Fundador da ByteDance volta ao topo dos bilionários chineses com avanço da IA

Ganhos polarizados: IA avança, consumo e imobiliário encolhem
Hoogewerf, do Hurun, resume o ano dos bilionários chineses, com Zhang Yiming de volta ao topo.
Mark

Zhang Yiming voltou ao topo. O que mudou para ele?

Mimi

Sua fortuna subiu 43%, para US$ 100 bilhões, um recorde para o homem mais rico da China, segundo o Hurun.

Mark

E de onde veio esse dinheiro?

Mimi

Rupert Hoogewerf diz que veio quase tudo da inteligência artificial. Ele cita o Doubao, assistente de IA mais usado no país.

Luke

Vale notar que essa explicação é de Hoogewerf, do próprio Hurun. A reportagem não detalha como o patrimônio foi calculado.

Mark

E quem perdeu?

Mimi

Lei Jun, da Xiaomi, teve a riqueza reduzida à metade, para US$ 25,1 bilhões. Zhong Shanshan caiu para segundo, com US$ 61 bilhões.

Luke

O texto não explica as causas dessas perdas. A divisão entre IA e setores como consumo e imobiliário também é a leitura do Hurun.

Mark

O número de bilionários cresceu?

Mimi

Sim. São 1.529 pessoas acima de 5 bilhões de yuans, alta de 6,6%. Em dólares, são 1.176, ou 176 a mais que nos EUA.

Luke

Esse total ainda está abaixo dos 1.185 de 2021. O recorde vale para a lista em yuans, não para a contagem em dólares.

  • Zhang Yiming retomou a liderança com alta de 43%, impulsionado quase inteiramente pela inteligência artificial e pelo assistente Doubao.
  • A DeepSeek estreou na lista já na sétima posição, e a Cambricon aparece entre os dez primeiros, mostrando o peso da nova economia.
  • Lei Jun, da Xiaomi, viu sua fortuna cair pela metade, tornando-se o maior perdedor do ano.
  • O número de bilionários chineses bateu recorde com 1.529 pessoas acima de 5 bilhões de yuans, mas a riqueza se concentra em setores de alta tecnologia.
  • Consumo, imobiliário e manufatura tradicional encolhem, e a pergunta é se essa distância vai continuar crescendo nas próximas edições.

Na China, o topo da riqueza mudou de mãos com o avanço da inteligência artificial: Zhang Yiming, fundador da ByteDance, voltou ao primeiro lugar com cerca de US$ 100 bilhões, segundo a lista anual do Instituto Hurun. Num mesmo movimento, o país atingiu um número recorde de milionários de alta renda, mas esse crescimento não é uniforme. Fortunas ligadas à IA e aos chips se erguem, enquanto as construídas sobre consumo, imóveis e indústria tradicional recuam, sinal de uma economia que se divide entre o novo e o antigo.

Zhang Yiming, fundador da ByteDance, voltou ao primeiro lugar entre as pessoas mais ricas da China, com fortuna estimada em US$ 100 bilhões. A alta de 43% foi divulgada pela lista anual do Instituto Hurun e, segundo seu presidente, Rupert Hoogewerf, deve-se quase todo à inteligência artificial. O Doubao, assistente de IA da empresa, é o mais usado no país, e a ByteDance também controla Douyin e TikTok.

A lista deste ano bateu recorde, com 1.529 pessoas acima de 5 bilhões de yuans, 6,6% a mais que no ano anterior. Medida em dólares, a China soma 1.176 bilionários, à frente dos Estados Unidos, embora ainda abaixo do pico de 2021.

Atrás de Zhang, Zhong Shanshan, da água engarrafada, caiu para o segundo lugar, e Robin Zeng, da CATL, ficou em terceiro. A grande surpresa foi Liang Wenfeng, da DeepSeek, que entrou já na sétima posição.

Nem todos ganharam. Lei Jun, da Xiaomi, foi o maior perdedor, com a fortuna reduzida à metade. Para Hoogewerf, o ano foi de ganhos polarizados: IA, semicondutores e robótica avançam, enquanto consumo, imobiliário e manufatura tradicional encolhem. A questão que fica é se essa distância continuará crescendo.

Zhang Yiming, fundador da ByteDance, voltou ao primeiro lugar entre as pessoas mais ricas da China, com uma fortuna de US$ 100 bilhões. O dado vem da lista anual do Instituto de Pesquisa Hurun, divulgada nesta terça-feira. O valor representa alta de 43% e, segundo o instituto, é um recorde para quem ocupa o topo do ranking chinês.

Rupert Hoogewerf, presidente do Hurun Report, atribuiu o salto "quase todo" à inteligência artificial. Em comunicado, ele lembrou que o Doubao, assistente de IA da ByteDance, é o mais usado na China. A empresa também controla as plataformas de vídeos curtos Douyin e TikTok.

O Hurun publica a lista desde 1999. Nesta edição, contou um recorde de 1.529 pessoas com patrimônio superior a 5 bilhões de yuans, cerca de US$ 750 milhões. O número é 6,6% maior que o do ano anterior.

Quando o patrimônio é medido em dólares americanos, a China tem 1.176 bilionários, 155 a mais que no ano passado. O total fica 176 acima do dos Estados Unidos, mas ainda ligeiramente abaixo das 1.185 pessoas registradas em 2021.

Atrás de Zhang, o magnata da água engarrafada Zhong Shanshan caiu para o segundo lugar, com US$ 61 bilhões. Robin Zeng, presidente da CATL, maior fabricante mundial de baterias para veículos elétricos, ficou em terceiro. Liang Wenfeng, fundador da startup de IA DeepSeek, estreou na lista já na sétima posição. Chen Tianshi, presidente da fabricante de chips de IA Cambricon, aparece em décimo.

Para Hoogewerf, os ganhos do ano foram polarizados. Empreendedores de IA, semicondutores e robótica avançaram, enquanto os de consumo, imobiliário e manufatura tradicional viram a riqueza encolher. A lista, segundo o instituto, mostra setores de alta tecnologia em ascensão e outros sob pressão.

O "maior perdedor" do ano, nas palavras de Hoogewerf, foi Lei Jun, presidente da fabricante de eletrônicos de consumo inteligentes Xiaomi. Sua fortuna caiu pela metade, para US$ 25,1 bilhões.

O retrato é o de uma divisão entre a economia da IA e a economia tradicional. O que se deve acompanhar é se essa distância continua crescendo nas próximas edições do ranking.

Os ganhos deste ano foram polarizados: IA, semicondutores e robótica avançaram, enquanto consumo, imobiliário e manufatura tradicional viram a riqueza encolher.
— Rupert Hoogewerf, presidente do Hurun Report
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