Quando a guerra e o preço dos combustíveis apertam a carteira de quem vive do dia a dia, o Estado procura respostas que mudem o modo como nos deslocamos. Portugal, que já produz quase toda a sua eletricidade a partir de fontes renováveis, ainda depende em grande parte de combustíveis fósseis no conjunto da energia que consome, e é nesse desequilíbrio que o Governo quer agora apoiar a troca de carros a combustão por elétricos. O novo concurso, anunciado para junho e possivelmente mais cedo, é mais um passo de uma transição que se faz, como quase sempre, ao ritmo das crises.
Governo antecipa novo apoio à compra de carros elétricos após subida dos combustíveis
O apoio de dezembro esgotou em poucas horas
Porque é que este apoio volta agora, se não estava previsto?
Porque a guerra fez subir os combustíveis. O Governo antecipou o concurso para reduzir depressa o consumo de fósseis.
O que se sabe das regras?
Se forem as de dezembro, são 4 mil euros para particulares e 5 mil para IPSS, autoridades de transportes e autarquias. O carro tem de ser novo e custar até 38.500 euros, com cinco lugares.
Esse "se" é importante. As regras do novo concurso ainda não foram confirmadas.
E há contrapartidas para quem pede?
Sim. É preciso entregar para abate um veículo fóssil com mais de 10 anos e apresentar a fatura do carro novo, além do formulário no Fundo Ambiental.
Há procura para isto?
O de dezembro esgotou em poucas horas, o que sugere muito interesse.
Sugere, mas a fonte não diz quantos candidatos houve nem qual era a dotação. Também não há data fixa: fala-se em este mês ou junho.
E os números da energia?
Cerca de 80% da eletricidade do primeiro trimestre foi renovável, mas a dependência global de fósseis é de 60%. Os preços rondam os 2 euros por litro.
The Pulse
- O anterior apoio esgotou em poucas horas, sinal de uma procura muito acima da oferta prevista.
- A subida dos combustíveis, agravada pela guerra, obrigou o Governo a antecipar o novo concurso.
- Gasóleo e gasolina continuam a rondar os 2 euros por litro, pressionando as famílias e as empresas.
- Com 4 mil euros para particulares e 5 mil para IPSS e autarquias, a corrida pode repetir-se assim que as portas abrirem.
Quando a guerra e o preço dos combustíveis apertam a carteira de quem vive do dia a dia, o Estado procura respostas que mudem o modo como nos deslocamos. Portugal, que já produz quase toda a sua eletricidade a partir de fontes renováveis, ainda depende em grande parte de combustíveis fósseis no conjunto da energia que consome, e é nesse desequilíbrio que o Governo quer agora apoiar a troca de carros a combustão por elétricos. O novo concurso, anunciado para junho e possivelmente mais cedo, é mais um passo de uma transição que se faz, como quase sempre, ao ritmo das crises.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, voltou a prometer que, até junho, Portugal terá um novo apoio à compra de carros elétricos. O anterior, lançado em dezembro, esgotou em poucas horas, e o Governo quer agora que o novo concurso abra ainda este mês ou, o mais tardar, em junho.
O calendário não estava previsto assim. A guerra e a subida do preço dos combustíveis obrigaram o Executivo a antecipar a medida, com o objetivo declarado de reduzir com urgência o consumo de combustíveis fósseis.
Se as regras forem as de dezembro, o apoio será de 4 mil euros para particulares e de 5 mil para IPSS, autoridades de transportes e autarquias. O carro tem de ser novo, custar até 38.500 euros nos modelos de cinco lugares, e o candidato tem de entregar um veículo fóssil com mais de 10 anos.
A meta mais ampla é cortar para metade a dependência dos combustíveis fósseis, eletrificando também os transportes públicos. Os números mostram um país a duas velocidades: quase 80% da eletricidade vem de renováveis, mas 60% da energia consumida ainda é fóssil. Fica por saber a data exata e se as condições se manterão, mas quem pretende candidatar-se faz bem em acompanhar o anúncio de perto.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, voltou a prometer que, até junho, Portugal terá um novo apoio à compra de carros elétricos. O anterior, lançado em dezembro, esgotou em poucas horas. Agora, o Governo quer que o novo concurso abra ainda este mês ou, o mais tardar, em junho.
O calendário não estava previsto assim. A guerra e a subida do preço dos combustíveis obrigaram o Executivo a antecipar o concurso. O objetivo declarado é reduzir com urgência o consumo de combustíveis fósseis no país.
As regras exatas do novo apoio ainda não foram confirmadas. Se forem iguais às de dezembro, o valor será de 4 mil euros para particulares e de 5 mil euros para IPSS, autoridades de transportes e autarquias.
Para ter direito ao incentivo, o carro elétrico tem de ser novo e o preço não pode ultrapassar os 38.500 euros, no caso de veículos com cinco lugares. O candidato preenche um formulário na página do Fundo Ambiental e tem de anexar dois documentos: o comprovativo de abate de um veículo a combustível fóssil com mais de 10 anos e a fatura da compra do veículo novo.
Por trás do apoio está uma meta mais ampla: o Governo pretende reduzir para metade a dependência nacional dos combustíveis fósseis. Isso passa, segundo a estratégia, por eletrificar o máximo possível, incluindo todos os transportes públicos.
Os números mostram um país a duas velocidades. No primeiro trimestre do ano, Portugal foi o país europeu que mais eletricidade produziu a partir de fontes renováveis, cerca de 80%. Mas, no conjunto da energia que consome, continua a depender em 60% de combustíveis fósseis.
A fatura chega à carteira dos portugueses. Na próxima semana está prevista uma descida nos preços, mas o gasóleo e a gasolina continuam a rondar os 2 euros por litro.
Fica por saber a data exata de abertura do concurso e se as condições serão mesmo as de dezembro. Dado que o último esgotou em poucas horas, quem pretende candidatar-se tem motivos para acompanhar o anúncio de perto.
Notable Quotes
Até junho haverá novo apoio à compra de carros elétricos.— Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia