Sob um verão que reescreve recordes históricos, o Japão enfrenta uma consequência silenciosa do calor extremo: pneus cedendo ao asfalto incandescente. Com sete estações registrando 40°C ou mais numa única quinta-feira, o país descobre que a infraestrutura do cotidiano — as rodas que movem pessoas ao trabalho, à escola, à vida — também tem seus limites. O fenômeno convida à reflexão sobre como climas em transformação afetam não apenas corpos humanos, mas os sistemas invisíveis que sustentam a mobilidade urbana.