Numa Europa que reaprendeu a levar a sério a sua própria vulnerabilidade, a França convida gigantes do automóvel — Renault, Valeo, Forvia — a reconverter as suas linhas de produção para fabricar drones militares em escala industrial. A guerra na Ucrânia revelou que estes engenhos não são periféricos ao combate moderno, mas o seu coração pulsante. O que está verdadeiramente em jogo não é apenas a contagem de máquinas voadoras, mas a capacidade de uma nação responder à adversidade com os seus próprios meios — e a consciência de que essa capacidade se constrói antes da crise, não durante ela.