as retirou antes de atacar a esposa. Agora estão sob os cuidados da tia.
A gente não sabe o que elas viram ou ouviram. O relato só diz que ele as retirou. Mas elas estavam na casa.
Por que ele atacou pessoas que não conhecia?
Câmeras de segurança mostram que em um caso ele abordou um homem em um bar sem qualquer discussão aparente. Em outro, um homem o avisou que estava sem capacete e ele retornou para atacá-lo. Não há padrão claro.
Exatamente. Não sabemos se havia algum motivo, se ele estava em surto, se havia consumido algo. Os relatos das testemunhas sobre as frases que ele dizia — "Hoje o mundo é meu" — sugerem algo, mas não é diagnóstico.
E como terminou?
A Polícia Militar o localizou conduzindo a motocicleta roubada. Quando foi abordado, ele avançou contra os policiais armado com o facão. Eles dispararam para conter a agressão.
Ele morreu no hospital depois. Então não há interrogatório, não há explicação dele. Tudo o que sabemos vem de testemunhas e da polícia.
The Pulse
- Em poucas horas, um único homem transformou ruas, residências e estabelecimentos comerciais de Visconde do Rio Branco em cenas de crime, matando quatro pessoas a facadas em pontos distintos da cidade.
- A sequência começou dentro de casa — a esposa foi a primeira vítima — e se expandiu para vizinhos, trabalhadores e frequentadores de bar, sem padrão aparente de escolha.
- Entre os ataques, o suspeito roubou uma motocicleta, saqueou um supermercado e um posto de combustíveis, e tentou invadir uma instituição de acolhimento para idosos, espalhando pânico por bairros inteiros.
- Testemunhas relataram que ele gritava frases como 'Hoje o mundo é meu' e antecipava friamente o número de mortos, sugerindo um estado dissociativo ou deliberadamente aterrorizante.
- A Polícia Militar encerrou a sequência em confronto na região da Coab; o suspeito avançou contra os policiais com o facão e morreu no hospital pouco depois.
- As duas crianças que estavam na casa no início dos eventos foram entregues à tia materna, enquanto a Polícia Civil segue investigando todas as circunstâncias do caso.
Na tarde de uma terça-feira comum, uma cidade do interior de Minas Gerais foi atravessada por uma onda de violência que deixou quatro mortos e uma comunidade em choque. Um homem de 31 anos percorreu Visconde do Rio Branco armado com um facão, atacando desconhecidos e conhecidos com igual brutalidade, até ser contido pela Polícia Militar em confronto fatal. O que resta, além do luto, são duas crianças órfãs de mãe e a pergunta silenciosa que toda tragédia assim carrega: o que leva um ser humano a cruzar esse limiar?
Na tarde de 23 de junho, Visconde do Rio Branco viveu horas de terror quando um homem de 31 anos iniciou uma série de ataques a faca que deixou quatro mortos antes de ser abatido pela Polícia Militar.
Tudo começou na Avenida Presidente Arthur da Silva, onde o suspeito discutiu com a esposa e a esfaqueou até a morte. Antes de sair, retirou as duas crianças pequenas do local e roubou a motocicleta de um vizinho. Com a moto, seguiu para o Bairro Formiga, arrombou uma residência e matou um morador de 31 anos a facadas. A companheira da vítima, que estava em casa com os três filhos, viu o agressor se aproximar com um facão ensanguentado e conseguiu escapar pela janela — o marido ficou para ajudá-los e foi morto.
A sequência não parou. O suspeito roubou cerca de R$ 600 de um supermercado no Bairro Santo Antônio e R$ 200 de um frentista em posto de combustíveis. Tentou ainda acessar uma instituição de acolhimento para idosos, mas recuou. Em uma obra na Rua Heitor Villa-Lobos, esfaqueou e matou um homem de 46 anos. Pouco depois, em um bar no Bairro Pito Aceso, abordou um homem de 55 anos sem qualquer discussão prévia e o atacou. Câmeras de segurança registraram o momento. Uma testemunha contou que o agressor havia passado de moto sem capacete, foi advertido pela vítima, retornou e atacou. Quando ela voltou ao local após fugir, encontrou o homem morto.
Durante os crimes, testemunhas ouviram o suspeito dizer frases como 'Hoje o mundo é meu' e 'Liga para a polícia que já deve ter uns três ou quatro para a vala'. A perseguição terminou na região da Coab, quando militares o localizaram ainda na motocicleta roubada. Ao ser abordado, avançou contra os policiais com o facão. Houve disparos. Ele foi levado a um hospital, mas não resistiu.
As duas crianças que estavam na casa no início dos eventos ficaram sob os cuidados da irmã da mãe assassinada. A Polícia Civil segue investigando o caso em todos os seus desdobramentos.
Na tarde de terça-feira, 23 de junho, um homem de 31 anos saiu de sua casa em Visconde do Rio Branco e matou quatro pessoas a facadas em diferentes pontos da cidade. Antes do fim do dia, ele estava morto — morto pela Polícia Militar em um confronto que encerrou uma sequência de ataques que deixou a cidade em pânico.
Tudo começou na Avenida Presidente Arthur da Silva, onde o homem morava com a esposa e duas crianças pequenas. Testemunhas viram uma discussão entre o casal. O homem atacou a mulher com uma faca. Antes de matá-la, ele retirou as crianças da casa. Depois, discutiu com um vizinho e roubou a motocicleta do homem.
Com a moto roubada, ele se dirigiu para a Rua Cristiano Ferraz, no Bairro Formiga. Arrombou a porta de uma residência e entrou em luta corporal com um morador de 31 anos, que foi morto a facadas. A companheira desse homem estava dentro da casa com os três filhos. Ela ouviu gritos na rua, viu o suspeito chegando com um facão ensanguentado e tentou fugir pela janela com as crianças. O marido ficou para ajudá-los a escapar e foi atacado e morto.
Depois disso, o suspeito entrou em um supermercado no Bairro Santo Antônio e roubou cerca de R$ 600 do caixa. Em seguida, roubou R$ 200 de um frentista em um posto de combustíveis. Ninguém ficou ferido nesses roubos. Ele também tentou acessar uma instituição de acolhimento para idosos, mas desistiu antes de entrar. Uma testemunha relatou ter sido alvo de uma tentativa de ataque na calçada e conseguiu escapar.
Na Rua Heitor Villa-Lobos, em uma obra, um homem de 46 anos foi esfaqueado e morreu. Pouco depois, o suspeito foi até um bar na Rua São José, no Bairro Pito Aceso, e atacou um homem de 55 anos. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele aborda a vítima e desfere os golpes sem qualquer discussão aparente. Uma testemunha que acompanhava a vítima contou que o agressor passou de motocicleta sem capacete, foi avisado pelo homem, retornou, parou a moto e o atacou. Ela conseguiu fugir para uma residência próxima e, quando voltou, encontrou a vítima morta.
Durante toda essa sequência de crimes, testemunhas relataram que o suspeito dizia frases como "Hoje o mundo é meu" e "Liga para a polícia que já deve ter uns três ou quatro para a vala". A perseguição terminou na região da Coab, quando militares da Polícia Militar localizaram o suspeito conduzindo a motocicleta roubada. Houve acompanhamento até o Bairro Santa Clara.
Ao ser abordado pelos policiais, o homem reagiu e avançou contra eles armado com o facão que havia usado nos crimes. Os militares efetuaram disparos para conter a agressão. O suspeito foi socorrido para um hospital da cidade, mas morreu no local.
A perícia da Polícia Civil esteve em todos os locais dos crimes. A motocicleta roubada foi recuperada e removida para um pátio credenciado. As duas crianças que estavam na residência do casal no início dos eventos ficaram sob os cuidados da irmã da mulher assassinada. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Visconde do Rio Branco.
Notable Quotes
Hoje o mundo é meu— Frase repetida pelo suspeito durante os crimes, conforme relato de testemunhas
Liga para a polícia que já deve ter uns três ou quatro para a vala— Outra frase dita pelo suspeito durante a sequência de ataques