Haddad tem feito a melhor entrega do governo, diz presidente da ApexBrasil

A melhor entrega do nosso governo foi fazer uma reforma tributária depois de mais de 20 anos
Viana rebate críticas sobre isolamento de Haddad, apontando realizações econômicas concretas da gestão.

Em meio a especulações sobre o isolamento de Fernando Haddad dentro do governo Lula, Jorge Viana, presidente da ApexBrasil e figura com longa trajetória política, tomou a palavra publicamente para contestar essa narrativa. Para Viana, o ministro da Fazenda é o arquiteto de algumas das realizações mais duradouras do mandato — entre elas, uma reforma tributária que esperou mais de vinte anos para se concretizar. O gesto de defesa, vindo de um dirigente federal indicado pelo próprio Lula, revela tanto a tensão que cerca Haddad quanto a aposta do governo em consolidar sua imagem econômica diante do mundo.

  • Narrativas sobre o isolamento de Haddad circulam no ambiente político, criando pressão sobre a posição do ministro dentro do governo.
  • Viana entra em campo publicamente para desmentir esse enquadramento, classificando Haddad como o principal responsável pelas entregas do mandato.
  • A reforma tributária aprovada após duas décadas e o controle da inflação são apresentados como provas concretas da centralidade do ministro.
  • O Brasil, com desmatamento reduzido e crescimento acima das projeções, ganha uma narrativa mais favorável para atrair investidores internacionais.
  • Fóruns de investimento planejados em Londres e Nova Iorque sinalizam que o governo quer transformar resultados econômicos em capital político e financeiro externo.

Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, foi ao programa Roda Viva na segunda-feira com um recado claro: as especulações sobre o isolamento de Fernando Haddad no governo não correspondem à realidade. Para Viana, o ministro da Fazenda ocupa um lugar central na administração e é o responsável por algumas de suas conquistas mais expressivas.

Entre os feitos destacados estão a aprovação da reforma tributária — represada por mais de vinte anos — e o controle da inflação, alcançado em um contexto em que o Banco Central, segundo Viana, precisava de modernização. Ele também mencionou um crescimento econômico que superou em três vezes as projeções do mercado, a redução do desmatamento pela metade e avanços em inclusão social como elementos que reposicionam o Brasil no cenário global.

Essa melhora de imagem tem desdobramentos práticos. Viana revelou que convidou Haddad para participar de dois fóruns de atração de investimento — um em Londres, outro em Nova Iorque. O argumento é direto: com reformas aprovadas, crescimento acelerado e meio ambiente em recuperação, o Brasil tem histórias concretas para contar a investidores. O que falta, na visão de Viana, é infraestrutura — ferrovias, estradas e portos — e para isso é preciso capital privado estrangeiro.

A defesa pública de um dirigente federal a um ministro em meio a rumores de isolamento é, por si só, um movimento político. Viana, ex-prefeito de Rio Branco, ex-governador do Acre e ex-senador, fala com o peso de quem conhece diferentes camadas do poder. Sua mensagem final foi direta: Haddad está no centro do governo, e os resultados estão aparecendo.

Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, subiu ao programa Roda Viva na segunda-feira para defender a atuação de Fernando Haddad à frente do Ministério da Fazenda. A conversa veio em um momento em que circulam narrativas sobre um possível isolamento do ministro dentro da administração — uma ideia que Viana rejeitou com firmeza.

Para Viana, Haddad não apenas ocupa um lugar central no governo como é responsável por algumas das realizações mais significativas do mandato. Ele apontou a aprovação da reforma tributária, que levou mais de duas décadas para sair do papel, como um marco. Também destacou o controle da inflação, um feito que, na visão do presidente da agência, ganhou peso especial considerando o estado em que o Banco Central foi encontrado — o que ele descreveu como uma instituição travada, precisando de modernização.

Viana ampliou o escopo de suas observações para incluir o desempenho econômico mais amplo. Mencionou um crescimento que superou as projeções de mercado em três vezes, além da queda do desmatamento pela metade e avanços em inclusão social. Esses números, em sua avaliação, reposicionam o Brasil no cenário internacional e criam oportunidades concretas para atrair capital estrangeiro.

Essa melhora na imagem do país não é apenas simbólica. Viana revelou que convidou Haddad para participar de dois fóruns de atração de investimento — um em Londres, outro em Nova Iorque. A lógica é simples: agora o Brasil tem histórias para contar. Com desmatamento reduzido, crescimento econômico acelerado e reformas estruturais aprovadas, a conversa com investidores internacionais muda de tom. O que o país precisa, segundo Viana, são ferrovias, estradas e portos — infraestrutura que depende de capital privado.

Ao encerrar sua participação no programa, Viana foi direto: Haddad tem um papel central no governo, e os resultados estão aparecendo. A defesa pública de um presidente de agência federal a um ministro em meio a especulações sobre isolamento é, em si, um dado político. Viana, aos 65 anos, assumiu a presidência da ApexBrasil em 2023, indicado pelo presidente Lula. Sua trajetória inclui passagens como prefeito de Rio Branco e governador do Acre, além de um mandato no Senado. Sua fala, portanto, carrega o peso de alguém com experiência em diferentes níveis de governo.

O senhor ministro tem feito a melhor entrega do nosso governo, fazer uma reforma tributária depois de mais de 20 anos, conseguir segurar a inflação
— Jorge Viana, presidente da ApexBrasil
Agora a gente já tem o que falar: desmatamento caiu pela metade, inclusão social, um crescimento econômico 3 vezes maior do que a previsão de mercado
— Jorge Viana
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que um presidente de agência de exportações sente necessidade de defender publicamente o ministro da Fazenda?

Model

Porque as narrativas sobre isolamento afetam a confiança. Se investidores internacionais acreditam que Haddad está enfraquecido, eles hesitam. Viana fala porque precisa que o mundo saiba que o ministro tem poder real.

Inventor

Mas Haddad realmente estava isolado, ou isso era apenas boato?

Model

A questão é mais sutil. Havia tensões, críticas, narrativas circulando. Viana não está dizendo que tudo era perfeito — está dizendo que a narrativa de isolamento não corresponde aos resultados concretos que estão acontecendo.

Inventor

Os números que Viana cita — crescimento três vezes maior que o previsto, desmatamento caindo pela metade — são realmente atribuíveis a Haddad?

Model

Não inteiramente. Mas Haddad, como ministro da Fazenda, tem influência sobre inflação, reforma tributária, confiança de investidores. Viana está conectando esses pontos para mostrar que a economia está funcionando.

Inventor

Por que Londres e Nova Iorque especificamente para esses fóruns?

Model

Porque é onde está o dinheiro que o Brasil precisa. Ferrovias, portos, estradas — esses projetos exigem capital estrangeiro em escala. Viana está sinalizando que agora há uma história positiva para vender.

Inventor

Qual é o risco político dessa defesa pública?

Model

Se a economia desacelerar ou a inflação voltar, Viana fica associado a uma aposta que não se concretizou. Mas ele está apostando que os números vão sustentar a narrativa.

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