Em um país onde um único cidadão pode carregar até 27 identidades diferentes, o Brasil deu um passo em direção à unidade: o governo federal lançou um passaporte redesenhado com múltiplas camadas antifraude e entregou as primeiras carteiras da nova Identidade Nacional, que adota o CPF como número único para todos os brasileiros. O gesto, presidido por Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto em 27 de junho, não é apenas administrativo — é uma tentativa de costurar, sob um mesmo número, a identidade fragmentada de mais de 200 milhões de pessoas.
Governo lança novo passaporte e carteira de identidade com tecnologia antifraude
Um cidadão pode ter até 27 números de RG diferentes
Por que o governo decidiu fazer essa mudança agora? Qual era o problema que precisava ser resolvido?
O RG antigo permitia que uma mesma pessoa tivesse até 27 números diferentes — um em cada estado. Isso criava brechas para fraude e tornava impossível ter um registro unificado de quem é quem no país.
Mas a gente não sabe quantas fraudes realmente aconteciam por causa disso. O governo diz que é um problema, mas não apresenta números de casos.
E quanto aos elementos de segurança do passaporte? Treze marcas d'água e fundos fluorescentes realmente tornam o documento mais seguro?
Teoricamente sim. Quanto mais camadas de proteção — marcas d'água, imagens fantasma, dados biométricos, laminados — mais difícil fica falsificar. Mas o ministro não explicou como cada elemento funciona especificamente.
Exatamente. Ele listou as mudanças, mas não explicou a tecnologia antifraude. Sabemos o quê mudou, não sabemos por quê cada mudança importa.
A transição para a nova carteira vai ser complicada? As pessoas vão ter que trocar tudo de uma vez?
Não. É gradativa. Quem pedir um novo documento recebe a carteira nova. O RG antigo continua válido por até dez anos, dependendo da idade. Ninguém é obrigado a trocar imediatamente.
Mas há um prazo de um ano para os institutos de identificação implementarem a mudança. Isso significa que em um ano, teoricamente, todos deveriam estar preparados. Não sabemos se vão conseguir.
E a versão digital? Como funciona?
Assim que você recebe a carteira física, pode acessar uma versão digital pelo aplicativo gov.br. Inclui um QR Code que qualquer pessoa pode ler para verificar autenticidade.
Mas não sabemos quantas pessoas têm acesso ao app, se funciona em todos os celulares, ou como a segurança da versão digital é mantida. É um detalhe importante que não foi coberto.
Der Puls
- A multiplicidade de RGs — até 27 por cidadão, um para cada estado — criou décadas de brechas para fraudes e inconsistências que o novo sistema busca, finalmente, fechar.
- O novo passaporte chega revestido de treze marcas d'água, fundos fluorescentes invisíveis e dupla proteção biométrica, sinalizando uma corrida tecnológica contra falsificadores cada vez mais sofisticados.
- A transição não será imediata: os institutos de identificação têm até um ano para implementar a mudança, e o RG antigo permanece válido por até uma década para quem tem menos de 60 anos.
- A versão digital da nova carteira, acessível pelo aplicativo gov.br, aponta para um futuro em que a identidade do cidadão cabe no bolso — e na nuvem.
- Com produção do passaporte prevista para setembro, data escolhida para coincidir com o bicentenário da Independência, o governo embala a mudança em simbolismo histórico.
Em um país onde um único cidadão pode carregar até 27 identidades diferentes, o Brasil deu um passo em direção à unidade: o governo federal lançou um passaporte redesenhado com múltiplas camadas antifraude e entregou as primeiras carteiras da nova Identidade Nacional, que adota o CPF como número único para todos os brasileiros. O gesto, presidido por Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto em 27 de junho, não é apenas administrativo — é uma tentativa de costurar, sob um mesmo número, a identidade fragmentada de mais de 200 milhões de pessoas.
Na última segunda-feira de junho, o presidente Jair Bolsonaro entregou pessoalmente as primeiras carteiras da nova Identidade Nacional no Palácio do Planalto, em um lançamento que também apresentou ao país um passaporte completamente redesenhado. Os dois documentos chegam juntos como resposta a um sistema de identificação que, ao longo de décadas, acumulou falhas e fragmentações.
O novo passaporte é o mais protegido da história brasileira. Suas páginas internas trazem treze marcas d'água com ilustrações da flora e fauna dos biomas nacionais — contra apenas uma no modelo anterior. Sob luz ultravioleta, sete composições fluorescentes diferentes surgem espalhadas pelo documento. A página de identificação ganha ainda duas camadas biométricas: uma imagem fantasma em preto e branco e uma segunda imagem formada pelos próprios dados do portador, ambas seladas por laminado de segurança. O preço e a validade de dez anos permanecem os mesmos. A produção começa em setembro, mês escolhido para coincidir com o bicentenário da Independência.
A Carteira de Identidade Nacional representa uma mudança ainda mais estrutural. Ela substitui o RG e adota o CPF como número único de identificação — encerrando uma anomalia que permitia a um mesmo cidadão acumular até 27 números distintos, um por estado. O novo documento inclui QR Code para verificação rápida e terá versão digital disponível no aplicativo gov.br assim que a carteira física for emitida. A primeira emissão continua gratuita.
A transição será gradual: quem solicitar um novo documento já receberá o modelo atualizado, mas os RGs antigos permanecem válidos — por até dez anos para quem tem menos de 60, e por prazo indeterminado para os mais velhos. Os institutos de identificação em todo o país têm até um ano para concluir a implementação. Ao final desse processo, o Brasil terá, pela primeira vez, um sistema de identificação verdadeiramente unificado.
Na segunda-feira, 27 de junho, o governo federal apresentou dois novos documentos de identificação: um passaporte redesenhado e a primeira remessa da Carteira de Identidade Nacional. O presidente Jair Bolsonaro participou do lançamento no Palácio do Planalto e entregou pessoalmente as primeiras carteiras do novo modelo.
O novo passaporte traz mudanças visuais e de segurança pensadas para dificultar falsificações. A capa apresenta uma estilização renovada da bandeira brasileira. Nas páginas internas, o número de marcas d'água saltou de uma para treze ilustrações diferentes, cada uma representando a flora e fauna dos principais biomas do país. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, o documento também incorpora fundos invisíveis fluorescentes — antes apenas o número da página variava sob luz ultravioleta, agora há sete composições diferentes espalhadas pelas páginas. A página de identificação recebeu duas camadas de proteção biométrica: uma imagem fantasma da foto do cidadão em preto e branco, e uma segunda imagem formada pelos dados biométricos do portador, ambas protegidas por um laminado de segurança.
O novo passaporte mantém a validade de dez anos e continuará custando R$ 257,25. A produção começará em setembro pela Casa da Moeda, data escolhida para coincidir com o bicentenário da Independência do Brasil. O governo classifica o documento como portador de tecnologia antifraude, embora não tenha detalhado especificamente como cada elemento contribui para essa proteção.
A Carteira de Identidade Nacional, lançada pelo governo em fevereiro, representa uma mudança mais profunda na identificação dos brasileiros. O novo documento substitui as carteiras de Registro Geral, conhecidas como RG, e usa o número do Cadastro de Pessoas Físicas — o CPF — como identificador único de cada cidadão. Essa unificação responde a um problema concreto: atualmente, um mesmo cidadão pode possuir até 27 números de RG diferentes, um para cada estado e o Distrito Federal, abrindo espaço para fraudes e inconsistências nos registros.
A nova carteira começou a valer em 1º de março deste ano, mas os institutos de identificação em todo o país têm até um ano para implementar completamente a mudança. A transição será gradativa — quem solicitar um novo documento receberá a carteira nova, enquanto o RG antigo permanece válido. Para pessoas com até 60 anos, o RG atual continua válido por até dez anos. Para maiores de 60, o prazo é indeterminado. A emissão da primeira carteira continua gratuita.
O novo documento inclui um código QR que pode ser lido rapidamente por qualquer cidadão, facilitando a verificação de autenticidade. A validade varia conforme a idade: cinco anos para crianças até 11 anos, dez anos para pessoas de 12 a 59 anos, e prazo indeterminado para maiores de 60. Assim que receber a carteira física, o cidadão terá acesso a uma versão digital pelo aplicativo gov.br.
O objetivo declarado é duplo: unificar a identificação dos brasileiros sob um único número e reduzir as oportunidades para fraude documental. Com a implementação completa prevista para ocorrer ao longo do próximo ano, o país passará a ter um sistema de identificação mais centralizado e, segundo o governo, mais seguro.
Bemerkenswerte Zitate
A nova identidade vem com um QR Code que pode ser lido de forma rápida por qualquer cidadão, facilitando a identificação e a autenticidade do documento— Secretaria-Geral