Num país que há décadas mede seu progresso pela velocidade de suas fábricas e pelo preço de suas casas, o topo da riqueza começa a se desenhar por outra lógica: a da inteligência artificial. Zhang Yiming, fundador da ByteDance, recuperou nesta terça-feira a liderança do ranking do Instituto Hurun com US$ 100 bilhões, um salto de 43% que, segundo o próprio levantamento, deve-se quase inteiramente à IA. O movimento revela menos a ascensão de um homem do que a redistribuição de expectativas sobre o que a China passa a valorizar, enquanto setores tradicionais veem seus patrimônios encolherem.
Fundador da ByteDance volta ao topo dos bilionários chineses com avanço da IA
Ganhos polarizados: IA sobe, consumo e imóveis encolhem
Zhang Yiming voltou ao topo. O que mudou para ele?
Seu patrimônio subiu 43% e chegou a US$ 100 bilhões, o maior já registrado para o mais rico da China, segundo o Hurun.
E o que explica isso?
Rupert Hoogewerf diz que foi quase tudo graças à IA. Ele cita o Doubao, o assistente de IA mais usado no país.
Convém notar que essa explicação vem do presidente do Hurun Report. O texto não detalha como a avaliação da ByteDance foi calculada.
O número de bilionários também cresceu?
Sim. São 1.529 pessoas com mais de 5 bilhões de yuans, alta de 6,6%. Em dólares, são 1.176, ou 176 a mais que nos Estados Unidos.
Ainda assim, ficam abaixo dos 1.185 de 2021. Não é um recorde nessa medida.
Quem perdeu?
Lei Jun, da Xiaomi, viu a fortuna cair pela metade, para US$ 25,1 bilhões. Consumo, imobiliário e manufatura tradicional encolheram.
A leitura de polarização setorial também é de Hoogewerf. Os dados citados mostram o resultado, mas não as causas de cada perda.
Der Puls
- Zhang Yiming retomou o topo da lista chinesa com US$ 100 bilhões, o maior valor já registrado para o mais rico do país, num salto de 43%.
- A riqueza concentrou-se em IA, semicondutores e robótica, enquanto consumo, imóveis e manufatura tradicional perderam terreno e pressionam o restante do topo.
- Lei Jun, da Xiaomi, sofreu a maior queda do ano, com a fortuna reduzida à metade para US$ 25,1 bilhões, expondo a fragilidade de quem está fora da onda tecnológica.
- O número de bilionários chineses em dólares chegou a 1.176, superando os Estados Unidos, e a trajetória indica que o destino financeiro do topo seguirá atrelado ao avanço da IA.
Num país que há décadas mede seu progresso pela velocidade de suas fábricas e pelo preço de suas casas, o topo da riqueza começa a se desenhar por outra lógica: a da inteligência artificial. Zhang Yiming, fundador da ByteDance, recuperou nesta terça-feira a liderança do ranking do Instituto Hurun com US$ 100 bilhões, um salto de 43% que, segundo o próprio levantamento, deve-se quase inteiramente à IA. O movimento revela menos a ascensão de um homem do que a redistribuição de expectativas sobre o que a China passa a valorizar, enquanto setores tradicionais veem seus patrimônios encolherem.
Zhang Yiming voltou ao primeiro lugar da lista dos mais ricos da China. O fundador da ByteDance aparece no ranking do Instituto Hurun com um patrimônio de US$ 100 bilhões, alta de 43% em relação ao levantamento anterior, o maior valor já registrado para a pessoa mais rica do país.
Segundo Rupert Hoogewerf, presidente do Hurun Report, o salto se deve quase inteiramente à inteligência artificial. O Doubao, assistente de IA da ByteDance, é o mais usado na China, e a empresa também controla as plataformas Douyin e TikTok.
A lista deste ano bateu recorde, com 1.529 pessoas acima de 5 bilhões de yuans. Em dólares, o país tem 1.176 bilionários, 176 a mais que os Estados Unidos, número próximo do pico de 2021.
O topo também se reorganiza. Zhong Shanshan caiu para o segundo lugar, Robin Zeng, da CATL, ficou em terceiro, e Liang Wenfeng, da DeepSeek, estreou no sétimo posto. Hoogewerf descreveu um ano de ganhos polarizados: enquanto empreendedores de IA, semicondutores e robótica avançaram, os setores de consumo, imóveis e manufatura tradicional viram sua riqueza encolher.
O maior perdedor foi Lei Jun, da Xiaomi, cuja fortuna caiu pela metade, para US$ 25,1 bilhões. O retrato indica que a riqueza no topo chinês seguirá ligada ao ritmo da tecnologia, enquanto consumo e imóveis continuam sob pressão.
Zhang Yiming voltou ao primeiro lugar da lista dos mais ricos da China. O fundador da ByteDance aparece no ranking divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Hurun com um patrimônio de US$ 100 bilhões, alta de 43% em relação ao levantamento anterior. É o maior valor já registrado para a pessoa mais rica do país.
Segundo Rupert Hoogewerf, presidente do Hurun Report, o salto se deve "quase tudo" à inteligência artificial. Em comunicado, ele lembrou que o Doubao, assistente de IA da ByteDance, é o mais usado na China. A empresa também controla as plataformas de vídeos curtos Douyin e TikTok.
O Hurun publica a lista todos os anos desde 1999. Na edição atual, contou um recorde de 1.529 pessoas com mais de 5 bilhões de yuans, cerca de US$ 750 milhões, um aumento de 6,6% sobre o ano anterior.
Quando a conta é feita pelo patrimônio em dólares, o país tem 1.176 bilionários, 155 a mais que antes e 176 a mais que os Estados Unidos. O número fica ligeiramente abaixo do pico de 1.185 pessoas, registrado em 2021.
O restante do topo mostra quem está subindo e quem está recuando. Zhong Shanshan, magnata da água engarrafada, caiu para o segundo lugar, com US$ 61 bilhões. Robin Zeng, presidente da CATL, a maior fabricante mundial de baterias para veículos elétricos, ficou em terceiro. Liang Wenfeng, fundador da startup de IA DeepSeek, estreou na lista no sétimo lugar. Chen Tianshi, presidente da fabricante de chips de IA Cambricon, aparece em décimo.
Hoogewerf descreveu um ano de ganhos polarizados: empreendedores de IA, semicondutores e robótica avançaram, enquanto os de consumo, imobiliário e manufatura tradicional viram a riqueza encolher. Os setores de alta tecnologia estão em ascensão, e os demais, sob pressão.
O maior perdedor do ano, nas palavras de Hoogewerf, foi Lei Jun, presidente da Xiaomi, fabricante de eletrônicos de consumo inteligentes. Sua fortuna caiu pela metade, para US$ 25,1 bilhões.
O retrato do Hurun indica que a riqueza no topo chinês continuará ligada ao ritmo da tecnologia, em especial da IA, enquanto consumo e imóveis seguem sob pressão.
Bemerkenswerte Zitate
Os ganhos deste ano foram polarizados: empreendedores em IA, semicondutores e robótica avançaram, enquanto aqueles em consumo, imobiliário e manufatura tradicional viram sua riqueza encolher.— Rupert Hoogewerf, presidente do Hurun Report