Em uma década, o Brasil registrou um aumento de 441% nos diagnósticos de HIV entre pessoas com 60 anos ou mais — um crescimento que não reflete falha da medicina, mas uma lacuna cultural profunda: a ideia de que a velhice protege contra o risco. Enquanto o país celebra a eliminação da transmissão vertical do HIV e expande ferramentas como a PrEP, a epidemia encontrou um novo território onde a prevenção ainda não chegou — não por falta de recursos, mas por falta de imaginação sobre quem pode ser vulnerável.
HIV em idosos cresce 441% em dez anos e expõe lacuna em prevenção na terceira idade
Mais de 12 mil idosos diagnosticados com HIV entre 2012 e 2022, refletindo vulnerabilidade crescente e falta de prevenção adequada nessa população.