Copiloto planejava ataque ao aeroporto de Tel Aviv inspirado no 11 de Setembro

Potencial ataque evitado contra 174 pessoas a bordo (166 israelenses); comandante ferido em ataque com machado durante voo.
Planejava pilotar normalmente até desviar para atingir o aeroporto
A estratégia deliberada do copiloto para transformar o avião em arma, revelada durante investigação.
Mark

Como é possível que alguém com opiniões extremistas conhecidas tenha sido contratado por uma companhia aérea?

Mimi

A Oman Air o impediu de voar justamente por isso — o transferiu para funções administrativas. Mas depois ele foi contratado pela FlyDubai, que aparentemente não tinha acesso a essas informações ou não as considerou relevantes.

Luke

Ou tinha acesso e não as considerou disqualificantes. O procurador disse que ele atendia formalmente a todos os requisitos. Isso levanta perguntas sobre o que exatamente as companhias aéreas sabem umas das outras e como compartilham informações de segurança.

Mark

E quanto ao plano em si — como alguém consegue passar por todos os controles de segurança com um machado?

Mimi

O machado é parte do equipamento de emergência padrão da cabine. Ele tinha acesso legítimo a ele como copiloto. Ninguém esperava que ele o usasse contra o comandante.

Luke

Mas isso expõe uma vulnerabilidade real: um membro da tripulação com intenções hostis tem acesso a ferramentas e à cabine de comando. Os controles de segurança que funcionam para passageiros não funcionam para a tripulação.

Mark

Por que ele desistiu de atacar o voo anterior?

Mimi

Ele disse aos investigadores que conhecia alguém a bordo. Parece que havia alguma conexão pessoal que o fez reconsiderar.

Luke

Isso é importante porque sugere que sua ideologia não era absoluta — havia espaço para hesitação, para conexão humana. Mas também mostra que ele estava planejando isso há mais tempo, não foi um impulso do momento.

Mark

O que sabemos sobre sua radicalização?

Mimi

Netanyahu mencionou "doutrinação radical islâmica", e as autoridades australianas estão investigando seu tempo lá entre 2015 e 2017. Mas os detalhes específicos ainda não foram divulgados.

Luke

Temos muitas perguntas sem resposta. Quando começou? Quem o influenciou? Havia uma rede ou ele estava sozinho? As investigações em andamento podem responder isso, mas por enquanto estamos trabalhando com fragmentos.

  • Um copiloto que havia sido banido de voar por opiniões extremistas conseguiu ser contratado por outra companhia aérea — e levou um machado para a cabine de comando.
  • Durante o voo, ele atacou o comandante indiano Smit Machchhar, e o avião perdeu cinco mil metros de altitude em apenas um minuto enquanto passageiros lutavam pelo controle.
  • O plano era meticuloso: pilotar normalmente até o espaço aéreo israelense, obter autorização de pouso e então desviar para atingir o aeroporto ou um edifício no centro de Tel Aviv.
  • O comandante ferido abriu a porta da cabine, passageiros intervieram e a tripulação conseguiu pousar de emergência na Arábia Saudita, salvando 166 israelenses e outras 8 pessoas.
  • Investigações nos Emirados Árabes Unidos e na Austrália agora buscam entender como um homem com histórico de extremismo documentado passou por todas as barreiras de segurança da aviação civil.

Em 30 de setembro, um copiloto omanense tentou transformar um avião comercial em arma de destruição, planejando lançá-lo contra o aeroporto de Tel Aviv com 174 pessoas a bordo. A coragem do comandante ferido e de passageiros que invadiram a cabine impediu o que poderia ter sido o maior ataque terrorista da aviação desde o 11 de Setembro. O caso revela uma falha silenciosa nos sistemas de triagem: um homem já afastado por extremismo passou por todas as verificações formais e voltou a voar.

No dia 30 de setembro, o que parecia um incidente de violência a bordo revelou-se um plano terrorista cuidadosamente elaborado. O copiloto omanense Hamam al-Hammadi, que operava o voo FZ1073 da FlyDubai partindo de Dubai, havia planejado lançar a aeronave contra o aeroporto internacional de Tel Aviv, inspirado nos atentados de 11 de Setembro. Sua intenção declarada aos investigadores era causar o maior número possível de mortes entre as 174 pessoas a bordo — 166 delas israelenses.

A estratégia era deliberada: pilotar normalmente até o espaço aéreo israelense, obter autorização de pouso e então desviar o curso para atingir o aeroporto ou um edifício no centro de Tel Aviv. Durante o voo, al-Hammadi atacou o comandante indiano Smit Machchhar com o machado de emergência da cabine. Ferido, Machchhar conseguiu abrir a porta da cabine de comando. Passageiros invadiram o espaço e lutaram pelo controle enquanto o avião despencava cerca de cinco mil metros em apenas um minuto. A tripulação estabilizou a situação e realizou um pouso de emergência na Arábia Saudita.

O que torna o caso ainda mais perturbador é o rastro de alertas ignorados. Al-Hammadi havia sido afastado da Oman Air e transferido para função administrativa exatamente por causa de suas opiniões extremistas. Ainda assim, possuía licença válida, certificado de bons antecedentes e havia passado por todas as verificações exigidas — o que lhe permitiu ser contratado pela FlyDubai. Ele também revelou ter planejado atacar um voo anterior para Tel Aviv, mas desistiu ao descobrir que conhecia alguém a bordo.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu elogiou a coragem do comandante e dos passageiros, afirmando que impediram 'um desastre de 11 de Setembro', e ordenou uma revisão completa dos protocolos de segurança da aviação civil estrangeira com destino a Israel. Al-Hammadi segue sendo interrogado nos Emirados Árabes Unidos, enquanto autoridades australianas investigam seus vínculos com o país, onde estudou entre 2015 e 2017.

No dia 30 de setembro, um copiloto omanense atacou o comandante de um voo da FlyDubai com um machado de emergência. O que começou como um incidente de violência a bordo revelou-se, após investigação, como algo muito mais grave: um plano deliberado para transformar aquele avião em arma.

O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, confirmou na sexta-feira que o copiloto, identificado como Hamam al-Hammadi, havia planejado lançar a aeronave contra o aeroporto internacional de Tel Aviv. Segundo as conclusões da investigação divulgadas pela mídia estatal, ele se inspirou nos atentados de 11 de Setembro e buscava, em suas próprias palavras aos investigadores, "causar o maior número possível de mortes". A estratégia era simples e deliberada: pilotar normalmente até entrar no espaço aéreo israelense, obter autorização para pousar, e então desviar o curso para atingir o aeroporto ou um edifício no centro de Tel Aviv.

O voo FZ1073 partiu de Dubai com 174 pessoas a bordo, 166 delas israelenses. Durante a viagem, al-Hammadi atacou o comandante, o piloto indiano Smit Machchhar, com o machado da cabine. Ferido, Machchhar conseguiu abrir a porta da cabine de comando. Passageiros invadiram o espaço e lutaram pelo controle do avião enquanto a aeronave perdia cerca de cinco mil metros de altitude em apenas um minuto. A tripulação conseguiu estabilizar a situação e fez um pouso de emergência na Arábia Saudita, evitando o que teria sido uma tragédia de proporções imensuráveis.

O que torna o caso ainda mais perturbador é que al-Hammadi havia sido impedido de voar pela Oman Air, a companhia aérea nacional de Omã, e transferido para uma função administrativa especificamente por causa de suas opiniões extremistas. Apesar disso, ele atendia formalmente aos requisitos profissionais e de segurança para o cargo: possuía licença válida, apresentava certificado de bons antecedentes e havia passado pelas verificações exigidas. A FlyDubai o contratou posteriormente. Fontes citadas pela imprensa israelense afirmaram que ele provavelmente agiu sozinho, sem ligação com uma organização radical ou um governo estrangeiro.

Al-Hammadi também revelou aos investigadores que havia planejado derrubar um voo anterior para Tel Aviv, mas desistiu ao descobrir que conhecia uma pessoa a bordo. Essa informação sugere que sua ideologia extremista coexistia com alguma forma de conexão pessoal que o fez recuar — uma contradição que permanece sob investigação.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou a coragem do comandante e dos passageiros, afirmando que eles impediram "um desastre de 11 de Setembro". Netanyahu também afirmou que al-Hammadi havia passado por uma "doutrinação radical islâmica" e ordenou uma análise minuciosa de todos os aspectos relacionados à segurança da aviação civil estrangeira com destino a Israel. Vale notar que as regras de aviação de Israel proíbem que pilotos de países sem relações diplomáticas formais com o país, como Omã, operem voos com destino a território israelense — uma restrição que, neste caso, não impediu o incidente.

O copiloto continua sendo interrogado nos Emirados Árabes Unidos. Na Austrália, onde estudou entre 2015 e 2017, as autoridades também investigam seus vínculos com o país, buscando compreender se houve alguma radicalização durante seu tempo no exterior ou se existem conexões que ainda não foram reveladas.

Causar o maior número possível de mortes
— Objetivo declarado do copiloto aos investigadores, conforme procurador-geral dos EAU
Um desastre de 11 de Setembro
— Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, descrevendo o que teria acontecido se o plano não fosse impedido
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