Entre 2016 e 2017, Eduard Seleznev, um homem com um passado já marcado pela violência, tirou a vida a três colegas enquanto estes dormiam e consumiu partes dos seus corpos — um crime que a Rússia só pôde julgar pelos contornos do assassinato, pois o canibalismo não existe como categoria no seu código penal. A sentença do Supremo Tribunal, prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, encerra uma trajetória que levanta questões profundas sobre a natureza da responsabilidade, da reincidência e dos limites da compreensão humana diante do mal extremo.
Homem condenado a prisão perpétua na Rússia por assassinar e comer três colegas
Esfaqueou os três até à morte, depois recolheu partes dos corpos para consumir
Como é que as autoridades conseguiram identificar Seleznev como o responsável se os corpos estavam tão decompostos?
A fonte não detalha exatamente como o fizeram. Sabemos que encontraram os sacos com os cadáveres e que a decomposição era avançada, mas o mecanismo específico da identificação — se foi através de DNA, de documentos, de confissão — não está claro no relato.
Isso é importante. Se Seleznev confessou, muda a natureza da investigação. Se foi identificado por meios forenses, é outra história. A fonte diz que ele "admitiu" ter esfaqueado os homens, portanto parece haver uma confissão, mas não sabemos em que ponto da investigação isso aconteceu.
Ele disse que ouviu vozes. Como é que os psiquiatras determinaram que era responsável apesar disso?
A equipa de psiquiatras concluiu que, mesmo que tenha ouvido vozes, ele era integralmente responsável pelos seus atos. Não o consideraram inimputável.
Mas não sabemos os detalhes da avaliação. Que tipo de vozes? Há diagnóstico de esquizofrenia ou outro transtorno? A conclusão de "responsabilidade integral" é uma decisão legal e psiquiátrica complexa, e a fonte apenas nos diz o resultado final, não o raciocínio.
O padrão de crueldade animal — cozinhar animais domésticos — sugere algo sobre quem ele é?
O tribunal considerou relevante o suficiente para o acusar também disso. Sugere um histórico de violência que vai além destes três assassinatos.
Verdade, mas não sabemos quando isso aconteceu. Foi antes dos assassinatos? Depois? Durante? É um detalhe que muda a narrativa do comportamento dele, e não temos essa informação.
The Pulse
- Três homens — de 34, 43 e 59 anos — foram esfaqueados enquanto dormiam por alguém em quem confiavam o suficiente para partilhar uma refeição e uma bebida.
- Durante semanas, Seleznev ocupou o apartamento de uma das vítimas e mentiu à família do homem, criando uma ilusão de normalidade enquanto os corpos apodreciam em sacos de lixo.
- A ausência de um crime de canibalismo no código penal russo obrigou o tribunal a enquadrar o caso em categorias existentes — assassinato e abuso de cadáveres —, expondo uma lacuna legal diante de um horror sem nome na lei.
- Psiquiatras confirmaram a plena responsabilidade mental do réu, afastando qualquer atenuante, e o historial de crueldade com animais revelou um padrão de violência que antecedia os assassinatos.
- O Supremo Tribunal russo selou o caso com prisão perpétua sem liberdade condicional — uma sentença que reconhece não haver caminho de regresso para quem já cumpriu 13 anos por duplo homicídio e voltou a matar.
Entre 2016 e 2017, Eduard Seleznev, um homem com um passado já marcado pela violência, tirou a vida a três colegas enquanto estes dormiam e consumiu partes dos seus corpos — um crime que a Rússia só pôde julgar pelos contornos do assassinato, pois o canibalismo não existe como categoria no seu código penal. A sentença do Supremo Tribunal, prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, encerra uma trajetória que levanta questões profundas sobre a natureza da responsabilidade, da reincidência e dos limites da compreensão humana diante do mal extremo.
Eduard Seleznev, 51 anos, foi condenado a prisão perpétua na Rússia por assassinar três colegas de trabalho e consumir partes dos seus corpos ao longo de um ano, entre março de 2016 e março de 2017. As vítimas tinham 34, 43 e 59 anos. Segundo o próprio réu, vozes na sua cabeça ordenaram-lhe que agisse enquanto os homens dormiam após conviverem e beberem juntos.
Depois dos crimes, Seleznev instalou-se no apartamento de uma das vítimas e disse à família do homem que ele havia viajado para o estrangeiro. A mentira sustentou-se durante semanas, até que os desaparecimentos prolongados levaram as autoridades a investigar. Encontraram sacos com os restos mortais, embora o estado de decomposição dificultasse a identificação inicial.
Uma avaliação psiquiátrica concluiu que Seleznev era plenamente responsável pelos seus atos. Como o código penal russo não prevê o canibalismo como crime autónomo, o tribunal julgou-o por assassinato e abuso de cadáveres. O processo revelou ainda que o réu havia cozinhado e consumido animais domésticos — gatos, cães e pássaros —, sugerindo uma história de violência muito anterior aos homicídios.
Não era a primeira vez que Seleznev enfrentava a justiça: já havia cumprido 13 anos de prisão por duplo homicídio. O Supremo Tribunal russo, após rever todas as provas, condenou-o a prisão perpétua sem qualquer possibilidade de liberdade condicional, retirando-o definitivamente da sociedade.
Eduard Seleznev, um homem de 51 anos, foi condenado a prisão perpétua na Rússia por um crime que atravessou meses de 2016 e 2017 — o assassinato de três colegas de trabalho e o consumo de partes dos seus corpos. A sentença chegou apenas recentemente aos registos públicos, apesar dos crimes terem ocorrido entre março de 2016 e março de 2017.
Os três homens tinham 34, 43 e 59 anos. Seleznev, segundo o seu relato, disse ter ouvido vozes na sua cabeça que o pediam para os matar enquanto eles conviviam e bebiam álcool juntos. Quando adormeceram, ele agiu. Esfaqueou os três até à morte, depois recolheu partes dos corpos para consumir e colocou o restante no lixo.
Após os assassinatos, Seleznev mudou-se para o apartamento de uma das vítimas e contou à família do homem que ele tinha viajado para o exterior. Durante semanas, ninguém soube o que tinha acontecido. Mas quando o tempo passou e os homens continuaram desaparecidos, as autoridades russas iniciaram investigações. Encontraram sacos com os cadáveres, embora o estado avançado de decomposição tornasse a identificação inicial impossível.
Uma avaliação psiquiátrica foi conduzida. Uma equipa de psiquiatras examinou Seleznev e concluiu que ele era integralmente responsável pelos crimes — que a sua saúde mental não o isentava da culpa. O código penal russo não possui uma tipificação específica para canibalismo, portanto o tribunal o julgou por assassinato e pelo uso indevido de partes do corpo das vítimas.
O Supremo Tribunal russo, após reavaliar todas as provas, condenou Seleznev a prisão perpétua sem qualquer possibilidade de liberdade condicional. O tribunal também o acusou de ter cozinhado gatos, cães, pássaros e outros pequenos animais domésticos — um padrão de comportamento que sugeriu uma história mais longa de violência.
Este não era o primeiro crime de Seleznev. Ele já tinha cumprido 13 anos de prisão por duplo homicídio anterior. A condenação atual o remove permanentemente da sociedade, sem esperança de libertação.
Notable Quotes
Ouviu vozes na sua cabeça que o pediam para matar os homens enquanto eles conviviam e bebiam álcool— Relato de Seleznev sobre os motivos dos crimes
Uma equipa de psiquiatras declarou que o homem é integralmente responsável pelos crimes— Conclusão da avaliação psiquiátrica