Em Maceió, um homem de 35 anos foi preso após submeter sua ex-namorada a um ciclo de terror que uniu perseguição física, extorsão financeira e erosão psicológica ao longo de julho de 2024. O caso, conduzido pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, revela como a violência doméstica raramente se manifesta em um único ato, mas se constrói em camadas que isolam e paralisam a vítima. A mulher, forçada a abandonar sua própria casa e a cogitar deixar a cidade, encarna o custo humano invisível que estatísticas dificilmente capturam.
Homem é preso por stalking, extorsão e violência psicológica contra ex em Maceió
Temendo pela integridade, abandonou sua própria casa
Por que esse caso levou um dia inteiro para ser divulgado? A prisão foi quinta, mas só soubemos na sexta?
A polícia fez a prisão em flagrante ou por mandado, mas os detalhes precisam ser documentados, depoimentos colhidos. Não é incomum esse intervalo.
Mas a gente não sabe exatamente como ele foi preso. Flagrante? Mandado? Isso importa para entender se havia denúncia anterior.
A vítima pediu ajuda pelo WhatsApp. Ela já tinha contato com a polícia antes disso?
Não está claro. O que sabemos é que ela acionou um grupo comunitário quando ele invadiu a casa. Alguém naquele grupo pode ter chamado a polícia.
Exatamente. A gente não tem a cronologia completa. Quando ela fez a denúncia formal? Antes ou depois da invasão?
Cinco mil reais é muito dinheiro. Ela pagou?
Não há informação sobre isso no relato. Só que ele exigiu e fixou prazo.
Isso é importante. Se ela pagou, há transferência bancária. Se não pagou, por que ele não escalou ainda mais a violência? Essas respostas mudam o quadro.
Ela vai ficar segura agora que ele está preso?
Está em acompanhamento psicológico, morada em casa de parentes. Mas prisão preventiva pode ser revista.
E não sabemos se há medida protetiva de urgência em vigor. Isso deveria estar no relato.
The Pulse
- Com uma faca em punho, o suspeito perseguiu a ex-namorada em plena rua e retornou à madrugada para arrombar o portão de sua casa — a violência escalou em poucas horas.
- Sem encontrar proteção imediata, a vítima recorreu a um grupo comunitário no WhatsApp para pedir socorro, expondo a fragilidade das redes de segurança formais.
- O agressor exigiu um Pix de R$ 5 mil com prazo definido e pressionava repetidamente para que ela vendesse o imóvel onde vivia, transformando o medo em instrumento financeiro.
- A mulher abandonou a própria casa, refugiou-se na residência de parentes e passou a considerar mudar de cidade — o lar deixou de ser refúgio e tornou-se fonte de pavor.
- A delegada Kelly Kristinne requereu prisão preventiva com base no estado emocional gravemente abalado da vítima, que foi encaminhada para acompanhamento psicológico.
- O suspeito foi detido no bairro Cidade Universitária e permanece à disposição da Justiça, mas o dano à vida da vítima já está inscrito em seu cotidiano.
Em Maceió, um homem de 35 anos foi preso após submeter sua ex-namorada a um ciclo de terror que uniu perseguição física, extorsão financeira e erosão psicológica ao longo de julho de 2024. O caso, conduzido pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, revela como a violência doméstica raramente se manifesta em um único ato, mas se constrói em camadas que isolam e paralisam a vítima. A mulher, forçada a abandonar sua própria casa e a cogitar deixar a cidade, encarna o custo humano invisível que estatísticas dificilmente capturam.
Um homem de 35 anos foi preso em 1º de agosto no bairro Cidade Universitária, em Maceió, acusado de perseguir, ameaçar e extorquir a ex-namorada ao longo do mês de julho de 2024. O caso veio a público no dia seguinte, quando a Polícia Civil divulgou os detalhes dos crimes.
Tudo começou no dia 23 de julho, quando o suspeito perseguiu a vítima, bloqueou seu veículo e avançou sobre ela com uma faca, proferindo ameaças de morte. Ela conseguiu escapar, mas o pesadelo não terminou ali: na madrugada do mesmo dia, ele voltou à sua casa, arrombou o portão e tentou invadir a residência. Em desespero, a mulher pediu ajuda por meio de um grupo comunitário no WhatsApp e conseguiu suporte antes que a situação piorasse ainda mais.
A coerção não era apenas física. O agressor enviou mensagens exigindo um Pix de R$ 5 mil com prazo para pagamento e pressionava a ex-namorada a vender o imóvel onde morava — um padrão de manipulação financeira que, segundo a polícia, já vinha se repetindo há algum tempo. O medo constante a forçou a trancar a casa e se mudar para a casa de parentes, e ela chegou a considerar abandonar a cidade inteira.
A delegada Kelly Kristinne, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher 2 (DEAM2), requereu a prisão preventiva do suspeito após constatar que a vítima se encontrava emocionalmente devastada. A mulher foi encaminhada para acompanhamento psicológico. O preso segue à disposição da Justiça, enquanto o caso evidencia como ameaça física, extorsão e violência psicológica podem se combinar em um ciclo que, sem intervenção, tende a se agravar.
Um homem de 35 anos foi detido na quinta-feira, 1º de agosto, no bairro Cidade Universitária, em Maceió, acusado de perseguição sistemática, extorsão e abuso psicológico contra sua ex-namorada. Os detalhes do caso só vieram à público na manhã seguinte, quando a Polícia Civil divulgou informações sobre os crimes que ocorreram durante o mês de julho.
Segundo o relato da vítima, também com 35 anos, tudo começou no dia 23 de julho. Naquela ocasião, o ex-namorado a perseguiu, trancou seu veículo e, empunhando uma faca, avançou sobre ela proferindo ameaças de morte. A mulher conseguiu escapar, mas o padrão de comportamento agressivo não cessou. Durante a madrugada do mesmo dia, ele retornou à casa dela com a faca em mãos, quebrou o portão da residência e tentou forçar entrada. Desesperada, a vítima pediu socorro através de um grupo comunitário no WhatsApp, conseguindo ajuda antes que a situação escalasse ainda mais.
O componente financeiro da agressão também ficou evidente. Após a tentativa de invasão, o suspeito enviou diversas mensagens exigindo dinheiro. Ele demandou especificamente um Pix de cinco mil reais, estabelecendo um prazo para que ela cumprisse a exigência. Esse padrão de coerção monetária não era novo: segundo a polícia, o homem frequentemente pedia empréstimos à ex-namorada e, quando ela relutava, intensificava a pressão psicológica. Ele a pressionava repetidamente para que vendesse a casa onde morava, criando um ambiente de medo constante que a forçou a abandonar seu próprio lar.
Temerosa pela sua segurança, a mulher trancou a casa e se mudou para a residência de parentes. O medo era tão profundo que ela começou a considerar seriamente deixar a cidade inteira. A delegada Kelly Kristinne, responsável pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher 2 (DEAM2), baseou-se no relato da vítima para requerer a prisão preventiva do suspeito. Em seu depoimento, a delegada observou que a vítima estava emocionalmente abalada e vivendo sob intenso pavor, razão pela qual foi encaminhada para acompanhamento psicológico.
Todos os procedimentos legais foram cumpridos e o preso permanece à disposição da Justiça. O caso ilustra um padrão de violência que combina ameaça física, coerção financeira e manipulação psicológica — um ciclo que, sem intervenção, frequentemente escala em severidade.
Notable Quotes
A vítima está muito abalada emocionalmente e com muito medo, razão pela qual foi encaminhada para tratamento psicológico— Delegada Kelly Kristinne, DEAM2