Em maio de 2023, nove membros de uma família norte-coreana cruzaram 14 quilômetros de mar tempestuoso para escapar de um regime que os condenava à fome e às execuções públicas. A decisão de partir não nasceu de um impulso, mas de anos de vigilância crescente, privação e terror institucionalizado sob o confinamento pandêmico de Kim Jong-un. Chegaram ao Sul como refugiados da própria história — carregando crianças em sacos de juta por campos minados, perseguidos por patrulhas navais — em busca do que a maioria das pessoas nunca precisou nomear: uma vida ordinária.
Família norte-coreana foge de Kim Jong-un e reconstrói vida na Coreia do Sul
Um dos irmãos morreu em acidente de mergulho após 19 meses no Sul; a mãe e esposa de Il-hyeok foram diagnosticadas com câncer; crianças pequenas foram colocadas em sacos de juta durante fuga através de campo minado.