Na França de setembro de 2026, mais de mil postos de combustível acordaram com as bombas vazias — não por falta de petróleo no mundo, mas por desequilíbrios internos que transformaram uma corrida a preços baixos numa crise de distribuição com contornos sociais. O que começou como uma vantagem comercial da Total tornou-se um espelho das fragilidades das cadeias logísticas modernas, onde a concentração de procura num único ponto pode secar uma rede inteira. O governo francês reconhece o perigo: quando o combustível falta, não é apenas o carro que para — é a sociedade.