Homem condenado a prisão perpétua na Rússia por assassinar e comer três colegas

Três homens foram assassinados e mutilados; as vítimas tinham 34, 43 e 59 anos de idade.
Esfaqueou os três até à morte, depois recolheu partes dos corpos para consumir
Seleznev agiu enquanto as vítimas dormiam, transformando um momento de convívio num crime que o levaria a prisão perpétua.
Mark

Como é que as autoridades conseguiram identificar Seleznev como o responsável se os corpos estavam tão decompostos?

Mimi

A fonte não detalha exatamente como o fizeram. Sabemos que encontraram os sacos com os cadáveres e que a decomposição era avançada, mas o mecanismo específico da identificação — se foi através de DNA, de documentos, de confissão — não está claro no relato.

Luke

Isso é importante. Se Seleznev confessou, muda a natureza da investigação. Se foi identificado por meios forenses, é outra história. A fonte diz que ele "admitiu" ter esfaqueado os homens, portanto parece haver uma confissão, mas não sabemos em que ponto da investigação isso aconteceu.

Mark

Ele disse que ouviu vozes. Como é que os psiquiatras determinaram que era responsável apesar disso?

Mimi

A equipa de psiquiatras concluiu que, mesmo que tenha ouvido vozes, ele era integralmente responsável pelos seus atos. Não o consideraram inimputável.

Luke

Mas não sabemos os detalhes da avaliação. Que tipo de vozes? Há diagnóstico de esquizofrenia ou outro transtorno? A conclusão de "responsabilidade integral" é uma decisão legal e psiquiátrica complexa, e a fonte apenas nos diz o resultado final, não o raciocínio.

Mark

O padrão de crueldade animal — cozinhar animais domésticos — sugere algo sobre quem ele é?

Mimi

O tribunal considerou relevante o suficiente para o acusar também disso. Sugere um histórico de violência que vai além destes três assassinatos.

Luke

Verdade, mas não sabemos quando isso aconteceu. Foi antes dos assassinatos? Depois? Durante? É um detalhe que muda a narrativa do comportamento dele, e não temos essa informação.

  • Três homens — de 34, 43 e 59 anos — foram esfaqueados enquanto dormiam por alguém em quem confiavam o suficiente para partilhar uma refeição e uma bebida.
  • Durante semanas, Seleznev ocupou o apartamento de uma das vítimas e mentiu à família do homem, criando uma ilusão de normalidade enquanto os corpos apodreciam em sacos de lixo.
  • A ausência de um crime de canibalismo no código penal russo obrigou o tribunal a enquadrar o caso em categorias existentes — assassinato e abuso de cadáveres —, expondo uma lacuna legal diante de um horror sem nome na lei.
  • Psiquiatras confirmaram a plena responsabilidade mental do réu, afastando qualquer atenuante, e o historial de crueldade com animais revelou um padrão de violência que antecedia os assassinatos.
  • O Supremo Tribunal russo selou o caso com prisão perpétua sem liberdade condicional — uma sentença que reconhece não haver caminho de regresso para quem já cumpriu 13 anos por duplo homicídio e voltou a matar.

Entre 2016 e 2017, Eduard Seleznev, um homem com um passado já marcado pela violência, tirou a vida a três colegas enquanto estes dormiam e consumiu partes dos seus corpos — um crime que a Rússia só pôde julgar pelos contornos do assassinato, pois o canibalismo não existe como categoria no seu código penal. A sentença do Supremo Tribunal, prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, encerra uma trajetória que levanta questões profundas sobre a natureza da responsabilidade, da reincidência e dos limites da compreensão humana diante do mal extremo.

Eduard Seleznev, 51 anos, foi condenado a prisão perpétua na Rússia por assassinar três colegas de trabalho e consumir partes dos seus corpos ao longo de um ano, entre março de 2016 e março de 2017. As vítimas tinham 34, 43 e 59 anos. Segundo o próprio réu, vozes na sua cabeça ordenaram-lhe que agisse enquanto os homens dormiam após conviverem e beberem juntos.

Depois dos crimes, Seleznev instalou-se no apartamento de uma das vítimas e disse à família do homem que ele havia viajado para o estrangeiro. A mentira sustentou-se durante semanas, até que os desaparecimentos prolongados levaram as autoridades a investigar. Encontraram sacos com os restos mortais, embora o estado de decomposição dificultasse a identificação inicial.

Uma avaliação psiquiátrica concluiu que Seleznev era plenamente responsável pelos seus atos. Como o código penal russo não prevê o canibalismo como crime autónomo, o tribunal julgou-o por assassinato e abuso de cadáveres. O processo revelou ainda que o réu havia cozinhado e consumido animais domésticos — gatos, cães e pássaros —, sugerindo uma história de violência muito anterior aos homicídios.

Não era a primeira vez que Seleznev enfrentava a justiça: já havia cumprido 13 anos de prisão por duplo homicídio. O Supremo Tribunal russo, após rever todas as provas, condenou-o a prisão perpétua sem qualquer possibilidade de liberdade condicional, retirando-o definitivamente da sociedade.

Eduard Seleznev, um homem de 51 anos, foi condenado a prisão perpétua na Rússia por um crime que atravessou meses de 2016 e 2017 — o assassinato de três colegas de trabalho e o consumo de partes dos seus corpos. A sentença chegou apenas recentemente aos registos públicos, apesar dos crimes terem ocorrido entre março de 2016 e março de 2017.

Os três homens tinham 34, 43 e 59 anos. Seleznev, segundo o seu relato, disse ter ouvido vozes na sua cabeça que o pediam para os matar enquanto eles conviviam e bebiam álcool juntos. Quando adormeceram, ele agiu. Esfaqueou os três até à morte, depois recolheu partes dos corpos para consumir e colocou o restante no lixo.

Após os assassinatos, Seleznev mudou-se para o apartamento de uma das vítimas e contou à família do homem que ele tinha viajado para o exterior. Durante semanas, ninguém soube o que tinha acontecido. Mas quando o tempo passou e os homens continuaram desaparecidos, as autoridades russas iniciaram investigações. Encontraram sacos com os cadáveres, embora o estado avançado de decomposição tornasse a identificação inicial impossível.

Uma avaliação psiquiátrica foi conduzida. Uma equipa de psiquiatras examinou Seleznev e concluiu que ele era integralmente responsável pelos crimes — que a sua saúde mental não o isentava da culpa. O código penal russo não possui uma tipificação específica para canibalismo, portanto o tribunal o julgou por assassinato e pelo uso indevido de partes do corpo das vítimas.

O Supremo Tribunal russo, após reavaliar todas as provas, condenou Seleznev a prisão perpétua sem qualquer possibilidade de liberdade condicional. O tribunal também o acusou de ter cozinhado gatos, cães, pássaros e outros pequenos animais domésticos — um padrão de comportamento que sugeriu uma história mais longa de violência.

Este não era o primeiro crime de Seleznev. Ele já tinha cumprido 13 anos de prisão por duplo homicídio anterior. A condenação atual o remove permanentemente da sociedade, sem esperança de libertação.

Ouviu vozes na sua cabeça que o pediam para matar os homens enquanto eles conviviam e bebiam álcool
— Relato de Seleznev sobre os motivos dos crimes
Uma equipa de psiquiatras declarou que o homem é integralmente responsável pelos crimes
— Conclusão da avaliação psiquiátrica
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