Em São Paulo, no Teatro Vivo, artistas, cientistas e lideranças indígenas se reuniram para conversar sobre o que talvez seja a questão central do nosso tempo: como habitamos a Terra e como a tecnologia está transformando quem somos. O encontro, curado pela Mandalah e transmitido ao vivo para qualquer pessoa com acesso à internet, apostou que saberes distintos — da neurociência à tradição indígena, da literatura à ecologia de sistemas — podem, quando postos em diálogo, gerar algo que nenhum deles alcançaria sozinho. Era, em essência, um ato de esperança organizada.
Grandes nomes debatem futuro do planeta em São Paulo com foco em sustentabilidade e tecnologia
Quando você reúne um neurocientista com uma liderança indígena, algo diferente acontece
O que torna este evento diferente de outros debates sobre sustentabilidade que acontecem o tempo todo?
A mistura de vozes. Você tem um neurocientista falando com uma liderança indígena, uma escritora com um especialista em sistemas globais. Não é só gente do mesmo campo confirmando o que já sabe.
Mas a gente sabe o que cada um deles pensa sobre esses temas? Ou estamos supondo que porque são nomes importantes, o debate vai ser profundo?
É uma boa pergunta. O que sabemos é que estavam lá, que o evento foi transmitido ao vivo, que havia intenção de ser propositivo. Os detalhes do que foi dito, como as ideias conversaram entre si — isso a gente não tem.
E por que isso importa? Por que reunir essas pessoas agora, em 2026?
Porque a relação das pessoas com a tecnologia e com o planeta está mudando rápido. Não é mais possível falar de um sem falar do outro. Como você preserva a floresta quando as decisões sobre ela são tomadas em algoritmos? Como você educa uma criança quando ela cresce com telas?
Mas o evento realmente abordou essas conexões? Ou cada um falou de seu tema separadamente?
Não temos o registro do que foi dito. Sabemos que a curadoria buscou criar um espaço para isso, mas o resultado real — se as conversas aconteceram, se houve síntese — fica em aberto.
A transmissão ao vivo muda algo?
Muda tudo. Significa que não é um evento para elite que consegue ir ao Teatro Vivo. É público. Qualquer pessoa com internet pôde ouvir.
Quantas pessoas assistiram? Qual foi o alcance real?
Não temos esses números. Sabemos que foi transmitido, mas não sabemos o impacto.
Então o que a gente realmente sabe?
Que um evento aconteceu, que reuniu pessoas importantes de campos diferentes, que foi transmitido ao vivo, e que havia intenção de ser corajoso e propositivo. O resto é promessa.
Le Pouls
- A urgência é real: preservação ambiental e o impacto das telas na vida humana não são temas acadêmicos — tocam como trabalhamos, criamos filhos e entendemos nosso lugar no mundo.
- A tensão está na fragmentação: especialistas costumam falar para seus próprios públicos, e raramente um neurocientista, uma liderança indígena e uma escritora ocupam o mesmo espaço para pensar juntos.
- A aposta do evento foi estrutural — a curadoria da Mandalah recusou o formato de palestra passiva e construiu um espaço onde diferentes formas de conhecimento pudessem se encontrar de verdade.
- A transmissão ao vivo pelo portal Terra e pelo YouTube rompeu a barreira geográfica, levando o debate a quem não pôde estar no teatro — porque conversas sobre o futuro do planeta não podem ser privilégio de poucos.
- O horizonte apontado foi propositivo: não apenas diagnosticar o que está errado, mas buscar caminhos — uma raridade em debates públicos que frequentemente se contentam com o inventário dos problemas.
Em São Paulo, no Teatro Vivo, artistas, cientistas e lideranças indígenas se reuniram para conversar sobre o que talvez seja a questão central do nosso tempo: como habitamos a Terra e como a tecnologia está transformando quem somos. O encontro, curado pela Mandalah e transmitido ao vivo para qualquer pessoa com acesso à internet, apostou que saberes distintos — da neurociência à tradição indígena, da literatura à ecologia de sistemas — podem, quando postos em diálogo, gerar algo que nenhum deles alcançaria sozinho. Era, em essência, um ato de esperança organizada.
No Teatro Vivo, em São Paulo, uma terça-feira se tornou palco de um encontro incomum. Artistas, cientistas, lideranças indígenas, educadores e representantes da sociedade civil se reuniram para debater dois temas que raramente cabem na mesma sala: a preservação do planeta e a relação das pessoas com a tecnologia.
Os nomes presentes carregavam peso e diversidade. Conceição Evaristo, com sua escrita sobre identidade e memória. Miguel Nicolelis, neurocientista da interface entre cérebro e tecnologia. Nora Bateson, pensadora de sistemas complexos. Gaya Herrington, pesquisadora de cenários globais de sustentabilidade. Milton Hatoum, escritor da Amazônia. Raquel Tupinambá, liderança indígena. Denise Fraga, das artes cênicas. Cada um trouxe uma lente diferente para o mesmo problema.
O que distinguia o evento era sua estrutura. A curadoria da Mandalah não queria especialistas falando para plateia passiva — queria saberes em conversa. Quando um neurocientista e uma liderança indígena pensam juntos sobre a relação humana com a terra e com as telas, algo diferente emerge do que cada um produziria isolado.
A transmissão ao vivo pelo portal Terra e pelo YouTube garantiu que o debate ultrapassasse as paredes do teatro, chegando a quem estava em casa, em outro estado ou em outro país. Porque essas conversas sobre o futuro do planeta, como se argumentou ali, não podem ser luxo de quem compra ingresso.
A intenção declarada era ser corajoso e propositivo — não apenas nomear o que está errado, mas buscar caminhos. Por algumas horas, o Teatro Vivo foi um lugar onde o futuro não era tema distante, mas conversa viva. E essa conversa seguiu além de suas paredes.
No Teatro Vivo, em São Paulo, nesta terça-feira, um encontro reuniu vozes de campos distintos para conversar sobre o que importa: como preservar o planeta e como as pessoas vivem com a tecnologia. Não era um seminário acadêmico fechado. Era um espaço onde artistas, cientistas, especialistas em sustentabilidade, lideranças indígenas, educadores e representantes da sociedade civil se sentaram juntos para falar de coisas difíceis de forma direta e construtiva.
O evento trouxe nomes que carregam peso em seus respectivos campos. Conceição Evaristo, cuja escrita atravessa questões de identidade e memória. Miguel Nicolelis, neurocientista que estuda a relação entre cérebro e tecnologia. Nora Bateson, pensadora que trabalha com sistemas complexos e ecologia. Gaya Herrington, pesquisadora que estuda cenários de sustentabilidade global. Milton Hatoum, escritor que explora a Amazônia em suas obras. Raquel Tupinambá, liderança indígena. Denise Fraga, atriz que traz perspectiva das artes cênicas. Cada um deles trouxe uma lente diferente para o mesmo problema.
O que tornava este encontro particular era a forma como foi estruturado. A curadoria da Mandalah buscou não apenas apresentar especialistas falando para uma plateia passiva, mas criar um espaço onde diferentes saberes pudessem conversar. A preservação da Terra não é um tema apenas para ambientalistas. A relação das pessoas com as telas e a tecnologia não é questão apenas para cientistas. Quando você reúne um neurocientista com uma liderança indígena, uma escritora com um especialista em sistemas globais, algo diferente acontece.
A transmissão ao vivo pelo portal Terra e pelo YouTube de Terra Brasil permitiu que o debate não ficasse confinado ao teatro. Quem estava em casa, em outro estado, em outro país, pôde acompanhar em tempo real. Isso importa porque essas conversas sobre o futuro do planeta não são luxo de quem consegue comprar ingresso. São conversas que precisam circular, que precisam chegar a pessoas pensando sobre essas mesmas questões em suas próprias vidas.
Os temas em pauta — preservação ambiental, impacto das tecnologias digitais na sociedade, a forma como vivemos — não são abstratos. Eles tocam como as pessoas trabalham, como educam seus filhos, como entendem seu lugar no mundo. Uma liderança indígena traz conhecimento acumulado de séculos sobre como viver em relação com a terra. Um neurocientista traz dados sobre como o cérebro humano responde à estimulação constante das telas. Uma escritora traz a capacidade de nomear o que é sentido mas não dito. Um especialista em sustentabilidade global traz cenários de possibilidades e consequências.
O que distinguia este evento era a intenção declarada: ser corajoso e propositivo. Não era apenas diagnosticar o problema. Era buscar caminhos. Isso é raro em debates públicos, que frequentemente se contentam em apontar o que está errado. Aqui havia a aposta de que quando você reúne pessoas que pensam profundamente sobre essas questões, que têm ferramentas diferentes para entendê-las, algo construtivo pode emergir.
O Teatro Vivo, em São Paulo, se tornou por algumas horas um espaço onde o futuro do planeta não era tema distante, mas conversa viva. E essa conversa, transmitida ao vivo, seguiu além das paredes do teatro, chegando a quem quis ouvir.