Ferraço lidera disputa pelo governo do ES com 35%, aponta pesquisa Quaest

41% dos eleitores ainda podem mudar de voto
Apesar da liderança de Ferraço, a maioria do eleitorado capixaba mantém suas opções em aberto até outubro.
Mark

Por que essa pesquisa importa agora, com mais de um mês ainda para as eleições?

Mimi

Porque mostra o ponto de partida real. Ferraço lidera, mas 41% dos eleitores ainda podem mudar de voto. Isso não é uma corrida decidida.

Luke

Mas precisamos ser claros: essa é uma pesquisa estimulada. Quando você mostra os nomes, Ferraço fica com 35%. Quando não mostra, ele cai para 9%. Isso significa que muita gente vota nele por reconhecimento, não por convicção.

Mark

E o que diz sobre Salomão?

Mimi

Ele está em apuros. Metade do eleitorado não o conhece. Dos que conhecem, 34% não votariam nele. É um candidato que precisa crescer muito.

Luke

Ou seja, ele tem potencial de crescimento, mas também tem um teto baixo. A pesquisa não nos diz qual desses dois cenários é mais provável.

Mark

E quanto aos temas que importam? O que o eleitorado quer?

Mimi

Violência e saúde dominam. Mas há algo interessante: 41% querem um governador independente, não alinhado a Lula ou Bolsonaro. Isso muda o jogo.

Luke

Verdade, mas a pesquisa não diz qual candidato se beneficia mais dessa preferência por independência. Ferraço é do MDB, que tem sua própria história política.

Mark

A aprovação do governo atual é alta — 56%. Isso ajuda quem?

Mimi

Teoricamente ajuda Ferraço, que é visto como continuidade. Mas 39% querem mudanças, e 24% querem transformação total. Não é consenso.

Luke

E aqui está o ponto: a pesquisa mostra o que as pessoas dizem que querem, mas não mostra como elas conectam isso aos candidatos. Ferraço pode ser visto como continuidade ou como parte do problema, dependendo de quem você pergunta.

  • Ferraço lidera com 35%, mas sua vantagem é frágil: 41% dos eleitores ainda estão abertos a mudar o voto antes de 4 de outubro.
  • Na pesquisa espontânea, 74% dos capixabas não conseguem nomear um candidato de preferência, revelando um eleitorado amplamente desengajado.
  • Pazolini tem a menor rejeição entre os três principais (22%) e pode se beneficiar de uma consolidação de votos contrários a Ferraço nas semanas finais.
  • Violência (37%) e saúde (29%) dominam as preocupações do eleitorado, enquanto 41% rejeitam qualquer candidato associado a Lula ou Bolsonaro.
  • Nas simulações de segundo turno, Ferraço vence todos os adversários com folga, mas o campo permanece aberto enquanto 15% dos eleitores seguem indecisos.

A pouco mais de um mês das eleições no Espírito Santo, uma pesquisa Quaest encomendada pela TV Gazeta revela uma corrida ainda em movimento: Ricardo Ferraço lidera, mas quatro em cada dez eleitores admitem que podem mudar de ideia. Num estado onde a violência e a saúde pesam mais do que alianças partidárias, e onde a maioria prefere um governador independente tanto de Lula quanto de Bolsonaro, a disputa reflete um eleitorado que busca autonomia — e ainda não fechou o coração para surpresas.

Uma pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira pela TV Gazeta mostra Ricardo Ferraço (MDB) na liderança da corrida ao governo do Espírito Santo, com 35% das intenções de voto. Lorenzo Pazolini (Republicanos) aparece em segundo com 28%, e Helder Salomão (PT) em terceiro com 10%. Os demais candidatos somam menos de 5% e praticamente não existem no radar do eleitorado. O levantamento ouviu 804 pessoas entre 23 e 26 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais.

A liderança de Ferraço, porém, tem fissuras. Apenas 59% de seus apoiadores dizem que a escolha é definitiva, e 41% do eleitorado total admite que pode mudar o voto até 4 de outubro. Na pesquisa espontânea — sem a apresentação dos nomes — 74% dos eleitores não conseguem citar um candidato de preferência, sinal de que a corrida ainda está longe de ser decidida.

Os índices de rejeição acrescentam outra camada de complexidade. Ferraço é rejeitado por 30% dos eleitores, o mesmo percentual de Salomão. Pazolini rejeita menos (22%), mas 36% ainda não o conhecem. Salomão enfrenta o maior desafio de visibilidade: 51% dos eleitores sequer sabem quem ele é.

Nas simulações de segundo turno, Ferraço vence Pazolini por 45% a 35% e Salomão por 55% a 17%. Pazolini, por sua vez, venceria Salomão com 53% contra 19%. O candidato do MDB é o mais competitivo em qualquer cenário, mas a baixa rejeição de Pazolini o coloca como possível beneficiário de uma migração de votos anti-Ferraço.

O eleitorado capixaba também manda recados sobre o que espera do próximo governador. A violência (37%) e a saúde (29%) lideram as preocupações. Sobre alianças, 41% preferem um governador independente — a maior fatia —, enquanto o apoio de Lula afastaria 41% dos eleitores e o de Bolsonaro afastaria 31%. O atual governo é aprovado por 56%, e 61% acham que Ferraço merece continuar — seja ele mesmo ou um sucessor de sua escolha. Com 30 dias pela frente, o Espírito Santo ainda guarda espaço para surpresas.

Uma pesquisa divulgada na quinta-feira (27 de agosto) pela Quaest, encomendada pela TV Gazeta, traça o panorama atual da corrida pelo governo do Espírito Santo a pouco mais de um mês do pleito. Ricardo Ferraço, do MDB, aparece na frente com 35% das intenções de voto, seguido por Lorenzo Pazolini, do Republicanos, com 28%, e Helder Salomão, do PT, com 10%. Os demais candidatos — Breno Barcelos (Missão) com 2% e Rafael Demuner (UP) com 1% — ocupam posições marginais. O levantamento ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre 23 e 26 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Mas a liderança de Ferraço não é tão sólida quanto os números brutos sugerem. Quando perguntados se sua escolha é definitiva, apenas 59% dos eleitores responderam afirmativamente. Os outros 41% disseram que ainda podem mudar o voto antes de 4 de outubro, data marcada para as eleições. Além disso, 15% dos entrevistados se declararam indecisos na pesquisa estimulada — aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores. Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são sugeridos, o quadro muda drasticamente: Pazolini aparece com 10%, Ferraço com 9%, Salomão com 3%, e 74% dos eleitores não conseguem nomear um candidato de preferência.

Os índices de rejeição revelam tensões na campanha. Ferraço, apesar de liderar, é conhecido e rejeitado por 30% dos eleitores — o mesmo percentual de Salomão. Pazolini tem menor rejeição (22%), mas 36% dos entrevistados não o conhecem. Salomão enfrenta um desafio ainda maior: 51% dos eleitores não o conhecem, enquanto 34% o conhecem e não votariam nele. Os candidatos menores praticamente não existem no radar do eleitorado: 87% não conhecem Barcelos e 91% não conhecem Demuner.

As simulações de segundo turno mostram cenários distintos. Se a disputa for entre Ferraço e Pazolini, o candidato do MDB vence com 45% contra 35%. Contra Salomão, Ferraço amplia a vantagem para 55% contra 17%. Já Pazolini venceria Salomão com 53% contra 19%. Esses números sugerem que Ferraço é o candidato mais competitivo em qualquer cenário de segundo turno, enquanto Salomão enfrenta dificuldades para crescer.

O eleitorado capixaba está dividido sobre os rumos do estado. Enquanto 32% querem que o próximo governador continue o trabalho atual, 39% defendem mudanças parciais e 24% querem uma transformação total. Sobre alianças políticas, 41% preferem um governador independente — a maior fatia — contra 32% que querem alguém alinhado a Flávio Bolsonaro e 24% que preferem um aliado de Lula. O apoio presidencial é uma faca de dois gumes: enquanto 21% dizem que o apoio de Lula aumentaria a chance de votar em um candidato, 41% dizem que diminuiria. Com Bolsonaro, 29% veem o apoio como positivo, mas 31% o veem como negativo.

Os problemas que mais preocupam o eleitorado capixaba são a violência (37%) e a saúde (29%), seguidos por educação (7%), corrupção (5%) e economia (3%). Esses temas devem orientar as campanhas nas semanas finais. A aprovação do governo atual é relativamente alta: 56% aprovam, contra 13% que desaprovam, e 31% não souberam responder. Quando perguntados se Ferraço merecia ser reeleito ou se merecia eleger um sucessor, 61% responderam que merecia continuar, 26% disseram que não, e 13% não souberam responder.

O cenário que emerge é o de uma disputa em aberto, apesar da liderança de Ferraço. Com 41% do eleitorado ainda disposto a mudar de voto e 15% indecisos, há espaço para movimentações significativas. A rejeição a Ferraço e a baixa visibilidade de Salomão sugerem que Pazolini pode ser o beneficiário de uma eventual consolidação de votos anti-Ferraço. Os próximos 30 dias serão decisivos para definir se a liderança atual se converte em vitória ou se o eleitorado capixaba ainda tem surpresas guardadas.

61% dos eleitores dizem que Ferraço merecia ser reeleito ou eleger um sucessor
— Pesquisa Quaest
Na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes, 74% dos eleitores não conseguem nomear um candidato de preferência
— Pesquisa Quaest
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