Folha e UOL promovem debate entre cinco candidatos ao Senado por SP

O Senado virou o campo de batalha principal desta eleição
A disputa por cadeiras na Casa Alta reflete estratégias opostas de direita e esquerda para controlar a agenda institucional.
Mark

Por que este debate importa agora? Não é só mais um evento de campanha?

Mimi

Porque o Senado virou o campo de batalha principal. A direita quer maioria lá para tentar derrubar ministros do STF. A esquerda quer bloquear isso e aprovar a agenda de Lula. É onde a eleição de verdade está sendo decidida.

Luke

Mas quanto dessa estratégia de direita é real e quanto é retórica? Eles têm votos para isso?

Mark

E por que Marina e Tebet estão tão à frente nas pesquisas?

Mimi

Ambas têm trajetória nacional, foram ministras, têm visibilidade. Mas estão tecnicamente empatadas — a margem de erro é de dois pontos, então qualquer coisa pode acontecer.

Luke

Tecnicamente empatadas significa que não sabemos realmente quem está na frente. Datafolha é uma pesquisa, não é resultado.

Mark

O que muda se a direita conseguir essa maioria?

Mimi

Tudo. Eles conseguem pautar impeachment de ministros do STF. É uma mudança institucional profunda.

Luke

Mas impeachment de ministro do STF é processo complexo, exige votação, tem regras. Ter maioria no Senado não é garantia de nada.

Mark

E se a esquerda vencer?

Mimi

Lula consegue aprovar sua agenda legislativa. Nos últimos três anos ele viu projetos travados. Com apoio no Senado, muda o jogo.

Luke

Isso também depende de coesão, de negociação. Maioria não é sinônimo de lealdade.

  • A corrida ao Senado por São Paulo concentra em cinco nomes uma disputa que vai muito além de cadeiras legislativas — está em jogo quem controlará a pauta do Congresso nos próximos anos.
  • A direita bolsonarista aposta no Senado como alavanca para pautar o impeachment de ministros do STF, enquanto a esquerda corre para garantir votos que sustentem um eventual quarto mandato de Lula.
  • Marina Silva e Simone Tebet lideram empatadas com 13% cada, seguidas de perto por André do Prado (11%), Guilherme Derrite (10%) e Ricardo Salles (5%) — margem de erro que mantém quatro candidatos dentro da mesma faixa de incerteza.
  • O debate, transmitido simultaneamente no YouTube do UOL, no Canal UOL e na homepage da Folha, segue formato testado nas municipais de 2024, com blocos de perguntas jornalísticas e embates diretos entre os próprios candidatos.
  • Regras rígidas de conduta — incluindo advertências e possível retirada do estúdio — sinalizam que os organizadores antecipam tensão e buscam garantir um confronto de ideias, não de insultos.

Em um momento em que o Senado se tornou palco central das disputas políticas brasileiras, Folha e UOL reúnem na segunda-feira cinco candidatos à Casa Alta por São Paulo para um debate ao vivo — um encontro que reflete não apenas a corrida eleitoral de 2026, mas a tensão mais profunda entre forças que buscam redesenhar os equilíbrios institucionais do país. Com Marina Silva e Simone Tebet tecnicamente empatadas na liderança das pesquisas, e candidatos bolsonaristas logo atrás, o debate oferece ao público uma rara janela para observar, em tempo real, como se articulam projetos de poder opostos sobre o futuro do Supremo, do Executivo e da própria democracia brasileira.

Na manhã de segunda-feira, 21 de setembro, Folha de S.Paulo e UOL transmitirão ao vivo um debate entre os cinco candidatos ao Senado por São Paulo que lideram as pesquisas de intenção de voto. O evento poderá ser acompanhado simultaneamente no YouTube do UOL, no Canal UOL e na homepage da Folha.

Os participantes foram escolhidos com base nos números do Datafolha: Marina Silva, da Rede, e Simone Tebet, do PSB — ambas ex-ministras — aparecem tecnicamente empatadas com 13% cada. O deputado estadual André do Prado, do PL, registra 11%; o deputado federal Guilherme Derrite, do PP, marca 10%; e Ricardo Salles, do Novo, aparece com 5%. A margem de erro de dois pontos percentuais mantém os quatro primeiros dentro de uma faixa de real incerteza.

O formato replica o modelo usado nas eleições municipais de São Paulo em 2024. Ao longo de duas horas divididas em quatro blocos, cada candidato disporá de um banco de 15 minutos. Nos blocos ímpares, jornalistas de ambos os veículos farão perguntas; nos blocos pares, os candidatos se interrogarão mutuamente, conforme sorteio prévio. Qualquer participante pode usar seu tempo para comentar as respostas dos demais. Falas individuais têm limite de cinco minutos; interrupções, mínimo de 30 segundos. Três advertências por conduta inadequada resultam em retirada do estúdio. A mediação ficará a cargo de Fabíola Cidral, do UOL, e as perguntas serão feitas por Fábio Zanini, Juliana Arreguy, Leonardo Sakamoto e Thais Bilenky.

O debate ganha peso porque o Senado tornou-se o epicentro estratégico das eleições de 2026. Com dois terços das cadeiras em disputa neste ano, a direita bolsonarista mira maioria suficiente para pautar o impeachment de ministros do STF. Do outro lado, a esquerda precisa de senadores para viabilizar a agenda de um possível quarto mandato de Lula — presidente que enfrentou resistência sistemática no Congresso ao longo dos últimos três anos, vendo projetos travados tanto na Câmara quanto no Senado.

Folha e UOL transmitirão na segunda-feira, 21 de setembro, às 10 da manhã, um debate entre cinco candidatos ao Senado por São Paulo. O evento será exibido simultaneamente no YouTube do UOL, no Canal UOL e na homepage da Folha, oferecendo ao público uma oportunidade de acompanhar os principais nomes em disputa pela Casa Alta no estado.

Os cinco participantes foram selecionados por liderarem as pesquisas de intenção de voto. Marina Silva, da Rede, e Simone Tebet, do PSB — ambas ex-ministras — aparecem tecnicamente empatadas com 13% cada uma. O deputado estadual André do Prado, do PL, registra 11%, enquanto o deputado federal Guilherme Derrite, do PP, marca 10%. Ricardo Salles, do Novo, também deputado federal, fica atrás com 5%. A margem de erro da pesquisa Datafolha é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que significa que os quatro primeiros nomes estão dentro de uma faixa muito próxima.

O formato do debate segue o modelo que Folha e UOL utilizaram nas eleições municipais de São Paulo em 2024. O encontro durará duas horas, e cada candidato terá um banco de tempo de 15 minutos para usar ao longo de toda a discussão. O programa será dividido em quatro blocos distintos. Nos primeiro e terceiro blocos, jornalistas dos dois veículos farão perguntas individuais aos candidatos, que disporão de seu tempo para responder enquanto os demais participantes poderão usar seus minutos para comentar as respostas. Nos segundo e quarto blocos, os próprios candidatos farão perguntas uns aos outros, conforme sorteio realizado previamente. Em qualquer bloco, qualquer participante pode utilizar seu banco de tempo para comentar as respostas dos colegas.

As regras estabelecem que o tempo máximo de uma única fala é de cinco minutos, enquanto a duração mínima de cada interrupção será de 30 segundos. Ao final do debate, cada candidato terá um minuto para considerações finais. Profissionais do UOL e da Folha definirão possíveis advertências ou direitos de resposta. Candidatos que promoverem agressões, insultos, exibirem objetos e documentos, fizerem interferência direta na fala de outros participantes ou usarem apelidos e termos pejorativos serão advertidos. Quem receber três advertências será convidado a se retirar do encontro. Assessores não poderão gravar no estúdio.

O debate será mediado pela apresentadora Fabíola Cidral, do UOL. As perguntas serão feitas pelos jornalistas Fábio Zanini e Juliana Arreguy, da Folha, e Leonardo Sakamoto e Thais Bilenky, do UOL.

Este debate ganha relevância em um contexto político onde as candidaturas ao Senado assumiram protagonismo nas eleições de 2026. Lideranças de direita, particularmente bolsonaristas, priorizaram candidaturas à Casa legislativa. Como cada estado elegerá duas das três cadeiras ao Senado neste ano, a direita busca formar maioria na instituição para conseguir pautar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Na esquerda, a preocupação é eleger quadros em número suficiente para aprovar as medidas propostas por um eventual quarto mandato do presidente Lula, que disputa a reeleição. O petista enfrentou dificuldades na relação com o Congresso nos últimos três anos, vendo projetos de seu interesse serem travados tanto na Câmara quanto no Senado.

As candidaturas ao Senado ganharam maior destaque nestas eleições após lideranças de direita, em especial os bolsonaristas, priorizarem candidaturas à Casa legislativa
— Folha de S.Paulo
O petista enfrentou dificuldades na relação com o Congresso ao longo dos últimos três anos e viu projetos de seu interesse serem travados tanto na Câmara quanto no Senado
— Folha de S.Paulo
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