Por instinto, investidores buscam abrigo em tempos de incerteza — e muitos brasileiros encontraram nos títulos públicos americanos de longo prazo o que pareciam ser paredes sólidas. Mas a segurança de crédito de um ativo não é o mesmo que segurança de mercado, e essa distinção, ignorada por milhares, custou perdas de até 9,1% ao ano em reais nos últimos cinco anos. A história que se desenha aqui não é de má-fé nem de imprudência óbvia, mas de uma confusão antiga e humana: a de que fugir de um risco conhecido é o mesmo que estar protegido.