Num ano em que a China reorganiza silenciosamente quem detém o capital, Zhang Yiming, fundador da ByteDance, voltou ao topo do ranking Hurun com fortuna estimada em US$ 100 bilhões. O salto, que o próprio Rupert Hoogewerf atribui quase inteiramente à inteligência artificial, revela um país cuja riqueza migra da construção e do consumo para a tecnologia de ponta. A lista, que acompanha o país desde 1999, mostra não apenas quem ganhou, mas também o peso crescente de uma nova economia que ainda está definindo seus contornos.
Fundador da ByteDance volta ao topo dos bilionários chinesas com avanço da IA
Ganhos polarizados: IA avança, consumo e imobiliário encolhem
Então o primeiro lugar mudou de mãos por causa da IA?
Zhang Yiming voltou ao topo com US$ 100 bilhões, alta de 43%. O Hurun atribui isso quase todo à IA, citando o Doubao como assistente mais usado na China.
Convém notar que "quase tudo graças à IA" é a avaliação de Rupert Hoogewerf, do próprio Hurun. Não vimos a decomposição da fortuna.
E o quadro geral do ranking?
Recorde de 1.529 pessoas acima de 5 bilhões de yuans, alta de 6,6%. Em dólares, são 1.176 bilionários, 176 a mais que os EUA.
Ainda assim, esse total em dólares está um pouco abaixo dos 1.185 de 2021. O recorde vale para a lista em yuans.
Quem saiu perdendo?
Lei Jun, da Xiaomi, teve a fortuna reduzida à metade, para US$ 25,1 bilhões. Consumo, imobiliário e manufatura tradicional também encolheram.
Os números da lista são estimativas do instituto, não auditorias. E o texto não explica as causas da queda da Xiaomi.
O que observar daqui para frente?
Se a divisão entre IA e setores tradicionais se mantém na próxima edição.
Le Pouls
- Zhang Yiming retomou o primeiro lugar com US$ 100 bilhões, um salto de 43% impulsionado quase inteiramente pela IA.
- A lista recorde de 1.529 pessoas com fortuna acima de 5 bilhões de yuans expõe a pressão sobre consumo, imobiliário e manufatura tradicional.
- Empreendedores de IA, semicondutores e robótica avançam enquanto a riqueza de setores tradicionais encolhe.
- Lei Jun, da Xiaomi, perdeu metade da fortuna e cai para US$ 25,1 bilhões, sinalizando o aperto sobre a eletrônica de consumo.
Num ano em que a China reorganiza silenciosamente quem detém o capital, Zhang Yiming, fundador da ByteDance, voltou ao topo do ranking Hurun com fortuna estimada em US$ 100 bilhões. O salto, que o próprio Rupert Hoogewerf atribui quase inteiramente à inteligência artificial, revela um país cuja riqueza migra da construção e do consumo para a tecnologia de ponta. A lista, que acompanha o país desde 1999, mostra não apenas quem ganhou, mas também o peso crescente de uma nova economia que ainda está definindo seus contornos.
Zhang Yiming, fundador da ByteDance, voltou ao primeiro lugar entre os mais ricos da China. Segundo o ranking do Instituto Hurun divulgado nesta terça-feira, sua fortuna chegou a US$ 100 bilhões, alta de 43% e valor recorde para o topo da lista. Para Rupert Hoogewerf, presidente do Hurun Report, o avanço deve-se quase inteiramente à inteligência artificial, lembrando que o Doubao, assistente da ByteDance, é o mais usado no país.
A lista deste ano bateu recordes: 1.529 pessoas possuem patrimônio acima de 5 bilhões de yuans, um crescimento de 6,6%. Entre os bilionários medidos em dólar, a China chegou a 1.176 nomes, 176 a mais que os Estados Unidos. Novatos ligados à IA também surgiram, como Liang Wenfeng, da DeepSeek, que estreou em sétimo, e Chen Tianshi, da fabricante de chips Cambricon, em décimo.
O quadro geral, porém, é de ganhos polarizados. Enquanto a alta tecnologia cresce, os setores de consumo, imobiliário e manufatura tradicional veem sua riqueza diminuir. O maior perdedor foi Lei Jun, da Xiaomi, cuja fortuna caiu pela metade, para US$ 25,1 bilhões.
Zhang Yiming, fundador da ByteDance, voltou ao primeiro lugar entre as pessoas mais ricas da China. A informação consta do ranking divulgado nesta terça-feira (27) pelo Instituto de Pesquisa Hurun. Sua fortuna chegou a US$ 100 bilhões, alta de 43% em relação à edição anterior e valor recorde para quem ocupa o topo da lista chinesa.
Para Rupert Hoogewerf, presidente do Hurun Report, o salto se deve "quase tudo" à inteligência artificial. Em comunicado, ele lembrou que o Doubao, assistente de IA da ByteDance, é o mais usado no país. A empresa também controla as plataformas de vídeos curtos Douyin e TikTok.
O ranking, publicado anualmente desde 1999, registrou um recorde de 1.529 pessoas com patrimônio acima de 5 bilhões de yuans, cerca de US$ 750 milhões. O número representa um aumento de 6,6% sobre o ano passado.
Contando apenas os bilionários medidos em dólares americanos, a China chegou a 1.176 nomes. São 155 a mais que na edição anterior e 176 a mais que os Estados Unidos. O total ficou ligeiramente abaixo das 1.185 pessoas registradas em 2021.
O segundo lugar ficou com Zhong Shanshan, magnata da água engarrafada, que caiu uma posição e soma US$ 61 bilhões. Em terceiro aparece Robin Zeng, presidente da CATL, maior fabricante mundial de baterias para veículos elétricos.
A lista também traz novatos ligados à IA. Liang Wenfeng, fundador da startup DeepSeek, estreou em sétimo lugar. Chen Tianshi, presidente da Cambricon, fabricante de chips de IA, ficou na décima posição.
Hoogewerf resumiu o ano como de ganhos polarizados: empreendedores de IA, semicondutores e robótica avançaram, enquanto os de consumo, imobiliário e manufatura tradicional viram a riqueza encolher. Segundo ele, os rankings mostram alta tecnologia em ascensão e outros setores sob pressão.
O maior perdedor do ano, nas palavras de Hoogewerf, foi Lei Jun, presidente da Xiaomi, fabricante de eletrônicos de consumo inteligentes. Sua fortuna caiu pela metade, para US$ 25,1 bilhões. Os dados são da Associated Press.
Citations marquantes
Os ganhos deste ano foram polarizados: empreendedores em IA, semicondutores e robótica avançaram, enquanto os de consumo, imobiliário e manufatura tradicional viram sua riqueza encolher.— Rupert Hoogewerf, presidente do Hurun Report