Quase dois anos antes das eleições de 2026, uma pesquisa Datafolha já esboça o contorno da disputa pelas duas cadeiras do Senado por São Paulo: Fernando Haddad e Simone Tebet emergem na dianteira, sinalizando que o campo progressista parte em posição privilegiada num estado historicamente disputado. O levantamento, realizado com mais de 1.600 entrevistados em 71 municípios, não é um veredicto — é um primeiro espelho, revelando onde as forças políticas se encontram antes que a campanha comece a moldar o que ainda está em formação.
Haddad e Tebet lideram disputa pelas duas vagas do Senado por SP em 2026
Candidatos progressistas dominam; direita fica em posição defensiva
Por que essa pesquisa importa agora, tão cedo antes da eleição?
Porque estabelece uma linha de base. Mostra quem tem reconhecimento, quem tem força de voto. Para candidatos e partidos, é um sinal de viabilidade ou de dificuldade.
Mas dois anos é uma eternidade em política. Quantos dos entrevistados realmente já pensaram em 2026?
Boa pergunta. A pesquisa mede intenção de voto, não compromisso. Muita coisa pode mudar.
E por que o campo progressista está tão à frente?
Haddad e Tebet têm visibilidade nacional como ministros. Alckmin é vice-presidente. Eles têm plataforma, recursos, máquina.
Mas a pesquisa não explica por quê. É reconhecimento? É aprovação? É só que estão na TV?
A pesquisa não diz. Ela só mede preferência declarada.
E Derrite? Por que ele é o melhor da direita?
Experiência em segurança pública, cargo importante na gestão Tarcísio. Mas 14% é bem menos que os 30% de Haddad.
Espera — Boulos também tem 14%. Então tecnicamente Derrite não está sozinho como melhor da direita?
Verdade. Boulos é PSOL, que é esquerda. Então entre candidatos de direita, Derrite lidera.
Qual é o cenário mais provável — Haddad ou Alckmin?
Não sabemos ainda. Depende de decisões que ainda não foram tomadas.
E a margem de erro de dois pontos percentuais — isso muda algo?
Significa que Haddad em 30% poderia estar entre 28% e 32%. Tebet em 25% entre 23% e 27%. Não muda a ordem, mas mostra que não é ciência exata.
The Pulse
- Haddad lidera com 30% e Tebet o segue com 25%, deixando a direita — cujo melhor nome, Derrite, marca 14% — em posição claramente defensiva desde o início.
- A fragmentação do campo conservador contrasta com a concentração de votos entre progressistas, criando uma assimetria que pode definir o tom de toda a corrida.
- Um segundo cenário testado pela pesquisa revela que, se Alckmin entrar na disputa no lugar de Haddad, o vice-presidente assume a liderança com 31% — mantendo intacta a hegemonia do campo governista.
- Com margem de erro de dois pontos e registro oficial no TSE, o Datafolha confere peso institucional ao levantamento, mas candidatos, coligações e eventos ainda podem redesenhar completamente o mapa.
Quase dois anos antes das eleições de 2026, uma pesquisa Datafolha já esboça o contorno da disputa pelas duas cadeiras do Senado por São Paulo: Fernando Haddad e Simone Tebet emergem na dianteira, sinalizando que o campo progressista parte em posição privilegiada num estado historicamente disputado. O levantamento, realizado com mais de 1.600 entrevistados em 71 municípios, não é um veredicto — é um primeiro espelho, revelando onde as forças políticas se encontram antes que a campanha comece a moldar o que ainda está em formação.
Em março de 2026, o Datafolha fotografou pela primeira vez a disputa pelas duas vagas do Senado Federal que São Paulo colocará em jogo nas eleições daquele ano. O levantamento, feito com 1.608 entrevistados em 71 municípios entre os dias 3 e 5 de março, revelou uma vantagem clara do campo progressista — e dois nomes à frente de todos: Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Simone Tebet, ministra do Planejamento.
No cenário sem Geraldo Alckmin, Haddad lidera com 30% das intenções de voto para a primeira vaga, seguido por Tebet com 25%. Márcio França aparece em terceiro com 20%, e Marina Silva em quarto com 18%. Guilherme Boulos e Guilherme Derrite empatam em 14% — mas Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de Tarcísio de Freitas, é o nome mais bem posicionado entre os candidatos de direita. Ricardo Salles marca 13%, Paulinho da Força 10%, e os demais ficam abaixo de dois dígitos.
Quando Alckmin substitui Haddad no segundo cenário testado, o vice-presidente assume a liderança com 31%, mantendo a dominância progressista intacta. A pesquisa não detalhou os demais percentuais nessa configuração, mas o padrão permanece o mesmo: candidatos ligados ao governo federal e ao centro-esquerda concentram as maiores preferências do eleitorado paulista.
O contraste com a direita é nítido: enquanto progressistas ocupam as primeiras posições, o campo conservador apresenta fragmentação e números menores. Registrado no TSE com margem de erro de dois pontos percentuais, o levantamento oferece um retrato inicial — não um veredicto. Candidaturas podem mudar, coligações se reorganizar, e o cenário político ainda tem quase dois anos para se transformar. Por ora, porém, Haddad e Tebet partem na frente.
Uma pesquisa Datafolha divulgada em março traçou o mapa inicial da disputa pelas duas cadeiras do Senado Federal que São Paulo colocará em jogo nas eleições de 2026. O levantamento, realizado entre 3 e 5 de março com 1.608 entrevistados distribuídos por 71 municípios do estado, aponta uma clara vantagem para candidatos alinhados ao campo progressista — e dentro desse grupo, dois nomes emergem com força: Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Simone Tebet, ministra do Planejamento.
O Datafolha testou dois cenários distintos para medir as preferências do eleitorado. No primeiro, sem a presença de Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, Haddad lidera com 30% das intenções de voto. Tebet aparece logo atrás, com 25%. O terceiro colocado é Márcio França, do PSB, com 20%, seguido por Marina Silva, da Rede, com 18%. Mais abaixo, Guilherme Boulos do PSOL e Guilherme Derrite do PP empatam em 14% cada um. Derrite, que já comandou a Secretaria de Segurança Pública na administração do governador Tarcísio de Freitas, é o candidato melhor posicionado entre os nomes associados à direita. Ricardo Salles, do Novo, marca 13%; Paulinho da Força, da Solidariedade, 10%; Rosana Valle, do PL, 7%; e Gil Diniz, também do PL, 3%. Neste cenário, 4% dos entrevistados não souberam responder para a primeira vaga e 6% para a segunda. Votos em branco, nulo ou nenhum somam 15% para a primeira vaga e 21% para a segunda.
O segundo cenário testado inverte a equação ao remover Haddad da disputa e incluir Alckmin. Nesta configuração, o vice-presidente assume a liderança com 31% das intenções de voto, mantendo a dominância do campo progressista. A pesquisa não detalhou os demais percentuais neste segundo cenário, mas o padrão geral é claro: candidatos ligados ao governo federal e ao centro-esquerda concentram as maiores preferências do eleitorado paulista.
O contraste com a direita é marcante. Enquanto nomes progressistas ocupam as primeiras posições e distribuem votos entre várias candidaturas, a direita apresenta uma fragmentação maior e números menores. Derrite, como o melhor colocado desse espectro, fica significativamente atrás de Haddad e Tebet. Essa dinâmica sugere que a disputa pelas duas vagas em 2026 será fundamentalmente entre candidatos do campo progressista, com a direita em posição defensiva.
A pesquisa foi conduzida com margem de erro máxima de dois pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O Datafolha registrou o levantamento no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026, conferindo-lhe o status de pesquisa oficial. O timing do levantamento — realizado no início de março, quase dois anos antes da eleição — oferece um primeiro retrato de um processo que ainda está em formação. Candidatos podem entrar ou sair da disputa, coligações podem se reorganizar, e eventos políticos podem deslocar preferências. Mas neste momento inicial, a mensagem é inequívoca: Haddad e Tebet partem na frente.
Notable Quotes
Candidatos progressistas apresentam desempenho superior ao de pré-candidatos ligados à direita— Datafolha